Orixá de Cabeça

Extraído da Página: Estrela da Manhã

Saudações Fraternais aos Irmãos de Fé.

Me chegam muitas dúvidas sobre o desespero de descobrirem que é o Orixá de cabeça, decidi fazer essa síntese, apenas um resumo básico sobre o assunto.

A primeira é sobre o Orixá de cabeça, a Nossa Vibração Original, a Vibração Regente que viemos para esse orbe, importante salientar que Orixá pra mim nada tem a ver com o antropomorfismo de Orixá que perdeu a mulher, que traiu, que apanhou, entre outras lendas, nem seres que viveram na Terra e sofreram e depois se encantaram, pra mim é o nome da Vibração, essas lendas talvez sejam apenas alegorias que auxiliassem aos adeptos a entender  certas ideias, são arquétipos, nada mais que isso.

O Orixá é a sua Vibração, conhecendo-o, você automaticamente saberá qual é sua missão na Umbanda e consequentemente em sua vida, muitos filhos, inclusive eu, fica tomado pela ansiedade de descobrir quem é o Orixá Regente, sobre suas histórias, seus feitos, suas características, isso é extremamente natural, mas como já dizia um grande Mestre há milhares de anos atrás, em Verdade Vós Digo: Isso é relativamente indiferente.

Explicarei a todos porque, sei que muitos filhos aqui que já jogaram búzios com mais de uma pessoa, que já foram em mais de uma casa, grande parte teve respostas diferentes de seu orixá de frente, ou comumente falado na Umbanda, seu pai e mãe de cabeça, em uma casa você é filho de Oxóssi, em outra, é filho de Ogum e faz toda aquela salada em nossa cabeça.

Na minha vida mediúnica praticamente toda, sempre respondia Ogum em meu ori, como dizem no candomblé ou umbanda traçada, toda vez que um ifá era consultado ou um sacerdote vinha falar, sem dúvidas, vinha Ogum e ponto final, algumas vezes arriscaram Oxalá, mas 95% dos casos, era Ogum.

Isso pode ser compreendido de algumas formas, primeiramente, dentro de uma visão antropomorfista e bem preferida por muitos adeptos:

-       Ogum tomou a frente porque é um dos meus pais, é o meu padrinho de cabeça, é aquele Orixá que tem muita afinidade por mim e consequentemente, quer tomar a frente, mas por puro amor. Essa é uma das compreensões!

-       A outra, e sem querer fazer média, a que eu mais abomino é: Estão brigando pela sua cabeça, há uma Guerra em seu Ori, uma disputa de Orixás. Aí é onde me pergunto: Quem sou eu, um pedaço de carne podre, errante, e um Ser Celestial, que supostamente já alcançou a Evolução brigarem por mim! Irmãozinhos, é muita presunção, não? Aí eles não se decidem e ficam brigando pela minha cabeça. Minha modesta opinião é que se um sacerdote sabe mesmo o que fala, não vai ficar caindo toda hora um orixá diferente em sua cabeça;

-       Existe uma outra interpretação, uma das que eu mais acredito é o fato de você carregar algumas vibrações em seu Ori, claro, cada momento de nossa vida ou até mesmo dentro do mesmo ano, somos regidos por diferentes vibrações, uma época estamos mais calmos, na outra mais agitados, uma época dá tudo certo e na outra, as coisas começam a dar errado, então, temos sim a nossa vibração, o nosso Orixá de cabeça, mas indubitavelmente ele não rege a todo momento, isso é uma visão prática, eventualmente somos regidos por outros, algumas pessoas mais, outras, menos vezes ou até por menos vibrações, isso tudo depende de qual missão estratégica na terra ela terá. Entendo eu que toda casa que caía Ogum, é porque além de eu estar sob essa irradiação naquele momento, a casa em questão precisava dos meus guias sob a Égide de Ogum, para trazer vitórias, vencer demandas, para trazer o espírito de luta a mim e aos filhos que estavam na casa, bem como os assistentes que me procuravam.

Então, para descobrirem seus orixás de cabeça, isso virá com o tempo, eu descobri que era Xangô, pq sentia isso no íntimo, e ainda vou mais longe, nem sabia como Xangô vinha em Terra, durante um trabalho, me deu vontade de fechar as duas mãos, cruzar os braços e gritar, KIOOOO e depois gritar um KAOO bem forte, perguntando à minha madrinha na época, ela disse: Isso é Xangô meu filho. E posteriormente, alguns anos depois, um sacerdote que jogava muito bem me disse: Filho, podem te dar Ogum a vida toda, mas quem rege sua cabeça é Xangô, Ogum é o seu parceiro, o seu padrinho, o seu irmão, mas seu pai mesmo é Xangô.

E queridos irmãos, no fundo, se procurarmos bem no fundo, sabemos sim, é que devido a vários fatores, às vezes é necessário que outra vibração seja regente durante épocas da vida de vocês, eu mesmo, já senti muitas vezes Oxóssi na minha frente, e sempre vinha antes da linha de caboclos, teve realmente alguns meses de minha vida que ele “ENCARNOU” praticamente na minha cabeça, mas era pra me trazer sabedoria, abundância, prosperidade, conhecimento, o espírito da caça, do empreendedorismo, e assim vai, Orixás são vibrações da qual enviam seus representantes para nos fortalecer e nos purificar com sua energia. Também já tive grande parte da minha vida, a Irradiação de Iemanjá

Não se prendam a quem é o Orixá de cabeça, isso não vai atrapalhar a vida de vocês, é muito comum ouvirem que quando somos filho de um Orixá e somos coroados com outro, a nossa vida atrapalha, pode gerar certos problemas e até mesmo chegar a loucura, cuidado com as superstições irmãos, cuidado.  Nos dois primeiros centros que trabalhei, deitei pra Ogum, fiz todas as obrigações para Ogum, Xangô mesmo foi depois de 10 anos que fiz a obrigação para ele e não tive nenhum problema do Gênero.

Na Irradiação de Xangô, Namastê!

Neófito.

Vibração Obaluaiê e Omulu

Para muitos, também conhecido como Xapanã, em sua vibração Obaluaie, é o Orixá patrono da medicina, quando está na corrente da Vibração Obaluaie, é chamado de o médico dos pobres, sincretizado como São Lázaro, em algumas casas, São Roque, por ser o senhor das Almas, dirige uma vasta falange de preto-velhos e exus. Seu nome em ioruba significa “Rei Senhor da Terra”

Quando sua vibração está em Omulu, é sincretizado de duas formas, uma figura esquelética, com o caixão na mão simbolizando a morte. Em algumas casas, sincretizado como São Lázaro, o velho conhecedor dos Segredos. Seu nome em ioruba significa “Filho do Senhor”, suas cores tanto para Obaluaie, quanto para Omulu, podem ser o roxo, o preto e o branco ou algumas casas, o vermelho e o preto. Serão exemplificadas mais abaixo.

Seu dia é segunda-feira. Suas oferendas, independente da vibração, ou seja, se é Omulu ou Obaluaie, é a mesma, pipoca, café e às vezes cerveja preta. Seus dias comemorativos são 16 de agosto, 17 de dezembro. Uma erva muito conhecida para essa vibração é o Eucalipto, o que é uma folha poderosa (Vide: http://www.tuasaude.com/eucalipto/).

Reza a lenda que ele foi portador da moléstia, e sua roupa de palha, chamada de “Opanijé” no candomblé serve para cobrir toda a varíola do qual ele é portador, mas reza a lenda que Iansã ao levantar essa vestimenta, encontrou a Luz do Sol em todo seu esplendor e Beleza e com isso, adquiriu também o poder de Controlar os Eguns e parte dos segredos de Obaluaie.

Como toda vibração no Universo tem o ponto positivo e o negativo, Omulu é força negativa da vibração Obaluaie e atuam de forma complementar no Cosmos. Omulu é a Transmutação, é a Vibração encarregada de transformar, alterar fluxos, por muitos também é responsável pelo desencarne, o ato do espírito desligar-se da matéria. Sua cor pode ser o preto e o branco, o que já simboliza o contraste dessa energia, uma energia dúbia, mas também conheci Omulu atuando na cor Roxa, que é a cor da Transmutação, também muito estudada nas Escolas da Grande Fraternidade Branca, onde o Mestre da Chama Roxa (Violeta) é Saint Germain, onde é mestre no Fogo da Transmutação.

Transmutação é o objetivo de qualquer alquimia, nada mais é que transformar um Elemento Químico em Outro, como muitos dizem, transformar chumbo em ouro, o que é um simbolismo para o verdadeiro processo e objetivo da alquimia, transformar cada ser composto de defeitos, qualidades, vícios e virtudes em um ser evoluído, desapegado e isento de vícios e malefícios. Então a Vibração de Omulu é justamente a Transmutação.

Interessante que até a oferenda desse orixá tem simbolismo na transmutação, você pega um grão de milho, e com o principal elemento mágico e transmutador, o fogo, o milho é transformado em um alimento totalmente diferente.

É o orixá que tem como Campo Santo o Cemitério, seu elemento Principal é Terra. Omulu é o Senhor dos Mortos enquanto Obaluaie, pode ser o senhor dos Vivos, Obaluaie traz a Cura e Omulu Transforma, ele é o Senhor dos Portais, aquele que cuida da passagem entre os dois Planos. Em muitos centros, Omulu é considerado um Exu, o que não fugiria muito da sua Vibração, pois é a Vibração Negativa de Obaluaie.

Por ser conhecido como o Senhor das Almas, os guias que atuam sob essa égide possuem grande poder em manipular energias densas, controlar espíritos de baixa vibração e grande conhecimento em agentes de transmutação, geralmente esses guias são responsáveis por enterrar toda energia negativa existente durante os trabalhos.

Outro fator interessante, é que a própria varíola, o que a Lenda diz que Obaluaie é portador, é uma doença extremamente complexa, o vírus possui uma das cadeias de DNA mais complexas que existe e destrói cada célula transformando-a em 10000 novos vírions. (http://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%ADrion). Até a doença do qual diz-se ser portador é uma forma de transmutação, é a destruição total de uma célula dando origem a novos elementos.

Outro fator interessante é a quizila que supostamente esse Orixá teria como Xangô, reza também a lenda que filho que tem Xangô no Ori (cabeça) não pode trabalhar com Obaluaie, é uma lenda que não condiz com o fato, eu mesmo, sou filho de Xangô e muitos trabalhos tive que trabalhar com Obaluaie, até mesmo o meu Exú Chefe, Rei das Sete Encruzilhadas, já pediu para eu acender velas direto no Cruzeiro das Almas, que seria o Campo de Obaluaie/Omulu)  em um trabalho. Dizem que filhos de Xangô não podem entrar em cemitério e digo a vocês, um dos melhores lugares que encontrei para firmar a cabeça e entrar em contato com o Plano Superior. A calma é indizível, recomendaria aos filhos tentarem isso algum dia.

O poder desse Orixá é vasto, mas sua Vibração é sempre direcionada à Calunga Pequena, por ter uma ligação especial com a Vibração Iansã, existe muitos boiadeiros que atuam nessa Vibração, junto com as linhas já citadas, preto-velhos e exus.

Por trazer o Poder da Vida e da Morte, é muito comum em um guia Firme ele utilizar firmemente as duas polaridades, a mão esquerda ele absorve, ele atrai todas as impurezas e cargas do filho e com a mão direita, o polo positivo, ele deposita todas as sutis vibrações, elementos de regeneração. Esse é o poder da Transmutação, retirar ou transformar algo pútrido em algo vivo novamente. Por isso, essa Vibração é tal Poderosa e Essencial nos terris de Umbanda, a Terra é onde pisamos, é onde depositamos todas as energias ruins, mas também é de onde absorvemos a energia da Mãe Terra, é de onde podemos retirar da seiva da mãe Natureza todo o poder vital para nossa saúde mental, física e espiritual.

Em meu blog eu costumo dizer que Oxóssi traz o conhecimento, mas a sua cor vibratória é verde, de onde traz o elemento cura, assim como Iemanjá, dona do Elemento Água, o elemento da regeneração, agora para concluir a tríade da Cura, o triângulo Cósmico, a Trindade muito conhecida em diversas liturgias, temos a Transmutação, a cor Roxa, o elemento que transforma as partículas espirituais em partículas físicas. Tudo na Umbanda é interligado, tudo é Natural, tudo é Divino.

Para quem gosta de sincretismo mitológico, podemos compará-lo a Anúbis, o Senhor da Morte e do conhecimento de embalsar os mortos, senhor das Necrópoles ou até mesmo Hades, da Mitologia Grega, o Senhor do Submundo.

Então vimos acima a importância dessa vibração e que não devemos desprezá-la, Obaluaie não é só um velho decrépito e sem importância como já vi muitas casas, ele é o “Velho”, é o “Atotô”, uma poderosa Vibração Natural imprescindível para os trabalhos da Umbanda, já que lidamos a todo momento com seres desencarnados.

Farei mais posts sobre orixás, mas meu intuito aqui é trabalhar e informar sobre a sua Porção Divina no Universo, não como “agradar”, como “incorpora”, é tentar informar mais o aspecto Cósmico do Orixá, tentar trazer sua relação com outras liturgias no Mundo.

Paz Profunda.

Neófito da Luz.

Utilização da Maconha em Trabalhos Mediúnicos

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Aranuam a todos.

Como estou em uma fase bem diferente da minha vida, e o número de e-mails e perguntas vem aumentando de forma exponencial, decidi escolher as perguntas realizadas com maior frequencia, sendo assim, posso atingir um maior número de pessoas com as respostas, a dúvida de um, com certeza, pode ser a dúvida de vários.

