Orixá de Cabeça

Extraído da Página: Estrela da Manhã

Saudações Fraternais aos Irmãos de Fé.

Me chegam muitas dúvidas sobre o desespero de descobrirem que é o Orixá de cabeça, decidi fazer essa síntese, apenas um resumo básico sobre o assunto.

A primeira é sobre o Orixá de cabeça, a Nossa Vibração Original, a Vibração Regente que viemos para esse orbe, importante salientar que Orixá pra mim nada tem a ver com o antropomorfismo de Orixá que perdeu a mulher, que traiu, que apanhou, entre outras lendas, nem seres que viveram na Terra e sofreram e depois se encantaram, pra mim é o nome da Vibração, essas lendas talvez sejam apenas alegorias que auxiliassem aos adeptos a entender  certas ideias, são arquétipos, nada mais que isso.

O Orixá é a sua Vibração, conhecendo-o, você automaticamente saberá qual é sua missão na Umbanda e consequentemente em sua vida, muitos filhos, inclusive eu, fica tomado pela ansiedade de descobrir quem é o Orixá Regente, sobre suas histórias, seus feitos, suas características, isso é extremamente natural, mas como já dizia um grande Mestre há milhares de anos atrás, em Verdade Vós Digo: Isso é relativamente indiferente.

Explicarei a todos porque, sei que muitos filhos aqui que já jogaram búzios com mais de uma pessoa, que já foram em mais de uma casa, grande parte teve respostas diferentes de seu orixá de frente, ou comumente falado na Umbanda, seu pai e mãe de cabeça, em uma casa você é filho de Oxóssi, em outra, é filho de Ogum e faz toda aquela salada em nossa cabeça.

Na minha vida mediúnica praticamente toda, sempre respondia Ogum em meu ori, como dizem no candomblé ou umbanda traçada, toda vez que um ifá era consultado ou um sacerdote vinha falar, sem dúvidas, vinha Ogum e ponto final, algumas vezes arriscaram Oxalá, mas 95% dos casos, era Ogum.

Isso pode ser compreendido de algumas formas, primeiramente, dentro de uma visão antropomorfista e bem preferida por muitos adeptos:

-       Ogum tomou a frente porque é um dos meus pais, é o meu padrinho de cabeça, é aquele Orixá que tem muita afinidade por mim e consequentemente, quer tomar a frente, mas por puro amor. Essa é uma das compreensões!

-       A outra, e sem querer fazer média, a que eu mais abomino é: Estão brigando pela sua cabeça, há uma Guerra em seu Ori, uma disputa de Orixás. Aí é onde me pergunto: Quem sou eu, um pedaço de carne podre, errante, e um Ser Celestial, que supostamente já alcançou a Evolução brigarem por mim! Irmãozinhos, é muita presunção, não? Aí eles não se decidem e ficam brigando pela minha cabeça. Minha modesta opinião é que se um sacerdote sabe mesmo o que fala, não vai ficar caindo toda hora um orixá diferente em sua cabeça;

-       Existe uma outra interpretação, uma das que eu mais acredito é o fato de você carregar algumas vibrações em seu Ori, claro, cada momento de nossa vida ou até mesmo dentro do mesmo ano, somos regidos por diferentes vibrações, uma época estamos mais calmos, na outra mais agitados, uma época dá tudo certo e na outra, as coisas começam a dar errado, então, temos sim a nossa vibração, o nosso Orixá de cabeça, mas indubitavelmente ele não rege a todo momento, isso é uma visão prática, eventualmente somos regidos por outros, algumas pessoas mais, outras, menos vezes ou até por menos vibrações, isso tudo depende de qual missão estratégica na terra ela terá. Entendo eu que toda casa que caía Ogum, é porque além de eu estar sob essa irradiação naquele momento, a casa em questão precisava dos meus guias sob a Égide de Ogum, para trazer vitórias, vencer demandas, para trazer o espírito de luta a mim e aos filhos que estavam na casa, bem como os assistentes que me procuravam.

Então, para descobrirem seus orixás de cabeça, isso virá com o tempo, eu descobri que era Xangô, pq sentia isso no íntimo, e ainda vou mais longe, nem sabia como Xangô vinha em Terra, durante um trabalho, me deu vontade de fechar as duas mãos, cruzar os braços e gritar, KIOOOO e depois gritar um KAOO bem forte, perguntando à minha madrinha na época, ela disse: Isso é Xangô meu filho. E posteriormente, alguns anos depois, um sacerdote que jogava muito bem me disse: Filho, podem te dar Ogum a vida toda, mas quem rege sua cabeça é Xangô, Ogum é o seu parceiro, o seu padrinho, o seu irmão, mas seu pai mesmo é Xangô.

