Optcha Linha de Ciganos

Extraído do blog Fato e Farsa

Saudações Fraternais prezados irmãos.

Eu particularmente acho que demorei muito opinar sobre essa linha, mesmo porque, um dos meus mentores de firmeza, Sr. Ramirez, é um cigano. Então, vamos esmiuçar um pouco sobre essa linha tão pouco cultuada e conhecida dentro dos trabalhos umbandistas.

Sabemos que cigano, vem do espanhol gitano que é onde muitas pessoas atribuem sua origem, mas se formos estudar a fundo, os romani ou rom como são chamados no Leste Europeu tem seu próprio idioma e é um dialeto muito parecido com o hindi, dos indianos, o que faz com que muitos historiadores acreditem que sua origem é indo-ariana, ou seja, na região da India.

A história cigana é muito controversa por muitos historiadores justamente por não haver escrita sobre a história, sobre sua origem propriamente dita, mas sabe-se que foi um povo muito perseguido e que foram obrigados a migrar para vários lugares, por muitos países, eram considerados vagabundos e delinquentes e foram perseguidos juntos com judeus, árabes, entre outros povos que sofriam preconceito na Idade Média.

Mas deixando um pouco a aula de história e partindo para o que importa, é um povo que sempre acreditou em vida após a morte, sempre teve uma crença forte na vida espiritual, muitos que seguiam os princípios a risca, eram bem sucedidos em seus negócios, hoje, cigano tem uma conotação ruim porque muitos que destoaram a cultura cigana, vivem hoje como pedintes, estelionatários e até mesmo enganadores, é muito presenciado esse povo no centro de São Paulo. Mas é importante salientar que toda etnia tem também o seu lado ruim, é o mesmo que dizer que todo judeu é “mão-de-vaca”, essa generalização enraizada em nossa cultura é que traz certos desafetos para algo que nem conhecemos.

O cigano para qual eu sirvo, é marroquino, ele fala enrolado, com um sotaque meio árabe, meio espanhol, mas é bem compreensível o que ele tenta passar, ele contou a história que sua cultura é muito mais árabe que cigana, justamente pela sua criação, mas como é importante ao seu povo, sempre é passado aos descendentes a cultura e costumes, assim como a passagem para a idade adulta através do punhal, entre outros costumes.

Os ciganos se diferem bastante um dos outros, uns falam castelhano, outros espanhol, outros até mesmo o português, muitos acham que ciganos não falam português, mas como eu já disse em um post, qual a utilidade de vir uma entidade que não fala nosso idioma? Não faz sentido, correto?

Uns usam bandanas, outros apenas faixas, uns amarram para o lado, outros amarram para trás, uns amarram fitas nos braços, outros não, é importante salientar que não há uma grande diferença de roupagens entre eles.

Seus elementos de trabalho também são dos mais variados, desde mel, vinho, velas, moedas, fitas até trabalho com coco, bambu, entre outros artefatos que muitos não atribuem a essas linhas.

Geralmente usam cores alegres e fortes, seus trabalhos são realizados com muita festa e alegria, já vi casas que temem a chegada de ciganos e não ter frutas para eles, mais uma vez gostaria de contestar essas atitudes de mentores nervosos ou que ficam furiosos quando não tem o que gostam, isso pra mim só pode ser três coisas:

-       Vaidade do Medium;

-       Ignorância do Medium, causando animismo durante seu processo de incorporação;

-       O Medium não incorporou um espírito de luz, seja cigano ou não.

São espíritos que gostam muito de frutas, já vi ciganos comerem maçãs, peras, mangas, no meu caso isso nunca aconteceu, não me lembro de nenhum mentor meu colocar algo sólido em minha boca, sempre foram bebidas e somente isso.