E alguns e-mails me deparei com uma situação extremamente peculiar, do qual alguns centros do RJ liberam a utilização da maconha para as entidades trabalharem. Nem preciso mencionar tamanha confusão em minha cabeça ao ler essas dúvidas e saber que as mesmas podem ser até comuns.

Eu confesso que para redigir esse post, não busquei nenhuma inspiração, aliás, com a correria que eu ando tendo, tá meio complicado me dedicar duas, três horas para isso. Mas focando o post e debatendo com uma irmã que tenho total apreço, vamos lá:

Já é sabido que maconha é considerado droga, assim como o cigarro e as bebidas alcoolicas, só sofre o preconceito da sociedade justamente pelo fato de não ser legalizada e consequentemente nenhuma empresa ganhar dinheiro com isso.

Eu sou totalmente contra maconha, aliás, sou totalmente contra qualquer tipo de psicotrópico, assim como não sou muito fã de cigarro e bebidas alcoolicas dentro dos terreiros, mas acho que dentro de um limite normal, pode ser aceitável.

Sobre a entidade solicitar maconha, é imperativo verificar se essa entidade está realmente firme, pois as entidades possuem grande conhecimento e com isso, grande poder afim de realizar seus trabalhos sem necessitar de artifícios telúricos, densos, além do mais, expor seu medium a uma situação complicada que é a utilização da maconha.

Aliado a esses fatores, fica aquele cheiro insuportável que só a maconha pode oferecer, deixando muitas das pessoas do ambiente constrangidas.

Minha opinião, primeiramente, se for realmente uma entidade solicitando esse artifício, cabe a nós a convencermos de tentar utilizar outro tipo de solução para o trabalho que a mesma está realizando, seja mesmo um charuto, trabalho com fundanga ou até mesmo a mistura de outras ervas.

É sabido que os indios utilizavam a maconha em seus ritos de transcedentalismo, mas eram outros tempos, outras épocas e que hoje a entidade tem pleno conhecimento e poder de utilizar de outros meios para praticar a caridade e consequentemente a entidade não necessita estar em estado alfa para realizar o seu trabalho dentro do terreiro.

Em suma, eu sou totalmente contra e não recomendo a utilização de tais artifícios para a realização dos trabalhos dentro dos terreiros, porque se continuar assim, logo menos espíritos da linha de malandros solicitarão cocaínas, mentanfetaminas e outras drogas psicotrópicas.

Importante salientar que a longo prazo, faz tanto mal quanto cigarro e outras drogas e algo que é fato, essa história que a entidade leva todo o mal causado pelo cigarro ou pela bebida, é ilusão, sempre, sempre ficará uma sequela em sua matéria de quaisquer substâncias utilizadas durante o trabalho mediúnico.

Já vi bons médiuns, aliás, excelentes mediuns terem pequenos problemas pulmonares ou outros sintomas causados pelo fumo e os mesmos, só utilizavam durante os trabalhos, eu mesmo, nunca fumei, só dentro do terreiro que uma entidade ou outra solicitava o cachimbo para realização dos trabalhos.

Importante salientar também que o fumacê, além de ser muito bom em certos trabalhos, atua como efeito “placebo” na cabeça do consulente.

A Vibração Oxalá

É a vibração da Pureza, da Fé e da Paz. É o maior de todos os Orixás, é considerado a Emanação mais Pura de Deus. Sincretizado como Jesus Cristo, em algumas casas é reservada a Sexta-Feira para esse Orixá, para outros, o Domingo, mas como sempre falo, cada casa tem a sua forma de trabalho. Seu sincretismo é Jesus Cristo e sua data de comemoração é dia 25 de dezembro.

Sua cor é unânime em todas as casas, é o branco, em algumas qualidades dentro do Candomblé, pode ter outras cores, como o azul para Oxaguian, mas o branco é sempre predominante.

Sua saudação geralmente é “Epa Babá Oxalá” ou “Epa Baba okê kakubeká”, suas oferendas são frutas, geralmente “brancas”, como maça verde, pera, uva verde. O local de suas oferendas geralmente são em igrejas ou em montes altos e verdejantes, onde Ogum Matinata costuma receber também.

Importante salientar que o branco é a cor que está em todas as outras cores, é a claridade total, é a Luz em sua Plenitude.

Simbolizado pela Pomba Branca,  ou também conhecido em algumas Ordens como Columba (com outro significado que não cabe ao post explanar), a sua origem data história de Noé e da sua Arca. Um desses episódios é narrado no capitulo 8 do Gênesis, primeiro livro do Velho Testamento. Noé, que esperava na Arca o fim do dilúvio, mandou um animal mensageiro para ver se as águas haviam baixado. O primeiro escolhido foi o corvo, que ficou voando para lá e para cá e perdeu a oportunidade deganhar a simpatia da humanidade. Então Noé enviou uma pomba, na primeira viagem, ela não encontrou nenhum lugar para pousar. Sete dias depois, foi novamente solta e retornou com um ramo de oliveira no bico. Isso, de acordo com a narrativa bíblica, simbolizava a PAZ entre DEUS e os homens ”Além disso, o ramo de oliveira significava também garantia de alimentos de remédios e da benção divina.

Essa vibração é de importância cabal para todos os filhos de Umbanda, pois essa vibração é a Fé, a Paz.

A Fé é acreditar em algo intangível, a Fé é extremamente particular, inexplicável, ela é apenas sentida, vibracionada. É a motivação inexplicável, é a utilização de nossos sentidos mais sutis, é a intuição. Como eu costumo dizer, a força de vontade é a Vontade de Deus atuando sobre nós, e podemos resumir isso na Fé, o principal elemento de toda a Magia Existente. Não adianta apenas os elementais, temos que acreditar naquilo que temos ou que fazemos. Isso mostra a relevância e poder dessa vibração nos terreiros.

Não pretendo fornecer maiores elucidações sobre a fé, porque como eu disse, é uma experiência totalmente pessoal, mas dentro da Teurgia, é a Magia mais poderosa que existe, acreditar  em si mesmo, nos atos e nas circunstâncias, um exemplo é a Biblia, você pode lê-la, estudá-la, compreendê-la, mas se não sentir o extase, se não sentir a Força, o Contexto, é apenas um Livro.

Oxalá também rege a Paz, que é um outro estado de vivência Espiritual. Também posso afirmar com veemencia que é uma experiência totalmente pessoal. A Paz é extremamente relativa, é aquela felicidade consistente que sentimos, e cada um a sente de uma forma diferenciada.

A Paz de Espírito é um sentimento inenarrável, quando estamos em Paz, tudo flui, tudo acontece, nada nos aborrece, quando estamos em paz conosco, nada nos afeta, então através desses dois fenômenos mentais, Paz e Fé, conseguimos enfim, galgar tranquilamento e a passos largos os Degraus da Evolução.

Por isso costumo dizer que os mentores que estão sob essa égide, a Vibração Oxalá, são  mentores que já alcançaram um alto patamar evolutivo, são espíritos que já atingiram o patamar máximo de todas as demais vibrações, seja o amor, o espírito de Guerra, a Justiça e com todo esse caminho traçado, conseguiram enfim, experimentar o Nirvana e hoje trazem um pouco de sua experiência aos terreiros, impulsionando-nos à Fé e a Paz Interior. Podem reparar que muitas espíritos que atuam nessa egrégora, possuem a fala mansa, uma paciência interminável em suas consultas, transmitem aquela alegria e aquela tranquilidade imensurável.

Justamente por ser considerado o maior de todos os orixás, astrologicamente, o Sol é correspondente a essa Vibração, Oxalá é a Luz em Sua Plenitude, é o Calor, é vibração presente em todas as outras vibrações.

Aranauam.

Neófito da Luz.

A Firmeza de Cabeça – Parte II

Um outro post muito acessado é sobre a firmeza de cabeça.

Interessante como todos os mediuns passam pelas mesmas circunstâncias e vibrações.
Como muitos já acompanharam, eu fiquei um tempo afastado em virtude de circunstâncias mundanas, mas recentemente voltei ao ofício, podem verificar em “Relato Particular”.

Como estou voltando aos poucos e já com a cobrança de ter o meu canto, prefiro esperar um pouco ainda.
Preciso gradativamente voltar a sentir a essência deles, identificar novamente as vibrações, acelerar meus chakras para que não ocorram muitos choques vibratórios, e para tudo isso, é necessário um preparo.

Para isso, e tem dado muito resultado, estou fazendo:

Vela de Sete dias para o Anjo da Guarda trocando o copo d´água ao lado da vela diariamente.
Todos os dias acendo uma vela para o Orixá que vibra no dia, os dias dos quais eu particularmente cultuo os orixás são:

Domingo: Oxalá/Erês
Segunda-Feira: Obaluaie, Linha das Almas
Terça-Feira: Ogum
Quarta-Feira: Xangô
Quinta-Feira: Oxóssi
Sexta-Feira: Exú
Sábado: Linha das Águas

Antes de acender a vela, acendo um incenso, simbolizando a purificação e aromatização do ambiente, faço uma oração e às vezes até recito algum Salmo, firmo a cabeça me colocando em submissão aos orixás e guias que eu sirvo, sim, é muito comum as pessoas falaram: “Meus guias”, ultimamente costumo utilizar a expressão: “Mentores a quem sirvo”. A chama dessa Vela é Luz, a Luz que simboliza a ligação trina entre Eu, o Cosmico e Eles, é uma forma de manter essa ligação sempre acesa, é uma forma de sempre manter em constate Luz essa ligação para que humildemente eu possa servir aos propósitos Divinos por intermédio dos mentores espirituais. Que a Chama esteja sempre acessa.
O Elementar Fogo é Xangô e Ogum, que possam transmutar, queimar qualquer dificuldade que ocorra, qualquer obstáculo que surja.

Sinto a energia da Vibração Orixá fluir sobre meu corpo, sinto as vibrações, algumas tremedeiras no corpo e um pequeno calor, é a confirmação que costumo realizar para saber que a entidade ou o orixá está de prontidão
para receber a vela e atender a meu humilde pedido, que é sempre estar em sintonia com as vibrações sutis.

É de extrema importância essa sintonia, essa comunhão energética entre o Cosmico, os Orixás e os mentores, ainda estou um pouco distante da minha antiga forma mental e mediúnica, mas um passo de cada vez.
Interessante que estou renascendo, aos poucos estou reencontrando, redescobrindo o caminho entre a Terra e Aruanda. É muito bom reviver todo nascimento que ocorreu há 14 anos atrás.

Reviver essa situação me auxilia a relembrar os degraus que galgamos para o trabalho mediúnico.

Aprendi no hinduísmo que temos acima de todo o respeito que temos que praticar com o Mundo Invisível, é imprescindível, é indispensável a humildade, você se colocar como um servo dos mentores e guias.
E é por esse caminho que estou voltando, me colocando como uma Ferramenta do Cosmico para a prática do amor e da caridade e da disseminação da Palavra, das Obras. E escolhi o caminho da Umbanda para servir a esse propósito, não deixando de respeitar, estudar e compreender outras religiões.

É sempre importante lembrar que os mentores não estão à nossa disposição, são companheiros de jornada, a diferença é que nós estamos no mundo físico e eles no extrafísico.
Importante observá-los como amigos, companheiros de jornada, verdadeiros irmãos e não espíritos que estão de prontidão para nos servir, e acima de tudo, satisfazer nossos desejos egocêntricos.
Estamos juntos, caminhando paralelamente rumo à Senda da Evolução, o contato com eles é de extrema importância. A Comunhão Energética é imprescindível para uma comunicação energética.

Cheguei a criar intimidade com alguns, seja por sonho, seja por evocação ou vozes na cabeça, estou retomando esse recurso gradativamente, com as velas, dedicando parte do meu dia ao Mundo Espiritual.

Sonhei com um baralho, será o meu oráculo, onde tirarei as dúvidas de minhas intuições a partir da confirmação das cartas. Peçam aos seus quais os meios de confirmação que requisitarão.

As informações chegam, eu costumo dizer que ORAR é falar com Deus, é verbalizar ao Cosmico e meditar é ouví-Lo, assim ocorre com os guias e mentores.

Essa dedicação, nem que seja 30 minutos, 60 minutos ao dia é de extrema importância para o Crescimento de nós mesmos como medium, espírito ou pessoa.
Em muitas tradições iniciáticas dizem que meditar é estar receptivo a todas as informações que circulam no Cosmico, foi assim que Buda alcançou o Nirvana, assim que muitos gurus alcançam o estado de Brahman.
E pode ser assim que consigamos evoluir também, só depende de nós mesmos.

Importante lembrar que todo o princípio da mediunidade parte de você, não adianta você ter uma corrente maravilhosa de trabalhadores se você é um receptáculo ruim, honre seus guias, honre o presente que Lhe foi concedido.
Medite, vibre de forma positiva, transmita pensamentos positivos, ore para você e as pessoas, trabalhe a forma pensamento, Jesus já dizia: Orai e Vigiai, ou seja, Ore, procure a Deus e ao Cosmico, mas vigie, seja vigilante com
seus pensamentos e atitudes, de nada adianta orar sempre e não praticar o conhecimento que se adquire.

Lembrem-se sempre, a limitação está na cabeça de vocês!

A Lei de Hermes diz: Tudo o que está em cima é exatamente igual ao que está embaixo. Se funda com o Infinito, Mentalize uma Luz incessante sobre vossas cabeças, no começo será apenas uma mentalização, uma imaginação
que com o treinamento se tornará verdadeira, se dispersem e recebam a Graça da Vibração Cosmica, até que para vocês realizarem qualquer graça, não é necessária a incorporação, apenas o auxilio da entidade ao seu lado!