E queridos irmãos, no fundo, se procurarmos bem no fundo, sabemos sim, é que devido a vários fatores, às vezes é necessário que outra vibração seja regente durante épocas da vida de vocês, eu mesmo, já senti muitas vezes Oxóssi na minha frente, e sempre vinha antes da linha de caboclos, teve realmente alguns meses de minha vida que ele “ENCARNOU” praticamente na minha cabeça, mas era pra me trazer sabedoria, abundância, prosperidade, conhecimento, o espírito da caça, do empreendedorismo, e assim vai, Orixás são vibrações da qual enviam seus representantes para nos fortalecer e nos purificar com sua energia. Também já tive grande parte da minha vida, a Irradiação de Iemanjá

Não se prendam a quem é o Orixá de cabeça, isso não vai atrapalhar a vida de vocês, é muito comum ouvirem que quando somos filho de um Orixá e somos coroados com outro, a nossa vida atrapalha, pode gerar certos problemas e até mesmo chegar a loucura, cuidado com as superstições irmãos, cuidado.  Nos dois primeiros centros que trabalhei, deitei pra Ogum, fiz todas as obrigações para Ogum, Xangô mesmo foi depois de 10 anos que fiz a obrigação para ele e não tive nenhum problema do Gênero.

Na Irradiação de Xangô, Namastê!

Neófito.

Vibração Obaluaiê e Omulu

Para muitos, também conhecido como Xapanã, em sua vibração Obaluaie, é o Orixá patrono da medicina, quando está na corrente da Vibração Obaluaie, é chamado de o médico dos pobres, sincretizado como São Lázaro, em algumas casas, São Roque, por ser o senhor das Almas, dirige uma vasta falange de preto-velhos e exus. Seu nome em ioruba significa “Rei Senhor da Terra”

Quando sua vibração está em Omulu, é sincretizado de duas formas, uma figura esquelética, com o caixão na mão simbolizando a morte. Em algumas casas, sincretizado como São Lázaro, o velho conhecedor dos Segredos. Seu nome em ioruba significa “Filho do Senhor”, suas cores tanto para Obaluaie, quanto para Omulu, podem ser o roxo, o preto e o branco ou algumas casas, o vermelho e o preto. Serão exemplificadas mais abaixo.

Seu dia é segunda-feira. Suas oferendas, independente da vibração, ou seja, se é Omulu ou Obaluaie, é a mesma, pipoca, café e às vezes cerveja preta. Seus dias comemorativos são 16 de agosto, 17 de dezembro. Uma erva muito conhecida para essa vibração é o Eucalipto, o que é uma folha poderosa (Vide: http://www.tuasaude.com/eucalipto/).

Reza a lenda que ele foi portador da moléstia, e sua roupa de palha, chamada de “Opanijé” no candomblé serve para cobrir toda a varíola do qual ele é portador, mas reza a lenda que Iansã ao levantar essa vestimenta, encontrou a Luz do Sol em todo seu esplendor e Beleza e com isso, adquiriu também o poder de Controlar os Eguns e parte dos segredos de Obaluaie.

Como toda vibração no Universo tem o ponto positivo e o negativo, Omulu é força negativa da vibração Obaluaie e atuam de forma complementar no Cosmos. Omulu é a Transmutação, é a Vibração encarregada de transformar, alterar fluxos, por muitos também é responsável pelo desencarne, o ato do espírito desligar-se da matéria. Sua cor pode ser o preto e o branco, o que já simboliza o contraste dessa energia, uma energia dúbia, mas também conheci Omulu atuando na cor Roxa, que é a cor da Transmutação, também muito estudada nas Escolas da Grande Fraternidade Branca, onde o Mestre da Chama Roxa (Violeta) é Saint Germain, onde é mestre no Fogo da Transmutação.

Transmutação é o objetivo de qualquer alquimia, nada mais é que transformar um Elemento Químico em Outro, como muitos dizem, transformar chumbo em ouro, o que é um simbolismo para o verdadeiro processo e objetivo da alquimia, transformar cada ser composto de defeitos, qualidades, vícios e virtudes em um ser evoluído, desapegado e isento de vícios e malefícios. Então a Vibração de Omulu é justamente a Transmutação.

Interessante que até a oferenda desse orixá tem simbolismo na transmutação, você pega um grão de milho, e com o principal elemento mágico e transmutador, o fogo, o milho é transformado em um alimento totalmente diferente.

É o orixá que tem como Campo Santo o Cemitério, seu elemento Principal é Terra. Omulu é o Senhor dos Mortos enquanto Obaluaie, pode ser o senhor dos Vivos, Obaluaie traz a Cura e Omulu Transforma, ele é o Senhor dos Portais, aquele que cuida da passagem entre os dois Planos. Em muitos centros, Omulu é considerado um Exu, o que não fugiria muito da sua Vibração, pois é a Vibração Negativa de Obaluaie.