Os cultos aos ciganos também variam demais nas casas, o meu me instruiu a descansar os atabaques e colocar músicas ciganas, já vi casas onde cultuam ciganos com dança flamenca, o que eu achei sensacional, os ciganos deram um show no terreiro, confesso que encheu os olhos, aquela beleza, aquela cultura cigana fazendo presente no centro realmente é de dar orgulho, pena que ao consultar as entidades elas não tinha permissão para falar nada, acho que a função deles era só virem para dançar.

Eu particularmente gosto demais dessa linha, pela cultura e pelos fundamentos que trazem, e uma das minhas grandes experiências com firmeza de incorporação foi com cigano, tanto em minha matéria, quanto quando fui fazer consulta, sempre firmes, direto ao ponto e sábios.

Geralmente bebem vinho tinto ou branco, mas já presenciei ciganos tomando cerveja, rum batidas. Gostam de frutas em suas oferendas, muita vela, as fitas coloridas, alguns fumam charutos, outros cigarrilhas, as ciganas aceitam muitas flores também.

Já vi um cigano incorporado de forma sensacional que jogava baralho cigano na casa, foi muito boa a experiência também, é um tipo de linha que trabalha com muitos artefatos, como adagas, punhais, baralho, é uma linha que se o médium não tomar cuidado pra trabalhar, vai ostentar muita luxuria, há um limite entre necessidade de trabalho e enfeite, então é esse limite que devemos nos atentar.

Normalmente se comemora seu dia em 24 de maio, que é o dia de Santa Sara Kali, a padroeira dos roma (rom / ciganos).  Conhecida também como a Princesa da Beleza Negra, existem algumas histórias sobre ela, mas não é o escopo do post.

Outro grande equívoco, é achar que todos os ciganos foram milionários, ricos, donos de vasta fortuna, muito cuidado com isso, isso é uma armadilha para a vaidade do médium, eu mesmo já vi ciganos plasmados de formas muito simples, porém eficazes nos seus trabalhos de consulta e magia.

É uma linha muito evocada para trabalhos de prosperidade, emprego e dinheiro, pois como muitos o chamam, os donos do ouro.

Importante salientar que é uma linha que requer um preparo diferenciado do médium, por trabalhar de forma peculiar e particular de outras egrégoras da Umbanda, carregam sua cultura, seu conhecimento mágico e sua forma peculiar de trabalho. Atualmente é mais que um povo, é uma cultura muito forte em diversos países do mundo, existem várias festas e cultos relacionados ao Povo Cigano e vale a pena conferir alguns deles.

Muitos ciganos também atuam na esquerda, desmanchando demandas, por eu ser um médium de cura, também achei que o Ramirez que é um dos que eu sirvo, teria a mesma função, mas não é o caso, o negócio dele era mais emprego e limpeza.

Importante salientar que linha de ciganos é uma coisa e linha do Oriente é outra, alguns ciganos podem vir cruzados sim com fundamentos Orientais, mas não é oriundo da Linha do Oriente, assim como existem caboclos que cruzam com o Oriente e são caboclos.

Sua saudação é OPTCHA, muitos terreiros também saudam como “Saravá o Povo da Rua” justamente por ciganos não terem moradia fixa, o que também não é uma Verdade Absoluta, muitos tiveram raízes estabelecidas em moradias fixas bem como sua família.

É uma linha muito aberta, diferente de caboclos que eram constituído de índios e o povo da mata, ciganos são muito heterogêneos, claros ou escuros, até mesmo negros, sua roupagem varia demais também, cetim, veludo, seda ou até mesmo panos mais simples, seus fundamentos também são vários, além dos citados como punhais, adagas, alguns ainda solicitam como meios de trabalho, os leques, pandeiros, instrumentos de corda, punhais, faixas, é uma linha que não existem muitas regras pré-estabelecidas.

Mais algumas curiosidades: http://fatoefarsa.blogspot.com.br/2012/12/consideracoes-sobre-os-ciganos-voce.html

Namastê

 

Neófito.

Orixá de Cabeça

Extraído da Página: Estrela da Manhã

Saudações Fraternais aos Irmãos de Fé.