Só depende de nós mesmos. Amacis, cruzamentos, coroações ajudam de certa forma, mas são simbólicos.

Nenhuma Magia é mais poderosa que sua Própria Fé e Força de Vontade, costumo Dizer que a Força de Vontade é a Atuação de Deus sobre nós.

Ps: Ainda postarei mais algumas informações a respeito do assunto

Paz Profunda!
Neófito da Luz ou carinhosamente chamado pela minha irmã Drica: Plantinha da Luz!

Linha de Erês

Paz Profunda prezados irmãos.

Venho aqui mais uma vez contribuir com minha modesta opinião sobre a linha de erês,  uma linha que em suma representa algumas contradições, mas não tanto quanto exús.

Etimologicamente, a palavra erê vem do iorubá iré, que significa brincadeira, diversão. Na Umbanda é também chamados de ibeji, beijada, dois-dois, ou ibeijada, sua saudação é Oni Beijada, Oni Beji ou até Caminha Beijada.

No candomblé geralmente levam o nome do elementar do orixá, como Pipoquinha, Pedrinha, Pedrão, Raiozinho, entre outros, já na Umbanda, levam nomes de crianças brasileiras como Pedrinho, Cosminho, Crispim, entre outros.

Geralmente é uma linha desprezada nas casas de Umbanda, cultuadas apenas no dia 27 de setembro que é comemorado pelo sincretismo o dia de São Cosme e Damião. O dia das festividados dos erês.

São composta de espíritos que se apresentam até os sete anos, um dos meus erês diz que já desencarnou muito novo, durante a Peste Negra, porém já reencarnou novamente, morreu como adulto, mas preferiu “homenagear” essa existência.

Eu particularmente dou um valor especial a essa linha, acho que são excelentes trabalhadores, mesmo porque, geralmente o Cosminho que é o erê que eu mais trabalho, é muito de falar e atuar com cura, inclusive, não faz guerras de bolos, não faz algumas bagunças comuns na linha. E é uma linha que pelo menos tenho o costume de trazer em Terra trimestralmente, pela sua grande vibração, pela alegria, pela paz interior que trazem e pela limpeza fenomenal que realizam nos chakras de seus filhos.

A vibração Cósmica da qual o erê participa é bem particular de cada casa, em algumas dizem que o Ibeji que é o nome da vibração da qual são oriundos, outras casas culturam Yori, geralmente é o nome dado à linha de erê pela Umbanda Esotérica, principalmente na liturgia do W.W da Matta. Em minha concepção erê tem a sua vibração peculiar, porém é imantada pela energia do Orixá que o traz.

As cores também variam de casa a casa, algumas colocam como as cores das sete linhas, justamente pelo erê ser o mensageiro direto do orixá, ele atua sob as sete vibrações cósmicas, em minha opinião, ele sim é o mensageiro do orixá e não o exú, como algumas casas cultuam. Erê é a vibração mais pura que existe na Umbanda, simbolizando a infância, a inocência, inclusive, em Mateus 19 presenciamos o seguinte texto: “Então disse Jesus: “Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas”.  É a linha que também simboliza a paz, o amor, toda a inocência que temos e perdemos. Cultuo sua cor apenas como rosa, que é o símbolo do amor, da purificação dos sete chakras, é uma cor que cria uma sintonia de paz, uma sensação de alegria e atua diretamente no chakra cardíaco.

Geralmente as linhas de boiadeiros e até exús são as evocadas para limpeza, mas para limpeza teúrgica, uma limpeza com energias mais sutis, mais leves, indubitavelmente a linha de erês é a mais indicada para essa situação.

Muitos dizem que os erês só vem para brincar, fazer bagunça e sujeira, criou-se essa lenda e animicamente, todos os mediuns que trabalham com essa poderosa linha, acabam deixando-se levar e banalizando o excelente trabalho que pratica essa linha. Erê é diversão, é brincadeira, mas erê é trabalho, é coisa séria, e limpeza, é cura, é amor, é uma palavra de paz, infelizmente muitos se esquecem disso. Coíbo veementemente a guerra de comida e doces, mesmo porque sou contra qualquer tipo de desperdício de comida.

Importante salientar que dentro da liturgia que eu pratico, erê não tem quizila, erê não tem medo de exú, erê não corre de preto-velho, erê é uma das pontas do triângulo da Umbanda, é a infatilidade, a introdução que temos durante toda nossa vida, é o início do ciclo. Erê não foge de tronco, erê não corre de exú, erê trabalha e é coisa séria.

Recentemente voltei a trabalhar com a Umbanda atendendo alguns seletos pacientes apenas em minha casa, um dos primeiros a dar o sinal de vida para conversar e trabalhar foi ele, o Cosminho, talvez por eu valorizar tanto o trabalho da linha e saber o objetivo da mesma, eu tenho maior facilidade pra trabalhar com ela. Lembrem-se gente, erê é o mensageiro do orixá, é uma linha que atua em um dos maiores patamares vibratórios de nossa Egrégora, vamos trabalhar com erês porque eles resolvem, e como resolvem.

Seus elementos são água, doces em geral, refrigerantes e sucos, suas oferendas seguem a mesma ordem, seu dia da semana é domingo, o primeiro dia da semana, o início do ciclo. Aceitam velas coloridas, rosas claras ou azul claras.

Impossível enumerar as crianças que trabalham em nossa egrégora umbandista, mas já vi em linha de erês, vir até indiozinhos, já presenciei na linha de erê um indiozinho chamado Guaraná que trabalhava muito bem.

Suas roupagens fluídicas são as mais variadas.

Salve a Linha dos Erês

Salve os Orixás

Paz Profunda.

Neófito da Luz

Vibração Iemanjá

Iemanjá possui várias lendas, vou citar algumas apenas para efeito de informação, as lendas em minha opinião surgiram para exemplificar algumas características dos Orixás, não acredito que já encarnaram ou já viveram na “Terra Encantada”. Existem as mais variadas lendas, Iemanjá já foi mulher de Xangô, já foi mulher de Ogum, já foi mãe de Ogum, Oxossi e Exu, que abandonou os filhos e deixou para Oxum cuidar, que é também a mãe de todos os orixás, existem inúmeros contos, mas prefiro focar apenas na Vibração Iemanjá, que é como acredito e como me foi ensinado. Em algumas casas é também chamada de Yemonja. Sua saudação também varia do terreiro, em alguns lugares é o “Odoyá”e em outros “Adociaba”.

Sua cor é o Azul Claro e já vi algumas casas utilizarem o branco, seu dia é o sábado junto com outras iabás (Orixás Femininos).

Geralmente é comemorado seu dia no dia 02 de fevereiro. Suas oferendas consistem em manjar branco, champagne ou vinho branco, peixe cozido, velas brancas e azuis. Suas oferendas são realizadas na beira da praia ou através de um barquinho para ser entregue em alto mar.

É considerada a Grande Mãe, a Rainha dos Mares e Oceanos, a partir disse é chamada de mãe, que água é o Elemento da Vida. Seu sincretismo é Nossa Senhora dos Navegantes ou Nossa Senhora da Gloria.

Em suas manifestações geralmente os representantes da vibração vem chorando, representando a água ou até mesmo o amor materno, algumas ficam somente ajoelhadas e outras dançam. Já ouvi mediuns videntes dizendo que já viram até como sereias, mas não posso afirmar porque eu nunca as vi dessa forma. Mas confesso, a minha não vem chorando e nem olhando pra baixo, ela coloca as duas mãos no peito esquerdo e é séria, mas como sempre disse no blog, nem tudo segue um padrão ou quase nada segue um padrão. Iemanjá é a Luz Materna, é o Amor Materno, é o seio da vida, é aquele que anima os seres vivos, é aquela que cura, que revigora, que revitalece. É a Rainha do tesouro como é enaltecido em alguns pontos, tesouro em minha opinião a Vida, a Água que é o elemento que traz a Vida. Como alguns sabem, 65% do nosso corpo é constituído de água. Uma curiosidade, um babalaô me disse que essa qualidade de Iemanja que vem com a mão no peito é que recebeu um golpe de espada de Ogum. Mas, eu não me ligo muito em lendas.

Por ser considerada a Grande Mãe, muitas casas também adotam Iemanja como a Deusa da Fertilidade. É a Padroeira dos Pescadores, é a Vibração que possui grande número de guias e mentores sob seus auspícios.

Em se tratando da regência vibracional de Iemanjá, ela está em tudo, a água está em praticamente todos os elementos da Terra, por isso é tão respeitada no meio do panteão afro. É aquela que deu origem a todos os outros orixás.

A água é a base de todo o mecanismo dos seres vivos, sem água, nada existe, então lembremos a importância dessa vibração para as pessoas, seja a comida, seja o líquido, seja o funcionamento orgânico, tudo é composto por esse elemento.

Justamente por esse fato, as entidades de Iemanjá também atuam fortemente no fator cura, pela vibração da água revitalizar orgãos, músculos e até a própria pele. O Exu da minha linha que é próprio para cura é o Exu de Iemanja.

Na cromoterapia, o azul claro e o azul-celeste nos fazem sentir calmos e protegidos de todo o alvoroço das atividades do dia. Também é aconselhável contra a insônia. É uma cor que estimula a tranquilidade e o ritmo de nossos sinais vitais. Mais uma grande curiosidade, porque a vibração Iemanjá está associada ao azul claro.

Como eu sou universalista, procuro sempre integrar diversas filosofias e convergir para um ponto. E acredito que a Umbanda é apenas mais um pequeno galho na Grande Árvore da Verdade.

Sua falange é muito vasta, composta por muitos caboclos, existem até falangeiros de Ogum sob seus auspícios como Ogum Marinho, Sete Ondas, Beira-Mar, entre outros. Alguns guias que trabalham sob a égide de Iemanjá são Cabocla Indaiá, Jurema da Praia, Janaína, Iracema, Sete Rios, Sete Ondas, Sete Mares, entre outros, exús também possuem uma vasta falange sob seus auspícios, como Rainha das Sete Encruzilhadas, Dama da Noite, Exu Marabo, Exu Maré, Exu dos Rios, entre outros vários.

Os diferentes tipos de liturgia umbandista – Parte II – Exu

Ontem, demos uma pequena introdução sobre exu e espero concluir nesse texto:

Foi deixando em aberto os tópicos:

  • · Roupagem fluídica;
  • · Incorporação;
  • · Quizila com eres.

Quanta a roupagem fluídica, como já mencionei, não é uma regra aquelas imagens deformadas que vendem em casa de artigos religiosos, eu mesmo já presenciei exus totalmente diferentes daqueles da imagem. Alguns podem até ter chifre, mas totalmente diferente da igreja e do próprio Cristianismo que o chifre quer dizer que a entidade é oriunda das regiões mais baixas do orbe, na mitologia nórdica, o chifre era sinal de força, o próprio Deus que protege os portões de Asgard, onde vivem os Deuses, Heimdall, possui chifre em seu capacete como ilustra a figura que postei no primeiro texto sobre esse assunto. Segue abaixo um texto sobre o significado do chifre:

O chifre tem o sentido de eminência, de elevação. Seu simbolismo é o poder. De maneira geral, é, aliás, o símbolo dos animais que têm chifre. Tal simbolismo está ligado a Apolo Karneios, a Dioniso. Foi usado por Alexandre o Grande, que se apropriou do emblema de Amon, o carneiro, a que o Livro dos mortos egípcio chama Senhor dos dois chifres. É encontrado, ainda, no mito chinês do terrível Tch’e yeu, de cabeça corcunda, a quem Huang-ti não pôde vencer senão soprando num chifre. Huang-ti utilizou a bandeira do seu rival, carregando sua efígie corcunda e conservando em seu poder a virtude do adversário para impor seu próprio poder. Os guerreiros de diversos países (principalmente os gauleses) usavam capacetes com chifres. O poder dos chifres, aliás, não é apenas de ordem temporal. (Extraído do site www.profeciasnet.com.br)

Talvez seja por isso que possa existir exus com chifres, pelo menos no meu caso, nenhum dos guardiões eu pude verificar a existência dos mesmos.  Claro que há o fator que podem se plasmar de qualquer forma, como eu me impressionaria, preferiram omitir a existência do mesmo.

Agora o significado da cor preta de um ponto de vista esotérico é proteção, é força. Interessante lembrar que os padres utilizam a cor negra para afastar os maus espíritos, baseado nessa mesma afirmação, o preto foi utilizado para os enterros, para que nos protegêssemos de maus espíritos e até mesmo da morte. Algumas correntes cristãs, acreditam que os anjos quando visitam a Terra, eles também vestem negro. Podemos enumerar vários significados para essa cor, mas para mim essa foi a mais coerente. Temos também o vermelho que pode representar a sensualidade, como alguns creem, exu é o orixá da fertilidade. Mas dentro mesmo da cor vermelha, podemos associá-la ao chacra básico, o início da kundalini, a energia Terrestre. Ele também favorece a conquista da vitória pelo esoterismo. Não vou me estender muito a esse assunto pra não ficar muito chato.

A grande maioria dos exus usam capa, capa tem o simbolismo de trabalho de alta magia. Ela tem o mesmo significado que o manto em ordens iniciáticas, que simboliza a proteção dada pela sabedoria adquirida. Isso no caso da capa cor preta, o seu interior vermelho simboliza o sacrifício do nosso “Eu Interior”, lembrando o sangue derramado por templários e outros cavaleiros. Lembrando que a capa também significa nobreza.