Por ser conhecido como o Senhor das Almas, os guias que atuam sob essa égide possuem grande poder em manipular energias densas, controlar espíritos de baixa vibração e grande conhecimento em agentes de transmutação, geralmente esses guias são responsáveis por enterrar toda energia negativa existente durante os trabalhos.

Outro fator interessante, é que a própria varíola, o que a Lenda diz que Obaluaie é portador, é uma doença extremamente complexa, o vírus possui uma das cadeias de DNA mais complexas que existe e destrói cada célula transformando-a em 10000 novos vírions. (http://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%ADrion). Até a doença do qual diz-se ser portador é uma forma de transmutação, é a destruição total de uma célula dando origem a novos elementos.

Outro fator interessante é a quizila que supostamente esse Orixá teria como Xangô, reza também a lenda que filho que tem Xangô no Ori (cabeça) não pode trabalhar com Obaluaie, é uma lenda que não condiz com o fato, eu mesmo, sou filho de Xangô e muitos trabalhos tive que trabalhar com Obaluaie, até mesmo o meu Exú Chefe, Rei das Sete Encruzilhadas, já pediu para eu acender velas direto no Cruzeiro das Almas, que seria o Campo de Obaluaie/Omulu)  em um trabalho. Dizem que filhos de Xangô não podem entrar em cemitério e digo a vocês, um dos melhores lugares que encontrei para firmar a cabeça e entrar em contato com o Plano Superior. A calma é indizível, recomendaria aos filhos tentarem isso algum dia.

O poder desse Orixá é vasto, mas sua Vibração é sempre direcionada à Calunga Pequena, por ter uma ligação especial com a Vibração Iansã, existe muitos boiadeiros que atuam nessa Vibração, junto com as linhas já citadas, preto-velhos e exus.

Por trazer o Poder da Vida e da Morte, é muito comum em um guia Firme ele utilizar firmemente as duas polaridades, a mão esquerda ele absorve, ele atrai todas as impurezas e cargas do filho e com a mão direita, o polo positivo, ele deposita todas as sutis vibrações, elementos de regeneração. Esse é o poder da Transmutação, retirar ou transformar algo pútrido em algo vivo novamente. Por isso, essa Vibração é tal Poderosa e Essencial nos terris de Umbanda, a Terra é onde pisamos, é onde depositamos todas as energias ruins, mas também é de onde absorvemos a energia da Mãe Terra, é de onde podemos retirar da seiva da mãe Natureza todo o poder vital para nossa saúde mental, física e espiritual.

Em meu blog eu costumo dizer que Oxóssi traz o conhecimento, mas a sua cor vibratória é verde, de onde traz o elemento cura, assim como Iemanjá, dona do Elemento Água, o elemento da regeneração, agora para concluir a tríade da Cura, o triângulo Cósmico, a Trindade muito conhecida em diversas liturgias, temos a Transmutação, a cor Roxa, o elemento que transforma as partículas espirituais em partículas físicas. Tudo na Umbanda é interligado, tudo é Natural, tudo é Divino.

Para quem gosta de sincretismo mitológico, podemos compará-lo a Anúbis, o Senhor da Morte e do conhecimento de embalsar os mortos, senhor das Necrópoles ou até mesmo Hades, da Mitologia Grega, o Senhor do Submundo.

Então vimos acima a importância dessa vibração e que não devemos desprezá-la, Obaluaie não é só um velho decrépito e sem importância como já vi muitas casas, ele é o “Velho”, é o “Atotô”, uma poderosa Vibração Natural imprescindível para os trabalhos da Umbanda, já que lidamos a todo momento com seres desencarnados.

Farei mais posts sobre orixás, mas meu intuito aqui é trabalhar e informar sobre a sua Porção Divina no Universo, não como “agradar”, como “incorpora”, é tentar informar mais o aspecto Cósmico do Orixá, tentar trazer sua relação com outras liturgias no Mundo.

Paz Profunda.

Neófito da Luz.

Utilização da Maconha em Trabalhos Mediúnicos

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Aranuam a todos.

Como estou em uma fase bem diferente da minha vida, e o número de e-mails e perguntas vem aumentando de forma exponencial, decidi escolher as perguntas realizadas com maior frequencia, sendo assim, posso atingir um maior número de pessoas com as respostas, a dúvida de um, com certeza, pode ser a dúvida de vários.

E alguns e-mails me deparei com uma situação extremamente peculiar, do qual alguns centros do RJ liberam a utilização da maconha para as entidades trabalharem. Nem preciso mencionar tamanha confusão em minha cabeça ao ler essas dúvidas e saber que as mesmas podem ser até comuns.