Me chegam muitas dúvidas sobre o desespero de descobrirem que é o Orixá de cabeça, decidi fazer essa síntese, apenas um resumo básico sobre o assunto.

A primeira é sobre o Orixá de cabeça, a Nossa Vibração Original, a Vibração Regente que viemos para esse orbe, importante salientar que Orixá pra mim nada tem a ver com o antropomorfismo de Orixá que perdeu a mulher, que traiu, que apanhou, entre outras lendas, nem seres que viveram na Terra e sofreram e depois se encantaram, pra mim é o nome da Vibração, essas lendas talvez sejam apenas alegorias que auxiliassem aos adeptos a entender  certas ideias, são arquétipos, nada mais que isso.

O Orixá é a sua Vibração, conhecendo-o, você automaticamente saberá qual é sua missão na Umbanda e consequentemente em sua vida, muitos filhos, inclusive eu, fica tomado pela ansiedade de descobrir quem é o Orixá Regente, sobre suas histórias, seus feitos, suas características, isso é extremamente natural, mas como já dizia um grande Mestre há milhares de anos atrás, em Verdade Vós Digo: Isso é relativamente indiferente.

Explicarei a todos porque, sei que muitos filhos aqui que já jogaram búzios com mais de uma pessoa, que já foram em mais de uma casa, grande parte teve respostas diferentes de seu orixá de frente, ou comumente falado na Umbanda, seu pai e mãe de cabeça, em uma casa você é filho de Oxóssi, em outra, é filho de Ogum e faz toda aquela salada em nossa cabeça.

Na minha vida mediúnica praticamente toda, sempre respondia Ogum em meu ori, como dizem no candomblé ou umbanda traçada, toda vez que um ifá era consultado ou um sacerdote vinha falar, sem dúvidas, vinha Ogum e ponto final, algumas vezes arriscaram Oxalá, mas 95% dos casos, era Ogum.

Isso pode ser compreendido de algumas formas, primeiramente, dentro de uma visão antropomorfista e bem preferida por muitos adeptos:

-       Ogum tomou a frente porque é um dos meus pais, é o meu padrinho de cabeça, é aquele Orixá que tem muita afinidade por mim e consequentemente, quer tomar a frente, mas por puro amor. Essa é uma das compreensões!

-       A outra, e sem querer fazer média, a que eu mais abomino é: Estão brigando pela sua cabeça, há uma Guerra em seu Ori, uma disputa de Orixás. Aí é onde me pergunto: Quem sou eu, um pedaço de carne podre, errante, e um Ser Celestial, que supostamente já alcançou a Evolução brigarem por mim! Irmãozinhos, é muita presunção, não? Aí eles não se decidem e ficam brigando pela minha cabeça. Minha modesta opinião é que se um sacerdote sabe mesmo o que fala, não vai ficar caindo toda hora um orixá diferente em sua cabeça;

-       Existe uma outra interpretação, uma das que eu mais acredito é o fato de você carregar algumas vibrações em seu Ori, claro, cada momento de nossa vida ou até mesmo dentro do mesmo ano, somos regidos por diferentes vibrações, uma época estamos mais calmos, na outra mais agitados, uma época dá tudo certo e na outra, as coisas começam a dar errado, então, temos sim a nossa vibração, o nosso Orixá de cabeça, mas indubitavelmente ele não rege a todo momento, isso é uma visão prática, eventualmente somos regidos por outros, algumas pessoas mais, outras, menos vezes ou até por menos vibrações, isso tudo depende de qual missão estratégica na terra ela terá. Entendo eu que toda casa que caía Ogum, é porque além de eu estar sob essa irradiação naquele momento, a casa em questão precisava dos meus guias sob a Égide de Ogum, para trazer vitórias, vencer demandas, para trazer o espírito de luta a mim e aos filhos que estavam na casa, bem como os assistentes que me procuravam.