Alguns exus carregam o tridente ou até mesmo em seus pontos, o significado do tridente remonta aos tempos mitológicos, já era usada por Poseidon, o Deus dos Mares na mitologia grega e sendo assim, por Netuno, o Deus dos Mares na Mitologia Romana. Antes dos tempos mitológicos, podemos presenciar o uso do tridente no hinduísmo, por Shiva, o Deus da Destruição e que anda sobre a Terra, mantendo o equilíbrio cósmico. No Hinduísmo é chamado de trishula. Suas três pontas representam as três qualidades dos fenômenos: tamas (a inércia), rajas (o movimento) e sattva (o equilíbrio).

É um símbolo erroneamente confundindo com as hostes infernais, vamos combinar que o Cristianismo, muito mais o catolicismo execrou, banalizou todos os fenômenos e simbologias pagãs e esotéricas, tudo o que não era cristão era demoníaco sendo assim, criando essa falsa imagem sobre muitas coisas que presenciamos. Como nascemos em berço cristão de alta tradição católica, nascemos com esses vícios.

Agora vamos entrar no quesito incorporação do médium com as linhas de exus…

Muito comumente presenciamos nas casas exus corcundas, com garras, utilizando de diversos termos torpes que de certa forma, até prejudica a harmonia do trabalho. Por que isso acontece?

Ontem falando com uma irmã a respeito desse assunto, acreditamos e já presenciei exus com mais luz que o caboclo, mas ainda anda nas trevas por não se achar digno de caminhar na Luz ou até mesmo porque se sente mais útil trabalhando em hostes inferiores. Como soldados do astral, como mantenedores da Ordem. Claro que todos os espíritos independente da egrégia da qual faz parte, possuem graus evolutivos diferentes, o que eu não descarto alguns exus com pés de cabra, chifres e outros itens que eu já citei, confesso já presenciar espíritos dessa forma mas não senti a vibração Exu, claro que eu posso estar enganado, mas não sentia aquele calor que sinto no ombro esquerdo ou até no braço na presença de um exu.

Acho que esses são irmãos que ainda estão em franco processo de evolução, não que não estejamos, mas acredito que por ainda guardarem estigmas ou certas características no períspirito ainda estão em processo de evolução espiritual e intelectual, claro que não é por isso que temos que desprezá-los e sim dar-lhes a oportunidade da prática do amor e da caridade e assim, galgando os degraus da evolução. Claro que aceito comentários discordando do que eu estou falando para que assim eu possa aprender também.

Quanto à quizila com eres, como todos sabem, não acredito em quizila, então com as linhas da Umbanda não seriam diferentes. Esse caso de ere ter medo de Exu mostrou-se pura balela. Se são todos trabalhadores em prol de um benefício comum, a prática da caridade sob as Leis Vibracionais dos Orixás, existir rixas? Realmente eu não acredito nisso. Se alguém tiver algum fato que contrarie isso, por favor, fique a vontade para comentar, assim como me apedrejaram com o post Linha de Cangaceiros. Estamos aqui pra isso [risos].

Ainda darei continuidade ao contexto Exu antes de entrar em um novo tópico.

Paz Profunda. Neófito.

Vibração Iansã

De acordo com o panteão Umbandista é a Orixá dos Ventos, a Deus dos raios, a guerreira de Aruanda. É a Rainha do Jacutá. Suas cores é o amarelo, também utilizam o marrom para Iansã dependendo da forma de trabalho do centro e também já vi utilizarem o vermelho ou o rosa.

Seu sincretismo é Santa Barbara. Suas incorporações variam de casa para casa, às vezes se apresentando com uma guerreira dançando com sua espada, às vezes dançando com o leque simbolizando o elemental ar, sendo assim, o vento e quando vibra nas águas, pode apresentar-se chorando. Depende muito de onde a Iansã do filho está imantada, se está pura, se está na vibração de Xangô ou Ogum ou até mesmo Oxum ou Iemanjá. Depende única e exclusivamente da linha do médium.

Seu dia é quarta-feira e vibra normalmente junto com a irradiação de Xangô, o dia de suas festividades normalmente ocorrem no dia 04 de dezembro, dia de Santa Barbara. Normalmente sua oferenda é vinho tinto ou branco ou até mesmo champagne, frutas das mais variadas, também já presenciei colocarem feijão fradinho no dendê com cenouras cozidas. Velas amarelas ou brancas, dependendo da casa, pode usar o marrom ou até mesmo o vermelho. Sua saudação é “Epahei”

A vibração Iansã atua no Ar, o elemento que segundo os hindus é onde carrega o Prana, a energia criadora do Universo, nela trafega toda a energia Divina que nos anima, é no ar que está o oxigênio, o símbolo primordial do elemento Vida, junto com a água. Dizem os Estudos Iniciáticos que é o Ar que transmite essa Energia incriada Universal.

Como existem vibrações e algumas delas podem se entrelaçarem, já senti como elementar de Iansã também o Fogo, o elemento do Poder Físico, do que nos impulsiona às lutas. Mas como vibração oriunda característica é o ar. Mas também pode existir Iansã que vibre na água.

A Energia de Iansã também é a força da Guerra, é a vencedora de demandas, a guerreira de Aruanda, é aquela que protege seus filhos com a mesma Energia de Guerra de Ogum. Também é sincretizada como a senhora dos Eguns, espíritos desencarnados segundo o panteão Umbandista, é a que encara a morte, que tem livre arbítrio entre os Mundos. Um fato curioso que ajuda a corroborar com tal afirmação é que Iansã raramente traz um caboclo de pena e sim um caboclo de couro, também conhecido por nós como boiadeiros, e são exímios domadores de eguns, é uma linha excelente para desmanchar e até quebrar feitiços de eguns entre outros tipos de obsessão dos mesmos.

Sua vibração nos impulsiona à luta, à coragem, à gana de vencer. Sua falange é muito pouco conhecida e conheci poucos caboclos que trabalham sob sua irradiação, geralmente são os caboclos que trazem como nome sua vibração, Ventania, caboclo dos Ventos, Sete Ventos, Sete Raios, Raio Dourado, conheci muito mais caboclos boiadeiros que atuam sob essa falange.

Os animais de Iansã carregam sua força e poder de guerra, são considerados os búfalos, bois, falcões, águia, entre outros que vivem em savanas e selvas africanas.

Vibração Oxum – Parte II

Aranauam.

Tentei fazer um texto compacto sobre a vibração Oxum, mas infelizmente pela minha falta de didática, gerei algumas dúvidas, então esse texto é apenas para exemplificar de forma esotérica sobre a alquimia.

A alquimia por muitos, existe desde a Atlantida, para outros, foram conhecimentos de Iniciados de Confrarias Egípcias, como existem diversas especulações sobre o assunto, então prefiro que isso seja uma opinião particular de cada irmão.

Vou resumir o conceito em Alquimia em uma palavra: Transmutação, esse conceito sera interessante uma maior abrangência porque ele será citado na vibração Obaluaie e Omulu.

Em poucas palavras, transmutar é Transformar, Converter, Mudar, no conceito de alquimia, é transformar um elemento químico em outro, no caso da alquimia, conhecida por muitos, transformar o Chumbo em Ouro. Transmutar também podemos compreender em transformar uma enfermidade em algo saudável, transformar algo pútrido em algo puro, então o conceito é bem simples: Rejuvenescer ou até mesmo trazer de volta ao estado natural algo que já está perdido ou finalizado.

No contexto esotérico, ou até mesmo o ditado antigo, aprendemos que só o Amor Transforma, por isso, adequei esse conceito à vibração Oxum, como eu concordo que Amar é Transformar, é Mudar, que somente com o Amor somos capazes de entender as coisas de uma forma tridimensional, e através da minha vivência com a Umbanda, com as Vibrações e com as energias sutis de forma geral, compreendi que a Pedra Filosofal nada mais é que o Amor em Movimento, e como algumas Ordens Iniciáticas diz, somos diamantes a sermos lapidados, assim assemelha-se o conceito em transformar o chumbo bruto, que é um metal pesado com poucas propriedades além de sua forte consistência em ouro, que é um metal precioso, rígido, cintilante e belo. E é interessante que a própria cor da vibração de Oxum é dourada, o que me remete a pensar que a Umbanda é apenas mais um Galho da Grande Árvore do Conhecimento, é apenas uma das centenas de Fragmentos de um mesmo espelho. Mais uma forma de Compreender a Verdade Universal.

De modo geral, o ato de transformar o chumbo em ouro através da Pedra Filosofal, nada mais é que extinguirmos Antigos e intrínsecos conceitos humanos, como orgulho, arrogância e vaidade, em Virtudes, como a Compreensão, a Temperança e a Humildade. Então, conforme eu disse, a vibração Oxum é a nossa Pedra Filosofal, a Pedra Filosofal é o sentimento mais sublime que podemos sentir, e é esse sentimento frequentemente presente na Vibração Oxum: Amor.

Como até mesmo uma planta quando é regada em excesso pode morrer ou murchar, assim também é o conhecimento, ele deve ser regado vagarosa e diariamente para que possa crescer saudável e duradouro, então com outros posts vamos desmembrando melhor o conceito.

Espero que tenha sido claro. [risos]

E me desculpem se ainda não me fiz compreender.

Paz Profunda

A Vibração Oxum

Oxum é considerado o orixá mais meigo que existe dentro do panteão Umbandista, talvez a que é cultuada como a mãe carinhosa, a mãe meiga e amiga, ela é a vibração do amor, da compaixão, da ternura. Sua cor é geralmente  o amarelo, mas já presenciei casas que utiliza o dourado, o azul e até mesmo o branco.

Suas festividades ocorrem normalmente dia 08 de dezembro, e seu dia da semana é considerado por alguns, a quarta-feira ou terça-feira, mas como sempre venho dizendo, cada casa trabalha de acordo com um rito particular, portanto, não gusto de fixar as idéias e apenas apresentá-las. Na minha casa, era de sábado, que acreditávamos ser um dia propício para a vibração das águas.

Na mitologia, já foi esposa de Oxossi e Xangô, em algumas casas de nacão, até mesmo mulher de Ogum e mãe de Exú, isso é apenas para referências, já que não sou muito apegado a essas lendas.

Sua saudação é Ora ie ieu.

Sabe-se que Oxum é a vibração que impulsiona o amor, é considerada a senhora das águas doces e das cachoeiras, quando sua vibração é imantada com Xangô. É a vibração do amor, da união, do sentimento que nos impulsiona a praticar o bem, é a Divina Proteção, também é considerada a vibração da riqueza e da fecundidade, ela traz o tesouro, tesouro esse que não é apenas o ouro que conhecemos e como é entoada em tantos pontos, sabemos que na propria alquimia, dizia-se que através da Pedra Filosofal, era possível transformer o chumbo em ouro, no sentido figurado da frase, nós somos o chumbo, o metal que deve ser trabalhado, e através da pedra filosofal, ou seja, o conhecimento perdido, podemos nos tornar ouro, em outras palavras, podemos evoluir a um estágio puro e cintilante, aí também se encaixa a vibração Oxum, sabemos que o Amor transforma, e tranforma de forma digna e duradoura, então está aí um Orixá que devemos apelar para quando queremos nos modificar, nos purificar, que toda a riqueza fecunda e infinita de Oxum possa nos banhar, para que assim, possamos nos tornar um metal preciso e duradouro.

É a vibração Oxum que traz o amor entre os povos, a paz uni e bilateral. É a vibração de Oxum a verdadeira Pedra Filosofal.

A Vibração de Oxum é o Amor, o Amor que nos leva a Deus e nos traz virtudes, a paciência, a compreensão e o entendimento entre as pessoas, é o amor que nos move a um único Caminho, o Caminho para a Evolução e o conhecimento da Face de Deus.

Oxum também é considerada a rainha dos feitiços e encantamentos, justamente por sua doçura, tem grande facilidade para manipular os elementos e os elementais, justamente por isso, muitas casas regidas por Oxum são prósperas e excelentes casas, mas vale lembrar, desde que o filho de Oxum esteja regido por boas vibrações, o que muitas vezes não acontece.

Também falamos que Oxum é a fecundidade, ou seja, parte do poder de criação, é a fecundidade que faz mover a roda cármica, é o ciclo de nascimentos, independente do que seja, que nos faz mover, evoluir e aprender, a cada novo nascimento, uma alma surge para nos trazer o entendimento, a evolução. Recentemente tive um lindo filho, e confesso, o seu nascimento e o meu amor por ele me fez mudar demais, me fez enxergar a vida de uma nova forma. Uma forma quadridimensional.

Quando o filho de Oxum está negativado, podem perceber que dificilmente ele encontra um novo amor ou até um bom companheiro, então para aqueles filhos de Oxum, dos quais eu tenho experiência, são pessoas relativamente difíceis quando não trilham o caminho da Pura Vibração, fica a dica de qual função foram incubidos durante o nascimento, compreender e fazer com que o Amor vibre em sua forma mais sublime.

Os filhos de Oxum quando positivados, são pessoas sábeis, ótimos intermediadores, pessoas que sabem compreender os dois lados da moeda e sabem distribuir o sentimento, levar a palavra correta para aquelas que precisam, então lembre-se: Oxum é a vibração do Amor.

É também a vibração da fecundidade, ou seja, tratem a todos como seus verdadeiros filhos, pois cabem a vocês agirem como verdadeiras mães: Protetoras, compreensíveis e cheias de ternura.

As oferendas de Oxum podem variar, entre champagnes, vinhos, feijão fradinho, ovos e até mesmo certos tipos de doces ou frutas, como manjar, doce de abóbora, maçã, banana, peras, entre outros. Gostaria de enfatizar que DESCONHEÇO E IGNORO A QUIZILA. [risos] (Não mudei tanto assim!)

