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Como alguns que já me conhecem, sabem do motivo do qual me afastei do blog, diversas atividades que demandavam grande parte do meu tempo e me impossibilitava de dedicar-me de forma aceitável ao plano espiritual. Mas como dizem, os mestres cósmicos respeitam o tempo que você deve dedicar às atividades de sua vida mas sempre arrumam um jeitinho de você continuar perseverando na Senda do Conhecimento.

E assim o fizeram, e gostaria de voltar postando algumas fatos que foram relevantes para eu formar e consolidar ainda mais minha opinião sobre a Umbanda.

Para acompanhar um amigo meu, Luciano, um verdadeiro irmão, fui conhecer o terreiro do qual a sua sogra fazia tratamento medico para sua coluna, eu gosto muito de terreiros que tem como sua principal forma de trabalho, a cura, logo, me interessei em conhecer.

Chegando lá era um centro totalmente diferente do que eu conhecia, chamado São João Batista, o centro praticamente não tinha altar e as cantigas de Umbanda eram entoadas como se fossem cantos gregorianos, com melodias vagarosas, prolongando as notas musicais, enfim, um tipo de canto muito bonito, também louvaram exú na abertura. A abertura foi muito demorada, em torno de 40 minutos, mas bonita.

Os guias raramente faziam consultas, mas acertavam em cheio as molestias e outros miasmas carregados por nossos corpos físicos e espirituais, eu estava com uma razoável dor na coluna e cansaço nas pernas, mas ali ninguém me conhecia e eu não sou muito de me queixar de dor, logo, quem me levou também não estava ciente do que eu estava sentindo, e na minha vez, fui até o meio

Chegando lá, você deixa sobre uma maca e tem que tirar a camisa, o tratamento é intenso e extenso, senti várias vibrações atuando sobre mim, sentia um frescor interessante e simultaneamente um calor vibrante, junto com o tratamento na coluna, eu recebia um tipo de massagem nos pés e na panturrilha, o alívio era imediato, a dor estava indo embora, enfim, foi uma experiência incrível. Pude sentir várias fagulhas de luz descendo sobre meu corpo, e eu sentia que o tratamento demandava grande energia dos mediuns, quando o tratamento acabou, os dois que atuavam sobre minha coluna, desabaram sobre as cadeiras, enfim, o tratamento foi muito bom, saí  extremamente aliviado.

E como um curioso por natureza, ainda comecei a me questionar, sera que ninguém vai me repreender porque parei de ir na Umbanda, porque como alguns sabem, eu praticamente abandonei o centro do qual eu fazia os trabalhos por perceber que o dirigente estava levando problemas pessoais aos trabalhos, o que prejudicava intensamente a comunicação do mesmo, mas voltando ao escopo do assunto, um outro guia me chamou no canto e disse, por hoje, voce receberá apenas o seu tratamento medico, mas da próxima vez, iremos converser sobre algumas atitudes suas perante o antigo terreiro. [risos].

Mas talvez para minha felicidade, o centro entrou de férias e só terei a bronco em agosto.

Mas em suma, o centro tinha um ritual totalmente diferente do que eu já havia presenciado, a forma de condução dos trabalhos, as orações e o jogo de luzes que havia dentro do centro foi um toque a parte.

E assim percebi que existe sim, várias formas de praticar a Umbanda, e como eu repito exaustivamente no blog, cada um deve ouvir sua própria entidade, porque ela e somente ela poderá te auxiliar a forma que ela trabalha, a melhor vibração e liturgia da qual sera extremamente efetiva para ambas as partes.

Esse é um caso de um sacerdote que “ignorou” os fundamentos que muita Umbanda pratica e utilizou uma liturgia particular para alcançar o denominador comum: A prática da Caridade através da incorporação.

Paz profunda.