Então, para descobrirem seus orixás de cabeça, isso virá com o tempo, eu descobri que era Xangô, pq sentia isso no íntimo, e ainda vou mais longe, nem sabia como Xangô vinha em Terra, durante um trabalho, me deu vontade de fechar as duas mãos, cruzar os braços e gritar, KIOOOO e depois gritar um KAOO bem forte, perguntando à minha madrinha na época, ela disse: Isso é Xangô meu filho. E posteriormente, alguns anos depois, um sacerdote que jogava muito bem me disse: Filho, podem te dar Ogum a vida toda, mas quem rege sua cabeça é Xangô, Ogum é o seu parceiro, o seu padrinho, o seu irmão, mas seu pai mesmo é Xangô.

E queridos irmãos, no fundo, se procurarmos bem no fundo, sabemos sim, é que devido a vários fatores, às vezes é necessário que outra vibração seja regente durante épocas da vida de vocês, eu mesmo, já senti muitas vezes Oxóssi na minha frente, e sempre vinha antes da linha de caboclos, teve realmente alguns meses de minha vida que ele “ENCARNOU” praticamente na minha cabeça, mas era pra me trazer sabedoria, abundância, prosperidade, conhecimento, o espírito da caça, do empreendedorismo, e assim vai, Orixás são vibrações da qual enviam seus representantes para nos fortalecer e nos purificar com sua energia. Também já tive grande parte da minha vida, a Irradiação de Iemanjá

Não se prendam a quem é o Orixá de cabeça, isso não vai atrapalhar a vida de vocês, é muito comum ouvirem que quando somos filho de um Orixá e somos coroados com outro, a nossa vida atrapalha, pode gerar certos problemas e até mesmo chegar a loucura, cuidado com as superstições irmãos, cuidado.  Nos dois primeiros centros que trabalhei, deitei pra Ogum, fiz todas as obrigações para Ogum, Xangô mesmo foi depois de 10 anos que fiz a obrigação para ele e não tive nenhum problema do Gênero.

Na Irradiação de Xangô, Namastê!

Neófito.

Feliz 2014

Queridos e amados irmãos, amigos de trincheira e aprendizes da Luz.

Estou aqui para desejar a todos nós um excelente 2014, que ele venha munido de reflexões, paz, luz e esclarecimentos, que seja o ano que a Centelha Divina possa abrasar nossos corações e que nossa Chama Divina Interna possa acender para todo o Cósmico, que seja um ano de alegrias, de boa colheita e de maturidade mental e espiritual.

Esse é o meu simples desejo a todos os irmãos que lêem esse blog, aos amigos que fiz aqui e para os que ainda lerão.

Namastê.

Neófito da Luz

Um breve comunicado sobre autoria de textos.

Paz Profunda, amados irmãos.

Gostaria que nossos irmãos umbandistas e blogueiros, ao retirarem textos do meu site, do qual 90% é de minha autoria, favor colocar o nome do autor junto com o site que foi extraído.

Chegou ao meu conhecimento que o neófito da Luz está em outro blog e agiu com preconceito, importante salientar que o neófito da luz só escreve nesse blog ou no http://akhen777.wordpress.com do qual não atualizo mais.

Realmente é o que eu vivo dizendo aqui, tantos reclamam do preconceito em nossa religião e é a própria ignorância dos adeptos que professam a fé que denigre a mesma. O preconceito existe porque uma quantidade considerável dos adeptos fazem de sua morada principal a ignorância e o comodismo, para esses, minhas condolências por ainda adormecerem na penumbra da ociosidade espiritual.

Não me importo em divulgarem meus textos, desde que sejam em blogs sérios e que tenha o devido crédito, um outro site com os meus textos assina como “Neófito da Luz” e produz outros materiais que nada tem a ver com a minha opinião ou prática.

De um lado, sinto-me lisonjeado, por exemplo, do post “Firmeza de Cabeça” ter sido replicado em tantos blogs, por outro, profundamente aborrecido por esses mesmos blogs produzirem outros fundamentos assinando meu nome do qual não sou autor.