Durante a incorporação, também vi algumas variedades de Oxum, umas vem chorando, outras dançando e algumas até mesmo sentadas. Uma vez presenciei uma Oxum com espada, muito bonita por sinal.

Paz Profunda.

Neófito da Luz

A Firmeza de Cabeça

Queridos irmãos, me vieram algumas questões sobre o que é a firmeza de cabeça, como firmar a cabeça para facilitar a incorporação e trazer um mentor mais firme ao corpo.

Primeiramente sei que o que irei postar aqui será extremamente polêmico, mas acho de extrema importância ressaltar para que o medium não busque o impossível.

Muitos mediuns se preocupam porque na sua incorporação eles conseguem ver ou ouvir tudo ou quase tudo, e que o seu sacerdote ou seu amigo não lembra de absolutamente nada, gostaria de enfatizar que isso não passa de uma falácia, uma vez o Sr. Chico Preto me disse:

“Mais vale a firmeza do medium ao seu nível de consciencia durante a comunicação (Incorporação)”.

Eu sou umbandista há praticamente 13 anos, e há 8 anos estudo a Umbanda, visitando templos de prática umbandista, e afirmo com toda veemen cia, se já existiu incorporação inconsciente, eu nunca presenciei. Mesmo os iogues que dedicam grande parte da sua vida, chegando até a 12h de prática diária não conseguem desligar-se completamente do plano terreno, quem dirá nos umbandistas que praticamos a incorporação durante 4, 5 horas no máximo 3x por semana?

Podem observar em muitos dos meus posts, onde relato minha total ou parcial visão durante a incorporação, e asseguro-lhes que isso não impede e nem denigre meu trabalho, pelo contrário, ainda sou agraciado por certas experiências que nunca teria estando sozinho, o melhor disso tudo? Consigo ver gradativamente a melhora daqueles que solicitam a cura ou outras solicitações às entidades.

Portanto, não se prendam a firmar, firmar e firmar achando que somente a incorporação inconsciente é satisfatória e eficaz, muito pelo contrário, seria um processo extremamente caótico, você simplesmente doar seu corpo e o mentor fazer o resto, portanto, como relatei em meus posts: Medium burro = Entidade burra. Ela utilizará de seus recursos mentais, mediúnicos e físicos para amparar o consulente, portanto, é de sua obrigação possuir uma conduta ilibada para os trabalhos, aí já começa o seu trabalho de firmeza: Sua conduta fora do terreiro.

Só para concluir sobre a incorporação, não busque a inconsciência, busque a evolução, o sincronismo energético e vibratório entre você e sua entidade, conheci um medium consciente e nele ocorreu as minhas melhores consultas e nele também presenciei as mais fantásticas obras de cura.

Quanto mais ligado você estiver com sua entidade, melhor a eficácia dos trabalhos.

Agora voltando ao escopo do assunto, sobre o que é firmar e como firmar a cabeça.

Firmar a cabeça é o ato de dirigir a concentração ao ato de comunicação com sua entidade, seja incorporação, audição ou visão, é o ato de livrar a mente, meditar e concentrar na vibração da entidade.

O Ato de firmar a cabeça não tem uma receita ou uma maneira correta, porque ela é extremamente pessoal, mas existem algumas alternativas que propiciam uma melhora significativa na incorporação. E como se trata de fazer com que a energia tenha um sincronismo consistente para que facilite o trabalho da mediunidade proporcionando maior eficácia nos trabalhos, nada melhor do que pensarmos nos próprios protagonistas da situação: Os guias.

Segue abaixo algumas dicas para quem quiser praticar, já vi muita eficiência nos métodos que ilustrarei abaixo porque são métodos que transmiti aos filhos da casa:

- Depende de como funciona a casa do medium, se os trabalhos forem realizados aos sábados, o que acha de solicitar ao seu sacerdote, para passar o dia deitado em jejum até o almoço, após almoçar, voltar e ficar deitado em frente ao altar? Já que seus mentores estão familiarizados com a vibração da casa, nada melhor que você também se adequar a essa vibração, dedicando esse tempo à evocação de suas entidades, realizar pedidos e agradecimentos aos seus orixás, acender velas para os mais afins. Com esse método, que por acaso, realizava-o constantemente, comecei a adquirir maior vidência e a faculdade auditiva;

- Antes de dormir, que tal dedicar 10 min trazendo para perto seu caboclo, preto-velho ou o seu guia de firmeza (Aquele que vem com maior frequencia ou que se sente melhor em sua matéria para conversar)? Acender uma vela para o anjo da guarda é uma ótima pedida;

- Antes de começar os trabalhos, é natural ficar aquele bate-papo com os irmãos para saber como foi a semana. Não seria melhor você ficar quietinho no seu canto, acender uma vela pro seu orixá, pro seu guia e ali visualizar (Isso mesmo, utilize fundamentos do filme “O Segredo” porque são fundamentos de mais de 5000 anos já contidos nos Vedas, a escritura mais antiga do Mundo, na India) as graças que ele poderá realizar com a sua mediunidade firme;

- Estude pouco fundamentos, não procure ficar lendo livros infundados, nem meu blog pra ser sincero [risos], os seus guias te fornecerão o conhecimento necessário, eles saberão com que forma o seu corpo e sua vibração trabalha melhor, a maioria dos seus guias vieram da mesma colônia ou escola espiritual que você, é muito melhor acreditar neles do que em qualquer outra pessoa, acenda vela, faça pedidos, peça ensinamentos, e eles virão através da sua intuição, pode ter certeza;

- Sinta a exaltação, você dedicando esse tempo a eles, você começará a sentir certas coisas, como dar um grito de guerra do caboclo, um ponto de Umbanda que você fixou na mente, uma alegria inexplicável, são indícios que seu trabalho começará a render bons frutos;

- Seja persistente, acredite em você, você com a união deles não terá limites, você poderá começar a realizar graças até mesmo desincorporado, a união vibratória será tanta, que você também herdará algumas faculdades deles, seja a cura, a consulta, a visão.

O caminho não é fácil, como tudo na vida, requer dedicação, tempo e amor, mas asseguro-lhes com toda certeza, o resultado é inenarrável, é maravilhoso, você começará a ter amizade com eles, sentirá, ouvirá, é maravilhosa a sensação. Esforce-se, o hinduísmo diz que para todas as práticas, temos que ter as três ações: Paciência, Prudência e Perseverança. Isso também ocorre na prática umbandista.

Lembre-se, a Umbanda é uma troca, de tempo, energia caridade, quanto mais preparado estiver em sua comunhão com o Mundo Espiritual, maior a Força que terá para continuar realizando o trabalho. E lembrem-se sempre, a limitação está sempre na cabeça de vocês!

Paz Profunda.

Neófito da Luz

Breve Opinião Sobre a Cura nos Terreiros Umbandistas

 

peacemandala

 

A umbanda vem recebendo um reconhecimento privilegiado nos campos de cura, a eficácia dos trabalhos terapêuticos na casas umbandistas vem exercendo grande impacto sobre as correntes espiritualistas; Até alguns centros kardecistas dos quais ainda exerciam certo tipo de preconceito contra o culto umbandista, vem fazendo apologia às praticas terapêuticas umbandistas.

Muitos são os fatores responsáveis por esse êxito nas práticas de cura umbandistas, um dos que não devemos nunca menosprezar, é o ectoplasma, uma fonte de energia do corpo espiritual facilmente manipulável e maleável existente em todos nós.

Muitos dos passes e simples terapias são resolvidos através da doação do ectoplasma, é claro que isso é apenas um dos métodos utilizados pelos médiuns e mentores dentro da liturgia umbandista. Também temos a cura através da imposição das mãos, onde somos condutores de energia do prana (Fluxo de energia disperso no Cósmico segundo os hindus) e através das mãos, direcionamos a energia até o ponto enfermo.

Como a Umbanda é universalista, e a cada dia que passa médiuns das mais diferentes doutrinas e mentores dos mais variados cantos do globo, atuam de uma forma íntegra e diferencial, a mediunidade evoluiu com o passar dos tempos, o conhecimento está próximo a todos e com isso, novas linhas de trabalho na Umbanda surgem para suprir a deficiência que talvez, um dia, tínhamos.

Existe até guias que utilizam princípios do reiki, e já presenciei um médium que não sabia de nada sobre a filosofia e o seu caboclo realizou um excelente trabalho, temos também o caso de um exu que fazia cirurgias espirituais e assim, com o vasto conhecimento existente no Universo, a Umbanda vem atuando sobre várias vertentes.

Em meu ponto de vista, devemos isso principalmente à Grande Vibração de Oxossi que atua na cura e de Omulu que atua na transmutação, sob essa egrégora, os mentores vêm exercendo papel fundamental para a diminuição das aflições dos irmãos da Terra, com os médiuns também evoluindo, possibilita-se uma integração singular entre médium e guia. A Mediunidade semiconsciente e consciente também é um dos grandes fatores, ocorre uma simbiose ímpar, o guia aprendendo e utilizando as faculdades inerentes do médium e o médium aprendendo com o guia atuando em uma troca fantástica de energia e conhecimento.

Também não devemos esquecer de nossas sagradas folhas, nossas miraculosas ervas que atuam como catalisadores para as mais variadas patologias existentes no campo físico e espiritual, ótimas para limpeza, para a cura e até atuando como condensador de energia para a queima de larvas e miasmas astrais. Com tudo isso, meu pensamento é rapidamente remetido à Perfeição Divina, tudo temos na Natureza, e a Umbanda antes de tudo, é o culto à Natureza, a todas as energias provenientes do Universo, e atuam em cada canto da vibração sutil dessa energia, as cachoeiras, as matas, os mares, entre outros vários. Até mesmo no cemitério, que é o campo santo da transmutação, o portal das almas.

O que mais me impressiona nesse Universalismo Umbandista, são os diferentes graus de conhecimento que cada guia traz, o conhecimento dos caboclos não são somente aqueles que se perderam no tempo, são aqueles também que foram rememorados nos dias hodiernos, as práticas ditas ancestrais, arcaicas ou primitivas, voltam a ocupar ênfase no dia de hoje, estamos vivendo uma era maravilhosa de resgate, com isso, a saúde mental será o prisma de tudo isso.

É a cura através da Magia, da simbiose energética, dos conhecimentos antigos orientais, é a Umbanda trazendo a evolução, provando que não temos somente um corpo físico, que quando curamos nosso corpo espiritual, nosso perispírito, estamos também curando ou evitando que um malefício se alastre também no corpo físico.

Percebe-se que na Umbanda temos um arsenal de técnicas para suprir as enfermidades dos adeptos que ali adentram, e isso ocorre nas mais variadas linhas, Sr. Chico Preto sempre com seus remédios, através da magia de sua fumaça e seus banhos para lá de esquisitos, sempre de cabeça, vem também obtendo grande êxito nos processos terapêuticos. A Linha de ciganos trazendo seus conhecimentos que perduraram os séculos através de suas inigualáveis magias. Os sábios preto-velhos que trouxeram sua ciência oriunda do continente africano, miscigenada com o poder das ervas brasileiras, entre outras grandes correntes das sete linhas da Umbanda, cada qual com sua característica e sua ciência.

E devemos agradecer a essa perfeição Cósmica da qual estamos sempre sofrendo influência, e dessas maravilhosas vibrações que damos o nome de orixás, sob tais auspícios, nós médiuns com o auxílio do conhecimento de outro orbe, dos guias e mentores, conseguimos gradativamente infiltrar-nos ainda mais nessa gama de conhecimento existente no Cósmico e no corpo espiritual de cada consulente necessitado de ajuda.

Enfim… Uma série de fatores contribuiu para o grande êxito das curas nos nossos amados terreiros, e como sempre, pregando a humildade e o culto e respeito à natureza, galgaremos com grande sucesso, as escadas inerentes à nossa evolução espiritual.

E vale lembrar, também é muito importante um médium consciente de suas obrigações e que dedique seu tempo aos estudos, quanto mais rica é a cabeça do médium, maior sua serventia para o trabalho dos guias de luz.

Castigo dos Orixás II

 

Depois de desmembrar um pouco da minha teoria sobre os orixás, e de ter realizado uma pequena introdução naquilo que chamam de castigo, tentarei elucidar um pouco mais do conceito que eu tenho através da minha convivência em pouco tempo dentro da religião.

Eu sou um adepto à “Lei da Causa e Efeito”, ainda assim, prefiro me relacionar a isso com o Digníssimo Tranca-Ruas das Almas, “Toda escolha, tem a sua conseqüência, você é ou tem de acordo com suas próprias opções do passado que resultaram no seu presente e influenciarão também no seu futuro”.

Com isso, além de afirmar o fato da Justiça de Deus, porque se Deus é justo, consequentemente cada um tem o que merece.

Agora dirigindo-me ao escopo da conversa, normalmente costumo “fugir” um pouco do escopo, mas ainda estou aprendendo a fazer redações (risos), a grande pergunta que me fazem é se o Orixá pune.

Partindo do princípio antropomorfista, explanado na primeira parte desse post, é muito fácil dizermos que sim, porque o orixá também é passível de paixões, logo, a sua fúria recai sobre seu filho, mas partindo de um princípio que o orixá é uma vibração, um impulso magnético relacionado à Força Criadora, fica um pouco mais complicado realizar essa explicação, mas tentarei:

Todo orixá tem o seu pólo positivo e negativo, partindo do princípio que é uma energia, então sabemos, por exemplo, que Ogum é aquele que nos impulsiona às batalhas, à guerra, dos dá ânimo para transpor obstáculos, quando essa energia de Ogum está em seu pólo negativo, compreende-se que a pessoa sob influência dessa energia fará tudo o contrário, será um covarde, um preguiçoso, entre outros adjetivos pejorativos.