Eu confesso que para redigir esse post, não busquei nenhuma inspiração, aliás, com a correria que eu ando tendo, tá meio complicado me dedicar duas, três horas para isso. Mas focando o post e debatendo com uma irmã que tenho total apreço, vamos lá:

Já é sabido que maconha é considerado droga, assim como o cigarro e as bebidas alcoolicas, só sofre o preconceito da sociedade justamente pelo fato de não ser legalizada e consequentemente nenhuma empresa ganhar dinheiro com isso.

Eu sou totalmente contra maconha, aliás, sou totalmente contra qualquer tipo de psicotrópico, assim como não sou muito fã de cigarro e bebidas alcoolicas dentro dos terreiros, mas acho que dentro de um limite normal, pode ser aceitável.

Sobre a entidade solicitar maconha, é imperativo verificar se essa entidade está realmente firme, pois as entidades possuem grande conhecimento e com isso, grande poder afim de realizar seus trabalhos sem necessitar de artifícios telúricos, densos, além do mais, expor seu medium a uma situação complicada que é a utilização da maconha.

Aliado a esses fatores, fica aquele cheiro insuportável que só a maconha pode oferecer, deixando muitas das pessoas do ambiente constrangidas.

Minha opinião, primeiramente, se for realmente uma entidade solicitando esse artifício, cabe a nós a convencermos de tentar utilizar outro tipo de solução para o trabalho que a mesma está realizando, seja mesmo um charuto, trabalho com fundanga ou até mesmo a mistura de outras ervas.

É sabido que os indios utilizavam a maconha em seus ritos de transcedentalismo, mas eram outros tempos, outras épocas e que hoje a entidade tem pleno conhecimento e poder de utilizar de outros meios para praticar a caridade e consequentemente a entidade não necessita estar em estado alfa para realizar o seu trabalho dentro do terreiro.

Em suma, eu sou totalmente contra e não recomendo a utilização de tais artifícios para a realização dos trabalhos dentro dos terreiros, porque se continuar assim, logo menos espíritos da linha de malandros solicitarão cocaínas, mentanfetaminas e outras drogas psicotrópicas.

Importante salientar que a longo prazo, faz tanto mal quanto cigarro e outras drogas e algo que é fato, essa história que a entidade leva todo o mal causado pelo cigarro ou pela bebida, é ilusão, sempre, sempre ficará uma sequela em sua matéria de quaisquer substâncias utilizadas durante o trabalho mediúnico.

Já vi bons médiuns, aliás, excelentes mediuns terem pequenos problemas pulmonares ou outros sintomas causados pelo fumo e os mesmos, só utilizavam durante os trabalhos, eu mesmo, nunca fumei, só dentro do terreiro que uma entidade ou outra solicitava o cachimbo para realização dos trabalhos.

Importante salientar também que o fumacê, além de ser muito bom em certos trabalhos, atua como efeito “placebo” na cabeça do consulente.

A Vibração Oxalá

É a vibração da Pureza, da Fé e da Paz. É o maior de todos os Orixás, é considerado a Emanação mais Pura de Deus. Sincretizado como Jesus Cristo, em algumas casas é reservada a Sexta-Feira para esse Orixá, para outros, o Domingo, mas como sempre falo, cada casa tem a sua forma de trabalho. Seu sincretismo é Jesus Cristo e sua data de comemoração é dia 25 de dezembro.

Sua cor é unânime em todas as casas, é o branco, em algumas qualidades dentro do Candomblé, pode ter outras cores, como o azul para Oxaguian, mas o branco é sempre predominante.

Sua saudação geralmente é “Epa Babá Oxalá” ou “Epa Baba okê kakubeká”, suas oferendas são frutas, geralmente “brancas”, como maça verde, pera, uva verde. O local de suas oferendas geralmente são em igrejas ou em montes altos e verdejantes, onde Ogum Matinata costuma receber também.

Importante salientar que o branco é a cor que está em todas as outras cores, é a claridade total, é a Luz em sua Plenitude.

Simbolizado pela Pomba Branca,  ou também conhecido em algumas Ordens como Columba (com outro significado que não cabe ao post explanar), a sua origem data história de Noé e da sua Arca. Um desses episódios é narrado no capitulo 8 do Gênesis, primeiro livro do Velho Testamento. Noé, que esperava na Arca o fim do dilúvio, mandou um animal mensageiro para ver se as águas haviam baixado. O primeiro escolhido foi o corvo, que ficou voando para lá e para cá e perdeu a oportunidade deganhar a simpatia da humanidade. Então Noé enviou uma pomba, na primeira viagem, ela não encontrou nenhum lugar para pousar. Sete dias depois, foi novamente solta e retornou com um ramo de oliveira no bico. Isso, de acordo com a narrativa bíblica, simbolizava a PAZ entre DEUS e os homens ”Além disso, o ramo de oliveira significava também garantia de alimentos de remédios e da benção divina.