Por isso, sempre enfatizo no blog, irmãos, aprendam a separar o joio do trigo.

Eu já não sou ninguém, para alguém ainda assinar com meu nome, ou quer me denegrir ou ainda é pior do que eu.

Agradecendo a colaboração.

Neófito da Luz

O Vaso de Porcelana e a Rosa

O Vaso de Porcelana e a Rosa

O Grande Mestre e o Guardião dividiam a administração de um mosteiro zen. Certo dia, o Guardião morreu e foi preciso substituí- lo. 

O Grande Mestre reuniu todos os discípulos para escolher quem teria a honra de trabalhar diretamente ao seu lado.

- Vou apresentar um problema, disse o Grande Mestre. E aquele que o resolver primeiro será o novo Guardião do templo.

Terminado o seu curtíssimo discurso, colocou um banquinho no centro da sala. Em cima, estava um vaso de porcelana caríssimo com uma rosa vermelha a enfeitá-lo.

- Eis o problema, disse o Grande Mestre.

Os discípulos contemplavam, perplexos, o que viam: os desenhos sofisticados e raros da porcelana, a frescura e a elegância da flor. O que representava aquilo? O que fazer? Qual seria o enigma?

Depois de alguns minutos, um dos discípulos levantou-se, olhou o mestre e os alunos a sua volta. Depois, caminhou resolutamente até o vaso e atirou-o no chão, destruindo-o.

- Você é o novo Guardião, disse o Grande Mestre para o aluno.

Assim que ele voltou ao seu lugar, explicou:

- Eu fui bem claro: disse que vocês estavam diante de um problema.
Não importa quão belo e fascinante seja, um problema tem que ser eliminado. Um problema é um problema; pode ser um vaso de porcelana muito raro, um lindo amor que já não faz mais sentido, um caminho que precisa ser abandonado – mas que insistimos em percorrê-lo porque nos traz conforto. Só existe uma maneira de lidar com um problema: atacando-o de frente. Nestas horas, não se pode ter piedade nem ser tentado pelo lado fascinante que qualquer conflito carrega consigo.

Extraído do site Somos Todos Um.
Link: http://somostodosum.ig.com.br/blog/b.asp?id=7605

Reverência dentro do Centro, Tradição Ritualística e Manifestações Agressivas.

Saudações amados irmãos.

Fazendo parte daquele pot-pourri de pequenos assuntos, vamos iniciar com a Reverência aos Orixás, em muitas cadas tradicionais é perceptível a chegada de um mentor em Terra e todos se ajoelham para reverenciar, para transmitir o prazer e o respeito de ter mais uma vez aquele Mensageiro dos Céus na casa.

Acho importante a doutrina do respeito, eu mesmo acho interessante esse tipo de atitude, o que eu não gosto de presenciar é quando o orixá te obriga a ajoelhar, aí eu já começo a achar estranho, como podem presenciar em vários de meus posts, eu não gosto de nada obrigado, a espiritualidade possui sabedoria suficiente para enxergar que há várias formas de respeitar, e se não for um motivo realmente plausível, acho que é uma pequena interferência do médium aliada à famosa palavra “vaidade”.

Outra coisa que eu já presenciei e acho ridículo, e o próprio sacerdote da minha casa fazia isso, é que quando visitávamos outra casa, ele ia bater a cabeça para o babalaô e supostamente pegavam nosso sacerdote no ato da atitude pra não fazê-lo, porque ele também era chefe de congá e os guias dele não ADMITIAM ele bater a cabeça para outro babalaô.

Partindo do pressuposto que são os mentores desse sacerdote que implementou a rotina de ajoelharem quando eles chegam, acho que nada mais justo e humilde do que eles exigirem o mesmo do seu filho quando visita outras casas, o que perceptivelmente não foi recíproco, ou seja, “Faça o que eu mando, mas não faça  o que eu faço”?