Muito se fala, por exemplo, quando uma filha de Oxum não está bem no amor, é castigo do orixá ou que sua Oxum não está “positivada”. A afirmação sobre castigo pra mim é totalmente dubitável, agora a afirmação sobre a Oxum estar “positivada” tem aí uma dose de verdade.

O que ocorre é que aquela vibração, aquele energia de Oxum, por algum desvio de percurso, problema ou formas-pensamento problemáticas, vai “desgastando” essa energia fazendo com que o pólo negativo predomine, sendo assim, o mensageiro do Orixá, que para mim é o Exú, tem que advertir ao seu filho de alguma forma para que ele vá procurar um meio de “positivar” essa energia, é onde ocorrem as “cobranças” do orixá, o exu sendo o pólo negativo dessa vibração, vai justamente “cobrar” onde afeta mais o filho, no caso de Oxum, o amor, por exemplo.

Infelizmente ainda estamos em um grau evolutivo onde às vezes palavras não nos bastam, é necessário sentir na pele a dor para fixá-la em nosso consciente e lembrar que por aquele caminho, podemos nos ferir gravemente, o mesmo, em minha opinião, ocorre com o mundo espiritual, quando você começa a destoar o seu verdadeiro caminho, ignorando a sua vibração nativa, é necessário um chacoalho para que você volte a andar nos trilhos, é aí onde, na minha opinião e no que me foi ensinado, o exu atua. Portanto, primeiramente o castigo não é devido a motivos passionais, mesmo porque não é um castigo, como o médium esgota de várias maneiras essa energia vibracional do qual ele foi envolto, é necessário que o mensageiro (pólo negativo) dessa força entre em ação para que nos “acorde” e nos faça rumar ao caminho certo.

 

Namastê

 

Neófito da Luz

A Influência dos Orixás sobre nosso corpo físico e psíquico.

 

 

  

Assim como os signos do zodíaco, atribui-se personalidades para os filhos de determinados orixás, aliás, todo orixá influencia na personalidade de seu filho, é o que muito se fala nos terreiros umbandistas.

O Orixá influencia no campo psíquico do médium atribuindo-lhe uma personalidade com qualidades e outros adjetivos que devem ser superados (Nota: Não utilizei a palavra defeito na personalidade) e também no campo físico do médium, atribuindo-lhe seu biótipo.

Essa influência se deve à vibração das quais todos nós estamos suscetíveis, nos estudos kardecistas, afirma-se que dependendo de nossa freqüência vibratória, podemos estar sendo influenciados por espíritos malévolos que podem por breves momentos, assumir nosso campo psíquico forçando-nos a tomar atitudes que não fazem parte de sua personalidade.

Tudo é magnetismo, tudo está disperso no Cosmos, são como freqüências de rádios, estamos no meio onde todas elas circulam, a forma de captação depende única e exclusivamente do seu estado de espírito, de como você mesmo cria duas formas-pensamento.

Têm-se a certeza que estamos sempre influenciados no campo vibratório de onde vivemos, a vibração do Orixá não é diferente.

Nascemos sob a vibração de um Orixá nativo, vamos pegar, por exemplo, o meu Xangô. A minha freqüência vibratório é oriunda da energia de Xangô, a escola do astral da qual eu estudei, consequentemente é regida pelos ensinamentos da energia de Xangô, portanto, por algum motivo, vindo com essa energia, significa que a minha missão terrena está sob os auspícios da Energia de Xangô.

De acordo com meus estudos esotéricos, Xangô além de ser o orixá da Justiça, é aquele que nos impulsiona aos estudos, aquele que estimula o intelecto do seu filho, diferente de Oxossi, Oxossi traz o conhecimento, traz a doutrina, Xangô impulsiona seus filhos a estudar justamente o que Oxossi traz, um estimula e concede a inteligência e outro já traz toda a sabedoria e o conhecimento pronto. Xangô é uma vibração que atua sobre advogados, escritores, o conhecimento holístico, entre outros campos de atuação, portanto, baseado em minhas pesquisas e conhecimento adquirido, minha missão aqui na Terra, é fazer jus à vibração qual eu vim, se foi por escolha ou obrigação, não sei dizer.

Claro que a vibração de Xangô traz muitas qualidades, além dessas que eu citei, geralmente são pessoas amigas, justas, entre outros adjetivos que não convém dizê-los para que eu não seja apologético à vaidade.

Agora com as qualidades, também se vê os problemas, geralmente são ciumentos, violentos, possessivos, orgulhosos e arrogantes. Pois bem, aí é onde começam os problemas, muitos médiuns, como eu mesmo já conheci vários deles, dizem: Eu sou ciumento por causa do meu orixá; Ah, é culpa do meu orixá eu ser assim, entre outras desculpas fúteis e infundadas.

Aquele que está acomodado com seus problemas e não pensam em mudá-los, não merecem galgar os degraus da evolução, é muito fácil culpar o orixá e acomodar-se aos problemas que em vários sites de Umbanda costumamos ler; Isso é muito simples, ah, eu sou assim por causa da minha Oxum.

Com o perdão da palavra, isso é coisa para ignorantes, não devemos nunca ficar parados e inertes com a situação que vivemos, sim, devemos sempre aprender, crescer e mudar, superar os nossos problemas, talvez, justamente eu vim sob os auspícios de Xangô porque eu fiz jus pelas qualidades que tenho e também por ser capaz de superar os meus problemas que já vem de outras vidas, se é normal um filho de Xangô ser possessivo, então é imperativa a sua superação, para que possamos “positivar” ainda mais essa energia e superando os defeitos, irrefutavelmente aumenta-se o número de qualidades.

O fato de se acomodar com seus problemas e culpar o orixá é digno de um covarde, e infelizmente esse tipo de atribuição ainda existe em muitos médiuns umbandistas.

E aquele que conhece o seu defeito e é incapaz de corrigi-lo por acomodação, é muito mais ignorante que aquele que ainda não tem ciência do seu próprio problema.

Portanto, é mais claro que o Sol que sempre estar sob influência vibratória, mas é imperativo que para galgarmos os degraus, primeiramente precisamos estudar, esse estudo vira uma espécie de conhecimento, e aliada à experiência, torna-se sabedoria.

Então, caros leitores, o orixá não tem defeitos, talvez a sua vibração traga assim algumas TENDENCIAS, mas acomodar com essas tendências aceitando ser um presente do destino, foge às regras do Livre-Arbítrio, uma vez o Sr. Chico Preto disse: O Livre Arbítrio é tão sagrado que nem Deus interfere, então não vamos acomodar com esses problemas psicológicos e culpar os orixás, devemos sim, aceitá-los e com nossas qualidades, aprender a superá-los e vencê-los, pois somente assim, entraremos na Senda Divina.

E vale lembrar que Nenhuma influência é mais poderosa que nossa própria força de vontade.

Talvez a vibração do Orixá possa sim formar o nosso caráter, mas não os nossos desvios, as qualidades que trouxemos, podem perceber que geralmente são as primordiais para superação dos defeitos, lembrem-se disso.

Não culpem os orixás pela sua personalidade e nem tampouco pelos seus problemas, culpem a vocês mesmo que os seus próprios pensamentos os levaram a isso, os fizeram entrar nessa vibração, então nada melhor que nós mesmos, para poder suprí-los.

Em relação ao biótipo, é outra constante, geralmente os filhos de Xangô são troncudos, possuem uma ótima saúde e uma forte estrutura óssea, e geralmente têm tendências a engordar, e repito TENDÊNCIAS.

Uma filha de Oxum na casa, que também é um orixá que seus filhos têm tendência a engordar me disse: É um saco ser gorda, minha Oxum bem que podia me dar um copo legal, faço de tudo por ela e continuo essa anta.

Questionei a dieta dela, e para quem almoça praticamente 3x ao dia e janta 2x ao dia, realmente a Oxum é culpada por fazê-la ter tanto apetite. É mais um caso da acomodação, a tendência não influencia em nada sua força de vontade, assim como dizem dos signos do zodíaco, as estrelas ditam tendências, mas não todo o seu destino.

Tanto o biótipo quanto a personalidade, sofremos sim certa influencia desde o nascimento, mas antes dessa influencia, Deus nos forneceu a Força de Vontade e o Livre Arbítrio, que pode “quebrar” essas tendências negativas da qual viemos.

Lembrem-se, o Orixá não é culpado pelos seus problemas, nem seus desvios, não é culpado pelo seu excesso ou falta de peso, temos sim características provenientes da vibração da qual estamos sujeitos, isso é fato, mas a persistência e fé, além do amor, está acima de qualquer coisa, não aceitem as condições desfavoráveis e nem se acomode com os problemas, você, e somente você, é capaz de mudar o seu Mundo, o orixá é apenas um presente Divino para que com a ajuda dele, você possa crescer como ser humano.

 

Xangô é justiça, devo ser justo, é minha obrigação atuar com justiça para fazer jus à Luz da qual eu vim, do conhecimento ao qual acumulei em minhas existências, devo estimular a intelectualidade, até a inteligência se expande, não é limitada e nem destinada, devo aprender para talvez passar para as pessoas, Xangô tem certa influência sobre os dons da cura, portanto, devo ser um médium que procura visar o bem estar físico e mental do próximo, Xangô influencia também o meio acadêmico, devo ter didática para o pouco que eu sei, poder instruir aqueles que iniciam sua jornada evolutiva, e assim por diante.

Sinta quais são as qualidades que você foi presenteado pra essa sua existência, sinta o porque você recebeu como energia, como vibração, tal Orixá, faça jus às qualidades das quais você veio para a Terra, cresça, torne-se a imagem dessa vibração nativa e tudo o for ruim, supere para que “positive” essa sua vibração e que você galgue mais um degrau nas escadas da Evolução. 

 

Namastê

Neófito da Luz

 

A Vibração Oxóssi

 

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Oxóssi segundo a mitologia Afro é o Orixá da caça, o orixá da fartura, aquele desbravador das matas, o orixá que conhece tudo sobre ervas.

Em muitas casas é aquele que traz a fartura, que traz o dinheiro, normalmente, sua oferenda resume-se a muitas frutas, abóbora, mel e vinho, alguns também recebem cerveja.

 O seu sincretismo religioso é São Sebastião, Oxossi é um dos orixás que possuem menos contradição no sincretismo e nos fundamentos, o dia destinado a esse orixá é a quinta-feira e o dia de suas festividades, 20 de janeiro.

Dentro de um contexto esotérico, é o catequizador de almas, é aquele que traz o conhecimento, que doutrina os espíritos e que traz a saúde, inclusive uma cor muito utilizada para sua vibração é o verde, pela cromoterapia é a cor da cura. Os guias que atuam sob essa égide costumam ser muito conselheiros, são exímios curandeiros e trabalham muito bem com fitoterapia e outros métodos holísticos para a cura.

Oxossi dentro do meu ponto de vista é o orixá da cura, por trazer fortemente o verde em sua vibração, seja através de sua luz ou através do elemento do qual trabalha, os vegetais, é aquele que traz toda a essência terapêutica da Mãe Terra.

De certa forma, a origem do seu foco vibratório situa-se nas matas, na natureza, é a essência divina, a energia da mata é restauradora, é terapêutica, com isso, sente-se facilmente a  vibração de Oxossi atuando, a sua vibração atua sobre cada folha, sobre cada ramo de árvore, fazendo com que a vibração curativa possa também estar contida nos vegetais, é o patrono da caça no sentido de conceder os animais que estão sob sua vibração para que possam nos alimentar, mas é claro, que o próprio vegetarianismo poderia suprir nossa necessidade, mas isso é assunto para outro tópico. É nas matas que sentimos a presença onipotente de Oxossi, o ar é mais rarefeito por estar carregado de partículas fluídicas que atuam em nossos órgãos nos trazendo a tranqüilidade e a paz, atuando como agentes terapêuticos. Em suma, é onde encontramos com maior freqüência a vibração de Oxossi, no verde de nosso globo.

Oxossi é o patrono dos caboclos, dos guias que em sua maior parte representam a juventude, a força dentro das casas umbandistas, toda a jovialidade e o conhecimento da vibração de Oxossi foi transmitida para os caboclos que atuam sob essa égide, são guias que costumam ser muito amigos, companheiros e sabem apaziguar a dor que aflige o filho, independente se é uma dor mental ou física, são guias que sabem atuar de forma terapêutica em todo o corpo físico e espiritual do filho.

Em minha opinião, independente se o caboclo atua na vibração de Xangô, Ogum, entre ouros orixás, todos eles necessariamente atuam também sob a égide de Oxossi, Oxossi é a cura, a caridade, o conhecimento que influencia os dogmas umbandistas, todos os caboclos que eu conheci, é claro que uns para mais, uns para menos, são ótimos curandeiros, são bons conselheiros, mesmo os de Xangô que raramente falam, quando o fazem, são companheiros e amigos. São guias muito sábios.

Alguns caboclos da egrégora de Oxossi: Sete Flechas, Jurema, Sete Encruzilhadas, Sultão das Matas, Cobra Coral, Flecha Dourada, entre outros.

A flecha, que é o símbolo dessa vibração, é o tiro que não volta, o tiro certeiro, uma arma de precisão de longa distância utilizada tanto para a caça quanto para a guerra, é aquele que alimenta e aquele que defende. 