Essa vibração é de importância cabal para todos os filhos de Umbanda, pois essa vibração é a Fé, a Paz.

A Fé é acreditar em algo intangível, a Fé é extremamente particular, inexplicável, ela é apenas sentida, vibracionada. É a motivação inexplicável, é a utilização de nossos sentidos mais sutis, é a intuição. Como eu costumo dizer, a força de vontade é a Vontade de Deus atuando sobre nós, e podemos resumir isso na Fé, o principal elemento de toda a Magia Existente. Não adianta apenas os elementais, temos que acreditar naquilo que temos ou que fazemos. Isso mostra a relevância e poder dessa vibração nos terreiros.

Não pretendo fornecer maiores elucidações sobre a fé, porque como eu disse, é uma experiência totalmente pessoal, mas dentro da Teurgia, é a Magia mais poderosa que existe, acreditar  em si mesmo, nos atos e nas circunstâncias, um exemplo é a Biblia, você pode lê-la, estudá-la, compreendê-la, mas se não sentir o extase, se não sentir a Força, o Contexto, é apenas um Livro.

Oxalá também rege a Paz, que é um outro estado de vivência Espiritual. Também posso afirmar com veemencia que é uma experiência totalmente pessoal. A Paz é extremamente relativa, é aquela felicidade consistente que sentimos, e cada um a sente de uma forma diferenciada.

A Paz de Espírito é um sentimento inenarrável, quando estamos em Paz, tudo flui, tudo acontece, nada nos aborrece, quando estamos em paz conosco, nada nos afeta, então através desses dois fenômenos mentais, Paz e Fé, conseguimos enfim, galgar tranquilamento e a passos largos os Degraus da Evolução.

Por isso costumo dizer que os mentores que estão sob essa égide, a Vibração Oxalá, são  mentores que já alcançaram um alto patamar evolutivo, são espíritos que já atingiram o patamar máximo de todas as demais vibrações, seja o amor, o espírito de Guerra, a Justiça e com todo esse caminho traçado, conseguiram enfim, experimentar o Nirvana e hoje trazem um pouco de sua experiência aos terreiros, impulsionando-nos à Fé e a Paz Interior. Podem reparar que muitas espíritos que atuam nessa egrégora, possuem a fala mansa, uma paciência interminável em suas consultas, transmitem aquela alegria e aquela tranquilidade imensurável.

Justamente por ser considerado o maior de todos os orixás, astrologicamente, o Sol é correspondente a essa Vibração, Oxalá é a Luz em Sua Plenitude, é o Calor, é vibração presente em todas as outras vibrações.

Aranauam.

Neófito da Luz.

A Firmeza de Cabeça – Parte II

Um outro post muito acessado é sobre a firmeza de cabeça.

Interessante como todos os mediuns passam pelas mesmas circunstâncias e vibrações.
Como muitos já acompanharam, eu fiquei um tempo afastado em virtude de circunstâncias mundanas, mas recentemente voltei ao ofício, podem verificar em “Relato Particular”.

Como estou voltando aos poucos e já com a cobrança de ter o meu canto, prefiro esperar um pouco ainda.
Preciso gradativamente voltar a sentir a essência deles, identificar novamente as vibrações, acelerar meus chakras para que não ocorram muitos choques vibratórios, e para tudo isso, é necessário um preparo.

Para isso, e tem dado muito resultado, estou fazendo:

Vela de Sete dias para o Anjo da Guarda trocando o copo d´água ao lado da vela diariamente.
Todos os dias acendo uma vela para o Orixá que vibra no dia, os dias dos quais eu particularmente cultuo os orixás são:

Domingo: Oxalá/Erês
Segunda-Feira: Obaluaie, Linha das Almas
Terça-Feira: Ogum
Quarta-Feira: Xangô
Quinta-Feira: Oxóssi
Sexta-Feira: Exú
Sábado: Linha das Águas

Antes de acender a vela, acendo um incenso, simbolizando a purificação e aromatização do ambiente, faço uma oração e às vezes até recito algum Salmo, firmo a cabeça me colocando em submissão aos orixás e guias que eu sirvo, sim, é muito comum as pessoas falaram: “Meus guias”, ultimamente costumo utilizar a expressão: “Mentores a quem sirvo”. A chama dessa Vela é Luz, a Luz que simboliza a ligação trina entre Eu, o Cosmico e Eles, é uma forma de manter essa ligação sempre acesa, é uma forma de sempre manter em constate Luz essa ligação para que humildemente eu possa servir aos propósitos Divinos por intermédio dos mentores espirituais. Que a Chama esteja sempre acessa.
O Elementar Fogo é Xangô e Ogum, que possam transmutar, queimar qualquer dificuldade que ocorra, qualquer obstáculo que surja.