Então são pequenos detalhes que você como filho, costuma idolatrar o seu sacerdote e no ato passa despercebido, mas quando você começa a olhar com outros olhos, começa a enxergar com uma mente mais analítica, começa a ficar mais perceptível certas falhas.

Na casa daquele mesmo sacerdote antigo que exigia que beijássemos a mão dele, o Zé Pelintra dele falava e “desfalava”, tinha casos parecidos, uma vez, uma filha deixou de forma errada uma faca durante a oferenda do Ogum, e ele estava incorporado com Ogum também, ele chutou as louças e fez cara de que estava todo errado, o orixá estava IRADO, e ainda exigiu que ela batesse a testa dela no chão para se redimir de culpa.

Todos os outros filhos tementes a mesma atitude, bateram a testa no chão, eu confesso que não o fiz, o que me rendeu algumas horas de sermão do Ogã após a gira, logo após esse ato, pedi licença e depois fiquei sabendo que o Zé Pelintra dele falou que eu era ingrato, que ele varre mesmo da casa o que não presta! [Risos].

Sou totalmente a favor do respeito, mas confesso a vocês, se um dia eu tiver a minha casa, ou isso acontecerá com todos os mentores da casa, independente da idade do médium, ou eu mesmo me abaixo como sinal de agradecimento pela presença de um ser de luz ali dentro para a prática do bem e da caridade.

É muito importante DIFERENCIAR respeito com a devoção e até mesmo IDOLATRIA, cuidado irmãos, isso é uma Armadilha do Mal [Risos], e o Mal nada mais é que a Ignorância, o Demônio interior de cada um de nós. Respeite, mas não precisa reverenciar ou idolatrar dessa forma, seja grato pela presença de um Mentor de Aruanda, de um Orixá, sejam gratos, respeitosos, mas nunca cegos.

E esse tipo de Tradição Ritualística é muito comum, cada casa faz de uma forma, isso envolve também o bater a cabeça, algo que eu particularmente discordo veementemente, ninguém está acima de mim e nem eu estou abaixo de ninguém para ter que me ajoelhar ou bater cabeça aos pés de outro errante e pecador como eu.

-          Ah, Neófito, isso é uma forma de respeito, de ser humilde, de mostrar amor e dedicação ao Zelador, isso é tradição.

Concordo que é uma tradição, mas é uma tradição obsoleta, retrógrada, isso não acontecia no culto ensinado por Sete Encruzilhadas, a Umbanda PREGA a HUMILDADE, nada mais justo que você demonstrar isso ajoelhando a uma pessoa mais antiga? Discordo!

A sua conduta de vida é o maior respeito que você pode oferecer aos seus mentores e irmãos de santo, esse negócio de bater a testa para babalaô, beijar a mão dele, ajoelhar pra ele, acho que a Idade Média já passou há muito tempo e certas tradições existiram por Vaidade do Dirigente e nada mais que isso.

Algumas tradições ainda existem pela repetição, pela transmissão dos mais velhos para os mais novos sem que nenhuma das partes se questione ou tenha o fundamento sobre.

Reitero veementemente, Tradição é Importante, eu mesmo faço parte de Ordem Iniciática que existe desde o Antigo Egito, mas toda a Tradição é muito bem fundamentada, muito bem estudada e explicada. O que acho complicado dentro dos terreiros é o “Porque Sim” e “Porque não”.

Exemplo:

- Padrinho, porque o caboclo pula dando o grito de guerra, dando pirueta e bate a mão no peito?

- Porque sim!

Então é isso, amados irmãos, questionem, compreendam, fale com seus mentores.

Um outro problema sério dentro das casas e que assustam muitas pessoas da assistência e até mesmo da corrente, são aquelas vibrações agressivas, aquelas manifestações animalescas dentro do centro, espíritos em forma de serpente, em forma de outros animais, que urram, que gritam dentro do centro, que querem agredir fisicamente outras pessoas, essa é uma questão relativamente delicada e requer atenção constante do dirigente da casa.