Geralmente os guias sob essa vibração, costumam vir com o dedo indicador ereto, além de simbolizar a flecha, pelos ocultistas, o dedo indicador é o dedo do verbo e da profecia, mais um fator que determina a vibração de Oxossi, o verbo, o conhecimento, o bom conselheiro.

 

Namastê
Neófito da Luz

Glossário de Práticas no Terreiro

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Defumação – Ato de purificar o ser, o objeto e o ambiente, através da fumaça. É o ato de expulsar o negativo, através de aromas, ou seja, das essências (ervas: alecrim, benjoim, incenso e outras), de acordo com a necessidade da utilização.

A defumação é uma prática antiqüíssima de todas as religiões e de todos os povos. A defumação tem sempre caráter expulsatório (exorcístico) de espíritos.

O emprego sistemático da fumaça deve ser reminiscência indígena. Entre todas as tribos da raça Tupi, o Tabaco é considerado como planta sagrada.

O segredo e a utilização desses elementos por parte de nossas entidades, do uso do cachimbo, do charuto e do cigarro nos trabalhos, defumando e não como vício, como soprar a fumaça, são variados, dependendo do caso em questão.

Atuação do Defumador

1ª. – A essência do defumador, desfazendo-se no ambiente, isto é, misturando-se com o éter atmosférico, vai ser sentido pelos espíritos;

2ª – Seu aroma desperta alguns centros nervosos dos médiuns, fazendo esses centros vibrarem de acordo com as irradiações fluídas da Entidade.

Fogo – Utilizado para acender defumadores, charuto, cachimbo, cigarro e pólvora, bem como para cozinhar as comidas oferecidas às Entidades. Associado nos ritos de magia e religião como afastador de espíritos ruins e dos males.

O fogo da pólvora (tuia) produz o estouro e a fumaça para que expulse a negatividade, rompendo o campo magnético.

Velas – Vieram para a Umbanda por influência do Catolicismo.

Iluminadas, são ponto de convergência para que o umbandista fixe sua atenção e possa assim fazer sua rogação ou agradecimento ao espírito ou Orixá a quem dedicou.

Ao iluminá-las, homenageia-se, reforçando uma energia que liga, de certa forma, o corpo ao espírito.

Água - Sua utilidade é variada. Serve para os banhos de amacis, para cozinhar, para lavar as guias, para descarregar os maus fluídos, para o batismo. Dependendo de sua procedência (mares, rios, chuvas e poços), terá um emprego diferente nas obrigações.

A água poderá concentrar uma vibração positiva ou negativa, dependendo do seu emprego.

Ponto Riscado – Se não houvesse o segredo, para que então o ponto riscado? Cada ponto, seja de Caboclo, do Preto Velho ou do Exu, tem uma interpretação, podendo identificar aquele que o risca, podendo caracterizar a natureza do trabalho.

Concentração - É ter a mente fixada sobre um objeto.

Meditação – É uma corrente contínua de pensamentos a respeito desses objetos.

Bater Cabeça - O médium da Casa, em respeito às firmezas dos Orixás, deita-se de barriga pra baixo em frente a ele (Gongá) a fim de pedir proteção.

Gongá - Altar dos Orixás, onde ficam os símbolos, otás, fetiches, comidas dos mesmos, imagens, etc…

Sineta Litúrgica ou Adejá - É um instrumento chegada de entidades. Deve ser utilizada e consagrada em momentos apropriados somente por pessoas capacitadas para tal, devendo ser guardado no Gongá.

Otá - Pedra ou pedaço de metal, axé do Orixá (onde se fixa a força mágica do Orixá). O otá tem vida; somente assim é um otá. Sua forma, dependendo do Orixá, poderá ser redonda, arredondada (ovalada) ou comprida.

Preceito – Normas, proibições e recomendações relativas ao culto.

Bebidas - Na Umbanda, bebe os médiuns irmanados com seus Guias espirituais, na certeza de que confraternizam brindando com seus caetés (cuias), invocando os poderes do Deus Onipotente na sua Corte Celestial com os Ministros (Orixás).

Penacho e Cocares – Os guias não precisam deles para demonstrar sua condição de representantes do Orixá, entretanto, para melhor tomarem contato com a Terra, uma vez que sentem saudades, muitas vezes, da sua permanência neste Planeta, como antes encarnados que o foram, bem como, para dar cunho de materialidade nos seus trabalhos.

Charutos, Cachimbos e Cigarros – O segredo e a utilização, desses elementos por parte de nossas entidades, o modo como a fumaça é dirigida (magia) tem o seu eró (segredo) e não é como muitos utilizam, para alimentar a vaidade, o vício e a ignorância.

Pemba – A força esotérica da Escrita astral, na Umbanda é feita pela Pemba (giz oval – forma cônica), que tem o poder de abrir e fechar trabalhos de magia, e de purificar, quando em forma de pó é lançada ao ar no ambiente em que se utiliza.

Prece – É uma evocação por meio da qual colocamos nossos pensamentos em relação ao ente e Entidade a que nos dirigimos. Pode ser pensada ou mentalizada, falada ou cantada.

Obrigação – É um dever, um compromisso com as Entidades. Implica na presença do Sacerdote, que com sua força espiritual, com o conhecimento do ritual e do material a ser aplicado na obrigação, estabelece o elo, o canal entre o filho e as forças espirituais.

Oferenda – É um ato livre que qualquer pessoa pode fazer, desde que tenha conhecimento do que poderá oferecer à Entidade.

Corimbas – São cânticos invocando as Entidades, marcando o início de sua incorporação ou desincorporarão, para criar formas mágicas para determinados trabalhos, para abrir e fechar sessões no Terreiro, parar pedir forças espirituais, para afastar espíritos maus, para pedir maleme (perdão) e outras diversas finalidades.

Atabaques – Eles servem para manter o ambiente sob uma vibração homogênea e fazer com que todos os médiuns permaneçam em vibração (danças, aceleração do médium, principalmente em desenvolvimento).

Paó (3 palmas lentas) - Utilizado para pedir permissão para entrar, saudar e licença.

Bater com as pontas dos dedos, no chão – Da mão esquerda: Saudando os caminhos de Exu; da mão direita: Saudando, homenageando e pedindo licença ao local.

Guias (fios de contas) – É um colar ritual de miçangas, contas de cristal, de louça, de frutos pequenos, construídos de acordo com a Entidade, que designa também a cor de sua preferência. Podem ter pequenos objetos presos a eles. A Guia (fio) de Exu é colocado no pulso do braço esquerdo, nunca passando pela cabeça do umbandista.

Vestimenta Roupa Branca (Roupa de Santo) - É a vestimenta para a qual devemos dispensar muito carinho e cuidado, idênticos ao que temos para com nossos Orixás e Guias. As roupas devem ser conservadas limpas, bem cuidadas, assim como as guias (fios de contas), não se admitindo que um médium, após seus trabalhos, deixe suas roupas e guias no Terreiro, esquecidas. Quando a roupa fica velha, estragada, jamais o médium deverá dar ou jogar fora. Ela deverá ser despachada no mar, juntamente com uma pequena imantação (oferenda) para o Orixá ou Entidade a que pertencer. Fica claro que é obrigatório seu despacho, pois se trata de um instrumento de trabalho do médium.

Toalha Branca (Pano da Costa) - Trata-se de um pano branco em formato de toalha (retangular), podendo ser contornado ou não com renda, fino ou grosso, de tamanho aproximado de 0,50 x 0,76 m.

No caso dos homens, é pendurado do lado esquerdo, no ombro ou na cintura e no caso das mulheres, por cima dos ombros ou na cintura, do lado direito. É utilizado para o médium bater cabeça.

Trabalhar descalço – O médium, sempre que possível, deve trabalhar descalço por uma questão de humildade e para facilitar a incorporação, bem como para haver melhor descarga dos fluídos nocivos, diretamente para a terra. Estando o médium calçado, estará isolado da terra, o que dificultará a eliminação dos fluídos nocivos (negativos), assimilados ao se transpor às encruzilhadas, cemitérios, hospitais, etc…, Quando da vinda para o Terreiro.

Banhos de Descarga – São coisas sérias, requerendo atenção de quem os toma, bem como de quem os administra. É uma banho de flores, ervas ou essências. Cada um deles traz o seu magnetismo e a pessoa vai absorvê-lo de modo que ao tomá-lo, elimina toda a influência negativa agregada a sua vibratória humana (corpo etérico). As ervas, de preferência, devem ser colhidas por pessoas capacitadas para tal, em horas e condições exigidas, entretanto, podem ser usadas também as adquiridas no comércio (frescas), desde que quem vá usá-las, as conheça. Poderão ser também preparados banhos de descarga, com rosas brancas (banho neutro) e de efeito muito positivo, podendo ser tomado por qualquer pessoa sem afetar sua faixa vibratória. As essências também devem ser utilizadas com cuidado, pois contêm muita vibração, somente administradas por pessoas capacitadas.

Preparo – O melhor modo pelo qual obtemos uma maior imantação, seja ele com flores, ervas ou essências, é através do calor, da evaporação, isto no ritual da Umbanda. Colocamos numa panela a água e a deixamos ferver. Quando estiver fervendo, apagamos o fogo. Então, colocamos as pétalas das flores, ervas ou essências, abafando e deixando em fusão para o devido cozimento por evaporação. No caso das flores e ervas, após o cozimento, coamos o mesmo num pano branco e guardamos os resíduos para serem despachados oportunamente.

Uso – O chacra mediúnico (frontal) e glândula (nuca) são os dois pontos que fecham a faixa vibratória mediúnica. Com elas, para o cérebro convergem as vibrações captadas, sendo razão indispensável para que o banho seja derramado sobre a cabeça, pois daí parte todo comando do corpo, o que por outro lado acarretará prejuízo, quando mal aplicado (no caso das ervas e essências), caso este em que o magnetismo do banho não estiver em harmonia com a vibratória mediúnica da pessoa (Orixá de Coroa).

Entidades Espirituais – São espíritos de alta, média e baixa faixa vibratória, em ascensão evolutiva, ou não, no Plano Espiritual.

Guia (Entidade) - É o espírito de luz que procura guiar os homens, afastando-os do mau caminho, representando o Orixá de coroa de médium. Poderá ser um Caboclo ou um Preto Velho.

Protetor (Entidade) – É um espírito que passou pela vida terrena e deseja obter mais luz, fazendo o bem e promovendo a paz entre os homens que vivem ainda no plano material. Poderá ser um Boiadeiro ou Exu (macho e fêmea).

Passe – Os passes não fazem parte do corpo doutrinário do Espiritismo. Eles remontam aos mais remotos tempos e constituem recursos naturais, postos à disposição dos homens para as tarefas de socorro ao próximo. O Novo Testamento demonstra que Jesus e os Apóstolos utilizavam-se dos passes como recursos magnéticos curadores aliados a recursos espirituais, curando pela imposição das mãos ou pelo influxo das palavras de fé. Graças à sua feição de “Consolador Prometido”, o Espiritismo, conserva e difunde essa modalidade de auxílio, a fim de atender uma infinita quantidade de pessoas que batem às portas dos Centros Espíritas, na esperança de cura ou de alívio.

 Passe é uma “transfusão de energias psicofísicas, operação de boa vontade, dentro da qual o companheiro do bem cede de si mesmo em benefício de outrem” (Emmanuel).

Para o êxito dessa operação, cabe ao médium passista buscar na prece o fio de ligação com os planos mais elevados da vida. Mágoas excessivas, paixões, desequilíbrio nervoso e inquietude, bem como alimentos inadequados e alcoólicos, são fatores que reduzem as possibilidades do passista e que, portanto, devem ser evitados. Aqueles que se consagram aos trabalhos de assistência aos enfermos através de passes, devem cultivar, além da humildade, boa vontade, pureza de fé, elevação de sentimentos e amor fraternal.

Nos processos patológicos orgânicos, os “passes” não dispensam os recursos da Medicina, devendo ser utilizados como complemento.

Egum – É um espírito sem luz, ou pouca luz, de um desencarnado.

Falanges – São grupamentos de espíritos que atuam no Plano Espiritual, recebendo a falange, o nome de seu chefe.

Legiões – O mesmo que Falanges, porém, espíritos em faixa evolutiva superior.

Linhas – O mesmo que Legião, porém, espíritos ou divindades que não necessitam mais de evolução espiritual.

Encruzilhada – Local onde se cruzam dois caminhos. Local onde se realiza o contato permanente de Exu com Ogum, que incumbe os Exus de suas tarefas, transmitindo-lhes as ordens superiores.

Cumprimento Ombro-a-Ombro – Quando um Guia cumprimenta um consulente ou um assistente com o bater de ombro, isto é sinal de igualdade, de fraternidade e grande amizade.

Macaia – Lugar de retiro, em plena mata, onde os médiuns vão descansar, refazendo suas forças psíquicas, no contato direto com a natureza e local nativo do “habitat” de Orixás. Ali se faz oferenda aos Orixás daquele “habitat” (casa).

Pontos de Segurança – São os pontos que se riscam e cantam no início da Sessão. Têm por finalidade, como o próprio nome já diz, trazer segurança para os trabalhos daquela Sessão. Tais pontos impedem a intromissão de espíritos maléficos. Sem tais pontos, os trabalhos realizados naquela Sessão ficariam nulos ou perderiam quase todo o efeito.

Sessão - Reunião dos adeptos da Umbanda para promoverem os seus desenvolvimentos espirituais, homenagem ou procura de curas de males materiais e espirituais.

Eledá – Orixá guardião da vida da pessoa.

Batismo – É realizado através da água, do fogo (vela), do sal, das ervas, da pemba e óleos sacramentais.