Sinto a energia da Vibração Orixá fluir sobre meu corpo, sinto as vibrações, algumas tremedeiras no corpo e um pequeno calor, é a confirmação que costumo realizar para saber que a entidade ou o orixá está de prontidão
para receber a vela e atender a meu humilde pedido, que é sempre estar em sintonia com as vibrações sutis.

É de extrema importância essa sintonia, essa comunhão energética entre o Cosmico, os Orixás e os mentores, ainda estou um pouco distante da minha antiga forma mental e mediúnica, mas um passo de cada vez.
Interessante que estou renascendo, aos poucos estou reencontrando, redescobrindo o caminho entre a Terra e Aruanda. É muito bom reviver todo nascimento que ocorreu há 14 anos atrás.

Reviver essa situação me auxilia a relembrar os degraus que galgamos para o trabalho mediúnico.

Aprendi no hinduísmo que temos acima de todo o respeito que temos que praticar com o Mundo Invisível, é imprescindível, é indispensável a humildade, você se colocar como um servo dos mentores e guias.
E é por esse caminho que estou voltando, me colocando como uma Ferramenta do Cosmico para a prática do amor e da caridade e da disseminação da Palavra, das Obras. E escolhi o caminho da Umbanda para servir a esse propósito, não deixando de respeitar, estudar e compreender outras religiões.

É sempre importante lembrar que os mentores não estão à nossa disposição, são companheiros de jornada, a diferença é que nós estamos no mundo físico e eles no extrafísico.
Importante observá-los como amigos, companheiros de jornada, verdadeiros irmãos e não espíritos que estão de prontidão para nos servir, e acima de tudo, satisfazer nossos desejos egocêntricos.
Estamos juntos, caminhando paralelamente rumo à Senda da Evolução, o contato com eles é de extrema importância. A Comunhão Energética é imprescindível para uma comunicação energética.

Cheguei a criar intimidade com alguns, seja por sonho, seja por evocação ou vozes na cabeça, estou retomando esse recurso gradativamente, com as velas, dedicando parte do meu dia ao Mundo Espiritual.

Sonhei com um baralho, será o meu oráculo, onde tirarei as dúvidas de minhas intuições a partir da confirmação das cartas. Peçam aos seus quais os meios de confirmação que requisitarão.

As informações chegam, eu costumo dizer que ORAR é falar com Deus, é verbalizar ao Cosmico e meditar é ouví-Lo, assim ocorre com os guias e mentores.

Essa dedicação, nem que seja 30 minutos, 60 minutos ao dia é de extrema importância para o Crescimento de nós mesmos como medium, espírito ou pessoa.
Em muitas tradições iniciáticas dizem que meditar é estar receptivo a todas as informações que circulam no Cosmico, foi assim que Buda alcançou o Nirvana, assim que muitos gurus alcançam o estado de Brahman.
E pode ser assim que consigamos evoluir também, só depende de nós mesmos.

Importante lembrar que todo o princípio da mediunidade parte de você, não adianta você ter uma corrente maravilhosa de trabalhadores se você é um receptáculo ruim, honre seus guias, honre o presente que Lhe foi concedido.
Medite, vibre de forma positiva, transmita pensamentos positivos, ore para você e as pessoas, trabalhe a forma pensamento, Jesus já dizia: Orai e Vigiai, ou seja, Ore, procure a Deus e ao Cosmico, mas vigie, seja vigilante com
seus pensamentos e atitudes, de nada adianta orar sempre e não praticar o conhecimento que se adquire.

Lembrem-se sempre, a limitação está na cabeça de vocês!

A Lei de Hermes diz: Tudo o que está em cima é exatamente igual ao que está embaixo. Se funda com o Infinito, Mentalize uma Luz incessante sobre vossas cabeças, no começo será apenas uma mentalização, uma imaginação
que com o treinamento se tornará verdadeira, se dispersem e recebam a Graça da Vibração Cosmica, até que para vocês realizarem qualquer graça, não é necessária a incorporação, apenas o auxilio da entidade ao seu lado!

Só depende de nós mesmos. Amacis, cruzamentos, coroações ajudam de certa forma, mas são simbólicos.

Nenhuma Magia é mais poderosa que sua Própria Fé e Força de Vontade, costumo Dizer que a Força de Vontade é a Atuação de Deus sobre nós.

Ps: Ainda postarei mais algumas informações a respeito do assunto

Paz Profunda!
Neófito da Luz ou carinhosamente chamado pela minha irmã Drica: Plantinha da Luz!

Linha de Erês

Paz Profunda prezados irmãos.

Venho aqui mais uma vez contribuir com minha modesta opinião sobre a linha de erês,  uma linha que em suma representa algumas contradições, mas não tanto quanto exús.