Amaci - São ervas frescas maceradas na água limpa (de cachoeiras, nascentes, etc…) que tem por finalidade a lavagem de cabeça em especial, para tranqüilizar a mente e intelecto de seus adeptos.

Gira - É a cerimônia onde são invocados os espíritos.

Cambono – Tem por obrigação atender as entidades quando incorporadas e interpretar sua fala para os consulentes. É um médium, designado para tal função.

 

O Ectoplasma

Um dos elementos bioenergéticos mais utilizados por Caboclos, Preto-Velhos, Exus e Crianças, seja em atividades curativas, harmonitórias, e também, em neutralização de demandas, é o nominado Ectoplasma.

O Ectoplasma, que tem despertado um grande interesse por parte das religiões mediúnicas e de cientistas de todo o mundo, é uma substância material, visível ou não, consoante sua quantidade e densidade, absorvida/produzida pelo corpo humano a partir da fusão e posterior metabolismo de quatro fluidos, quais sejam fluidos astrais (química astral); Fluidos da natureza (raios solares, raios lunares, gases etc.); E fluidos orgânicos e inorgânicos de nosso planeta (minerais, vegetais e animais).*

É de conhecimento também que o ectoplasma localiza-se nas células humanas, constituindo- se como uma parte etérica das mesmas.

Esta matéria, que em alguns casos de acúmulo excessivo, apresenta-se como uma geléia viscosa, de cor branca, semi-líquida e que sai através dos principais orifícios do corpo humano (boca, narinas, ouvidos etc.), é um dos elementos integrantes de nosso corpo vital (duplo etéreo), sendo o envoltório intermediário entre o perispírito (corpo astral) e o corpo físico. É o dinamizador da parte bio-fisiológica do ser humano encarnado.

Dizem alguns que é encontrado em maior quantidade na altura dos centros de força (chakras) Umbilical e básico. Não vamos nos ater a discorrer sobre o emprego de ectoplasma na materialização de espíritos e objetos, situações em que deve haver um grande acúmulo de ectoplasma nos doadores desta substância, mas sim na sua utilização por parte dos espíritos trabalhadores de nossa elevada Umbanda.

Os Caboclos, Crianças, Exus e Preto-Velhos (As formas fluídico-perispirituais de manifestação de espíritos na Umbanda mais ostensivas, mas temos também todas as outras formas espirituais, sendo o mais importante a essência da tarefa: caridade) costumam utilizar o ectoplasma de seus médiuns para os mais variados fins (lembre-se: espíritos não têm corpo vital, logo não têm ectoplasma.

Nos trabalhos de cura, costumam aplicá-lo nos centros de força dos assistentes, a fim de reequilibrar o fluxo energético (absorção e emanação de energias).

Nos trabalhos direcionados ao desmanche de baixa magia, as entidades potencializam a substância ectoplasmática, deslocando-se a lugares onde está a origem material da feitiçaria (objetos vibratoriamente magnetizados), passando a manipular tais materiais, desmagnetizando- os e neutralizando as demandas.

Devido aos espíritos utilizarem o ectoplasma humano em algumas tarefas onde há a necessidade deste fluido vital, muitos médiuns, ao término de uma sessão ou gira, sentem-se fatigados, cansados, exauridos de energia, e com apetite aguçado. Esta situação ocorre em grande parte, e em vários graus, conforme a quantidade sorvida, em razão da retirada de parte do ectoplasma do médium por parte dos espíritos trabalhadores.

É um acontecimento natural, facilmente dirimido pela ingestão de líquidos como água pura, sucos, refrigerantes, comestíveis, e, se possível, um ligeiro repouso. Após um curto espaço de tempo o ectoplasma volta a seu nível normal.*

O Ectoplasma ainda é assunto a ser mais explorado. A cada dia surgem novas informações sobre este nobre fluido que é de suma importância para a Humanidade. 

O que se deve ter em mente, principalmente por parte dos médiuns sérios, é que a maior qualidade do fluido vital ectoplasmático está diretamente ligada aos hábitos do indivíduo, enquanto membro de uma sociedade heterogênea. 

Portanto, é de suma importância que não se abuse de bebidas alcoólicas, fumo e sexo, que, se ingeridos ou praticados em demasia, poderão influenciar na maior ou menor eficácia de determinados trabalhos espirituais. 

 

Neófito da Luz

Namastê

 

A Ação do Pensamento e seus benefícios terapêuticos

 

 

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A ação do pensamento sobre o corpo é poderosa, ademais considerando-se que este último é o resultado daquele, através das tecelagens intrincadas e delicadas do perispírito (seu modelador biológico), que o elabora mediante a ação do ser espiritual, na reencarnação.

Assim sendo, as forças vivas da mente estão sempre construindo, recompondo, perturbando ou bombardeando os campos organo-genéticos responsáveis pela geração dos caracteres físicos e psicológicos, bem como sobre os núcleos celulares de onde procedem os órgãos e a preservação das formas.

Quando mais consciente o ser, mais saudáveis os seus equipamentos para o desempenho das relevantes tarefas que lhe estão reservadas. Há exceções, no entanto, que decorrem de livre opção pessoal, com finalidades específicas nas paisagens da sua evolução.

O pensamento salutar e edificante flui pela corrente sanguínea como tônus revigorante das células, passando por todas elas e mantendo-se em harmonia no ritmo das finalidades que lhes dizem respeito. O oposto também ocorre, realizando o mesmo percurso, perturbando o equilíbrio e a sua destinação.

Quando a mente elabora conflitos, ressentimentos, ódios que se prolongam, os dardos reagentes, disparados desatrelam as células dos seus automatismos degeneram, dando origem a tumores de vários tipos, especialmente cancerígenos, em razão da carga mortífera de energia que as agride.

Outras vezes, os anseios insatisfeitos dos sentimentos convergem como força destruidoras para chamar a atenção nas pessoas que preferem inspirar compaixão, esfacelando a organização celular e a respectiva mitose, facultando o surgimento de focos infecciosos resistentes a toda terapêutica, por permanecer o centro desencadeador do processo vibrando negativamente contra a saúde.

Vinganças disfarçadas voltam-se contra o organismo físico e mental daquele que as acalenta, produzindo úlceras cruéis e distonias emocionais perniciosas, que empurram o ser para estados desoladores, nos quais se refugia inconscientemente satisfeito, embora os protestos externos de perseguir sem êxito o bem-estar, o equilíbrio.

O intercâmbio de correntes vibratórias (mente-corpo, perispírito-emoções, pensamentos-matéria) é ininterrupto, atendendo aos imperativos da vontade, que os direciona conforme seus conflitos ou aspirações.

Idéias não digeridas ressurgem em processos enfermiços como mecanismos auto-purificadores; angústias cultivadas ressumam como distonias nervosas, enxaquecas, desfalecimentos, camuflando a necessidade de valorização e fuga do interesse do perdão; dispepsias, indigestões, hepatites originam-se no aconchego do ódio, da inveja, da competição malsã -geradora da ansiedade – do medo, por efeito dos mórbidos conteúdos que agridem o sistema digestivo, alterando-lhe o funcionamento.

O desamor pessoal, os complexos de inferioridade, as mágoas sustentadas pela autopiedade, as contrariedades que resultam dos temperamentos fortes de constantes atritos com o organismo, resultando em cânceres de mamas (feminino), da próstata, taquicardia, disfunções coronarianas, cardíacas, enfartos brutais…

Impetuosidade, violência, queixas sistemáticas, desejos insaciáveis respondem por derrames cerebrais, estados neuróticos, psicoses de perseguição…

O homem é o que acalenta no íntimo. Sua vida mental expressa-se na organização emocional e física, dando surgimento aos estados de equilíbrio como de desarmonia pelos quais se movimenta.

A conscientização da responsabilidade imprime-lhe destino feliz, pelo fato de poder compreender a transitoriedade do percurso carnal, com os olhos fitos na imortabilidade de onde procede, em que se encontra e para a qual ruma. Ninguém jamais sai da vida.

Adequando-se à saúde e à harmonia, o pensamento, a mente, o corpo, o perispírito, a matéria e as emoções receberão as cargas vibratórias benfazejas, favorecendo-se com a disposição para os empreendimentos idealistas, libertários e grandiosos, que podem ser conseguidos na Terra graças às dádivas da reencarnação.

Assim, portanto, cada um é o que lhe apraz e pelo que se esforça, não sendo facultado a ninguém o direito de queixas, face ao princípio de que todos os indivíduos dispõem dos mesmos recursos, das mesmas oportunidades, que empregam, segundo seu livre-arbítrio, naquilo que realmente lhes interessa e de onde retiram os proventos para sua própria sustentação.

Jesus referiu-se ao fato, sintetizando, magistralmente, a Sua receita de felicidade, no seguinte pensamento: – A cada um será dado segundo as suas obras.

Assim, portanto, como se semeia, da mesma forma se colherá.

Por Joanna de Ângelis & Divaldo Franco; Autodescobrimento (Ed. LEAL)

 

A Vibração Xangô

De acordo com o Panteão Umbandista é o Orixá da Justiça, o Rei de Oyó, aquele que é justo e julga de acordo com as atitudes e crimes cometidos, seu dia é a quarta-feira e em muitas casas, sua cor é o marrom. 

Em muitas casas é considerado o orixá das cachoeiras, das pedreiras, o orixá dos raios e trovões, dentro de uma analogia, assemelha-se muito a Zeus, o Deus mitológico dos gregos, o Senhor do Olimpo.

Xangô é o orixá que possui mais sincretismos, entre a falange de Xangô, temos Alafin, Agodô, Kaô, do Oriente, entre outros, dos quais seu sincretismo segue respectivamente como São Pedro, São Judas, São Jerônimo e São João Batista. Mas essas qualidades e seus respectivos sincretismos variam de casa, e não convém entrar em maiores detalhes aqui.

Geralmente em suas incorporações, atuam com as mãos fechadas, segurando o machado e simbolizando a rocha, que é o símbolo da firmeza e coesão da energia de Xangô.

Talvez muito do que foi falado acima, todos já sabem, tentei resumir um pouco o que denota esse orixá, mas dentro do meu ponto de vista, explicarei um pouco mais o que para mim é a energia Xangô.

Como todos sabem (vide “Vibração Orixá”) eu considero orixás uma vibração, dentro desse contexto, Xangô é a Justiça Cármica, é o desprendimento Divino da Justiça, daquele que Julga, que está acima do Bem e do Mal. É a Grande Lei Cósmica da qual estamos todos envolvidos, a Causa e o Efeito, a Ação e a Reação.

A Energia de Xangô é a Corrente da Verdade, da Justiça e da Lei, então, a vibração de Xangô é aquela que nos impulsiona para a verdade, que nos auxilia a julgar nossas atitudes, é aquela vibração que nos ajuda a enxergar a Luz da Verdade, a Luz da Certeza. Quando estamos mediante uma situação que exige um pouco de nossa Consciência, e a partir dali conseguimos discernir o correto do incorreto, é a Vibração de Xangô que está atuando, que está nos auxiliando a julgar o certo do errado.

A falange de Xangô é uma falange muito vasta, muitas entidades do Oriente, Preto-Velhos e crianças atuam sobre essa égide, geralmente são entidades que trazem muita sabedoria e são sérias, dificilmente uma entidade sob a Vibração de Xangô costuma brincar ou fazer piadas, é uma falange de entidades que possuem grande sabedoria e de muitas ciências que se perderam com o tempo.

Os caboclos que atuam sob essa vibração, não fogem muito da regra, são sábios, austeros e destemidos, dificilmente falam em seus trabalhos, atuam muito na cura, em trabalhos de limpeza e desenvolvimento de médiuns, e o interessante, é que a grande maioria das entidades que atuam na vibração de Xangô atua tanto na direita tanto na esquerda, grosso modo, a Justiça deve existir, por bem ou por mal. Algumas entidades de Xangô são:

Caboclo do Sol e da Lua, Treme-Terra, Gira-Mundo, Cachoeira, Sete Luas, Quenguelê, Rei Congo, Girassol, Mata Virgem, entre outros. Podem perceber que geralmente as entidades de Xangô trazem nomes como astros, locais naturais como cachoeiras, matas, etc.

Dentre as Vibrações de Xangô, existe uma muito peculiar que a Vibração de Xangô Alafin, os espíritos sob essa vibração, apresentam-se com os mais velhos da falange de Xangô, ele atua sob duas vibrações, a vibração própria de Xangô e a vibração de Oxalá, ou seja, é um Orixá que traz consigo a Justiça e a vibração de Oxalá que é a Pureza, a Paz de Espírito.

Xangô é aquela força que nos impulsiona, nos motiva a fazer as coisas certas e nos ajuda a discernir o erro do acerto, é uma vibração que tem como elemento o fogo, a força dos trovões, e a própria pedra.

Os animais de Xangô geralmente são os felinos, mas a tartaruga também está entre os animais devido à sabedoria, a longevidade de sua vida e a proteção existente em seu casco, Xangô também atua no intelecto do médium, o impulsiona a buscar novos conhecimentos, motiva-o a ampliar sua sabedoria. A energia de Xangô é a Vida, o Ser Existente. Ele também é chamado de Dirigente das Almas por algumas liturgias de Umbanda Esotérica.

Não acho interessante especificar a cor, dia da semana, sincretismo, oferendas, entre outros fundamentos que são peculiares de cada casa, isso é de acordo com o culto e a crença do sacerdote que a dirige, costumo me limitar apenas no fundamento do qual o orixá representa através de meus estudos e ensinamentos.

Namastê

Neófito da Luz