Etimologicamente, a palavra erê vem do iorubá iré, que significa brincadeira, diversão. Na Umbanda é também chamados de ibeji, beijada, dois-dois, ou ibeijada, sua saudação é Oni Beijada, Oni Beji ou até Caminha Beijada.

No candomblé geralmente levam o nome do elementar do orixá, como Pipoquinha, Pedrinha, Pedrão, Raiozinho, entre outros, já na Umbanda, levam nomes de crianças brasileiras como Pedrinho, Cosminho, Crispim, entre outros.

Geralmente é uma linha desprezada nas casas de Umbanda, cultuadas apenas no dia 27 de setembro que é comemorado pelo sincretismo o dia de São Cosme e Damião. O dia das festividados dos erês.

São composta de espíritos que se apresentam até os sete anos, um dos meus erês diz que já desencarnou muito novo, durante a Peste Negra, porém já reencarnou novamente, morreu como adulto, mas preferiu “homenagear” essa existência.

Eu particularmente dou um valor especial a essa linha, acho que são excelentes trabalhadores, mesmo porque, geralmente o Cosminho que é o erê que eu mais trabalho, é muito de falar e atuar com cura, inclusive, não faz guerras de bolos, não faz algumas bagunças comuns na linha. E é uma linha que pelo menos tenho o costume de trazer em Terra trimestralmente, pela sua grande vibração, pela alegria, pela paz interior que trazem e pela limpeza fenomenal que realizam nos chakras de seus filhos.

A vibração Cósmica da qual o erê participa é bem particular de cada casa, em algumas dizem que o Ibeji que é o nome da vibração da qual são oriundos, outras casas culturam Yori, geralmente é o nome dado à linha de erê pela Umbanda Esotérica, principalmente na liturgia do W.W da Matta. Em minha concepção erê tem a sua vibração peculiar, porém é imantada pela energia do Orixá que o traz.

As cores também variam de casa a casa, algumas colocam como as cores das sete linhas, justamente pelo erê ser o mensageiro direto do orixá, ele atua sob as sete vibrações cósmicas, em minha opinião, ele sim é o mensageiro do orixá e não o exú, como algumas casas cultuam. Erê é a vibração mais pura que existe na Umbanda, simbolizando a infância, a inocência, inclusive, em Mateus 19 presenciamos o seguinte texto: “Então disse Jesus: “Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas”.  É a linha que também simboliza a paz, o amor, toda a inocência que temos e perdemos. Cultuo sua cor apenas como rosa, que é o símbolo do amor, da purificação dos sete chakras, é uma cor que cria uma sintonia de paz, uma sensação de alegria e atua diretamente no chakra cardíaco.

Geralmente as linhas de boiadeiros e até exús são as evocadas para limpeza, mas para limpeza teúrgica, uma limpeza com energias mais sutis, mais leves, indubitavelmente a linha de erês é a mais indicada para essa situação.

Muitos dizem que os erês só vem para brincar, fazer bagunça e sujeira, criou-se essa lenda e animicamente, todos os mediuns que trabalham com essa poderosa linha, acabam deixando-se levar e banalizando o excelente trabalho que pratica essa linha. Erê é diversão, é brincadeira, mas erê é trabalho, é coisa séria, e limpeza, é cura, é amor, é uma palavra de paz, infelizmente muitos se esquecem disso. Coíbo veementemente a guerra de comida e doces, mesmo porque sou contra qualquer tipo de desperdício de comida.

Importante salientar que dentro da liturgia que eu pratico, erê não tem quizila, erê não tem medo de exú, erê não corre de preto-velho, erê é uma das pontas do triângulo da Umbanda, é a infatilidade, a introdução que temos durante toda nossa vida, é o início do ciclo. Erê não foge de tronco, erê não corre de exú, erê trabalha e é coisa séria.

Recentemente voltei a trabalhar com a Umbanda atendendo alguns seletos pacientes apenas em minha casa, um dos primeiros a dar o sinal de vida para conversar e trabalhar foi ele, o Cosminho, talvez por eu valorizar tanto o trabalho da linha e saber o objetivo da mesma, eu tenho maior facilidade pra trabalhar com ela. Lembrem-se gente, erê é o mensageiro do orixá, é uma linha que atua em um dos maiores patamares vibratórios de nossa Egrégora, vamos trabalhar com erês porque eles resolvem, e como resolvem.

Seus elementos são água, doces em geral, refrigerantes e sucos, suas oferendas seguem a mesma ordem, seu dia da semana é domingo, o primeiro dia da semana, o início do ciclo. Aceitam velas coloridas, rosas claras ou azul claras.

Impossível enumerar as crianças que trabalham em nossa egrégora umbandista, mas já vi em linha de erês, vir até indiozinhos, já presenciei na linha de erê um indiozinho chamado Guaraná que trabalhava muito bem.

Suas roupagens fluídicas são as mais variadas.

Salve a Linha dos Erês

Salve os Orixás

Paz Profunda.

Neófito da Luz

Vibração Iemanjá

Iemanjá possui várias lendas, vou citar algumas apenas para efeito de informação, as lendas em minha opinião surgiram para exemplificar algumas características dos Orixás, não acredito que já encarnaram ou já viveram na “Terra Encantada”. Existem as mais variadas lendas, Iemanjá já foi mulher de Xangô, já foi mulher de Ogum, já foi mãe de Ogum, Oxossi e Exu, que abandonou os filhos e deixou para Oxum cuidar, que é também a mãe de todos os orixás, existem inúmeros contos, mas prefiro focar apenas na Vibração Iemanjá, que é como acredito e como me foi ensinado. Em algumas casas é também chamada de Yemonja. Sua saudação também varia do terreiro, em alguns lugares é o “Odoyá”e em outros “Adociaba”.

Sua cor é o Azul Claro e já vi algumas casas utilizarem o branco, seu dia é o sábado junto com outras iabás (Orixás Femininos).

Geralmente é comemorado seu dia no dia 02 de fevereiro. Suas oferendas consistem em manjar branco, champagne ou vinho branco, peixe cozido, velas brancas e azuis. Suas oferendas são realizadas na beira da praia ou através de um barquinho para ser entregue em alto mar.

É considerada a Grande Mãe, a Rainha dos Mares e Oceanos, a partir disse é chamada de mãe, que água é o Elemento da Vida. Seu sincretismo é Nossa Senhora dos Navegantes ou Nossa Senhora da Gloria.

Em suas manifestações geralmente os representantes da vibração vem chorando, representando a água ou até mesmo o amor materno, algumas ficam somente ajoelhadas e outras dançam. Já ouvi mediuns videntes dizendo que já viram até como sereias, mas não posso afirmar porque eu nunca as vi dessa forma. Mas confesso, a minha não vem chorando e nem olhando pra baixo, ela coloca as duas mãos no peito esquerdo e é séria, mas como sempre disse no blog, nem tudo segue um padrão ou quase nada segue um padrão. Iemanjá é a Luz Materna, é o Amor Materno, é o seio da vida, é aquele que anima os seres vivos, é aquela que cura, que revigora, que revitalece. É a Rainha do tesouro como é enaltecido em alguns pontos, tesouro em minha opinião a Vida, a Água que é o elemento que traz a Vida. Como alguns sabem, 65% do nosso corpo é constituído de água. Uma curiosidade, um babalaô me disse que essa qualidade de Iemanja que vem com a mão no peito é que recebeu um golpe de espada de Ogum. Mas, eu não me ligo muito em lendas.

Por ser considerada a Grande Mãe, muitas casas também adotam Iemanja como a Deusa da Fertilidade. É a Padroeira dos Pescadores, é a Vibração que possui grande número de guias e mentores sob seus auspícios.

Em se tratando da regência vibracional de Iemanjá, ela está em tudo, a água está em praticamente todos os elementos da Terra, por isso é tão respeitada no meio do panteão afro. É aquela que deu origem a todos os outros orixás.

A água é a base de todo o mecanismo dos seres vivos, sem água, nada existe, então lembremos a importância dessa vibração para as pessoas, seja a comida, seja o líquido, seja o funcionamento orgânico, tudo é composto por esse elemento.

Justamente por esse fato, as entidades de Iemanjá também atuam fortemente no fator cura, pela vibração da água revitalizar orgãos, músculos e até a própria pele. O Exu da minha linha que é próprio para cura é o Exu de Iemanja.

Na cromoterapia, o azul claro e o azul-celeste nos fazem sentir calmos e protegidos de todo o alvoroço das atividades do dia. Também é aconselhável contra a insônia. É uma cor que estimula a tranquilidade e o ritmo de nossos sinais vitais. Mais uma grande curiosidade, porque a vibração Iemanjá está associada ao azul claro.

Como eu sou universalista, procuro sempre integrar diversas filosofias e convergir para um ponto. E acredito que a Umbanda é apenas mais um pequeno galho na Grande Árvore da Verdade.

Sua falange é muito vasta, composta por muitos caboclos, existem até falangeiros de Ogum sob seus auspícios como Ogum Marinho, Sete Ondas, Beira-Mar, entre outros. Alguns guias que trabalham sob a égide de Iemanjá são Cabocla Indaiá, Jurema da Praia, Janaína, Iracema, Sete Rios, Sete Ondas, Sete Mares, entre outros, exús também possuem uma vasta falange sob seus auspícios, como Rainha das Sete Encruzilhadas, Dama da Noite, Exu Marabo, Exu Maré, Exu dos Rios, entre outros vários.