Importante ressaltar que diversas vezes presenciei que isso é fruto da consciência do próprio obsediado, ou devido a uma busca inconstante por atenção ou por falta de orientação em sua vida material, importante salientar que isso não descarta a possibilidade de ser uma possessão espiritual também.

Primeiramente para evitar esse tipo de circunstância, algumas providências devem ser tomadas, das quais:

1)     Firmeza na corrente do templo, essa firmeza consiste em firmeza na Linha dos Guardiões, Firmeza dos Médiuns e Direcionamento Efetivo nos Trabalhos;

2)     Conhecimento na Casa,  importante salientar sobre certos fundamentos da casa com a presença da Assistência, acho importante aquela evangelização antes dos trabalhos e que tenha participação da Assistência. Eu prefiro aumentar o tempo desse tipo de ritual e diminuir drasticamente o tempo da abertura. As pessoas que possuem essa tendência de “incorporar” certos espíritos, ficarão mais pensativas quanto a certas manifestações.*

3)     A Organização dos Trabalhos e a Cartilha da Casa. Importante a casa ter regras, fundamentos e uma missão pré-estabelecida. É uma casa onde aceitarão esse tipo de possessão? Terá mediuns de transporte? Terá socorristas para encaminhar esses espíritos para outro local?

*Sempre importante salientar que sua mente é o princípio ativo, e você é uma antena espiritual, você vai sintonizar espíritos da mesma vibração que você, logo, esse tipo de possessão só ocorre se sua mente estiver fraca e principalmente sem o estudo da causa, o estudo é a ginástica mental, sempre.

Eu particularmente não gosto desse tipo de trabalho, o espírito obsessor que acomete desgraça aos filhos não precisa incorporar para ser encaminhado para outro local, e me pergunto, se é algo ruim, o que vai fazer em um terreiro onde ele saberá que será expurgado? É para se pensar, não?

Existem alguns meios para evitar esse tipo de circunstância que denigre demais a casa, em um local que presenciei esse tipo de ocorrido, dois assistentes saíram imediatamente da casa. Outro dia, conversando com um colega de trabalho, ele me disse que nunca mais foi em Terreiro devido a algo ruim que ele presenciou, o espírito queria bater em todo mundo.

Então existem meios para melhorar a reputação da Umbanda e evitar esse caos dentro do Terreiro, para isso, é sempre importante, estudarem, sintonizarem com seres de Luz, e se quiserem mesmo assim ter esse tipo de trabalho, deve ser em dias específicos e de preferência longe da assistência.

São fatores interessantes que deixam o ar da casa mais limpo, deixa os trabalhos mais tranquilos e os médiuns não precisam voltar para suas casas carregados, é sempre importante relaxar a mente, ter aquele trabalho agradável, ambientalizado dentro dos limites da Luz Espiritual.

Para trabalhos mais pesados, existe a Linha dos Guardiões, portanto, eu sempre digo, Organização, Ordem dentro de qualquer trabalho Espiritual é tudo.

Tudo o que faz afastar a assistência e que eu considero desagradável ou até mesmo desnecessário eu evito, sem contar aqueles pontos horríveis que falam sobre satanás, lucifer, exu tem duas cabeças, pombagira é p.. da encruzilhada, nada que possa denegrir a religião, muito pelo contrário, tamanho é o preconceito que eu faço de tudo para estimular, associar a Umbanda com outros ritos, com outros fundamentos, com o Universalismo.

Encerramos aqui mais um “medley” de assuntos aleatórios.

Com Amor.

Neófito da Luz.

Algumas considerações sobre a Linha do Oriente.

Saudações queridos irmãos.

Estou aqui pra falar sobre essa Linha totalmente contraditória, onde cada literatura fala uma coisa, isso acontece porque de fato, ninguém viu essa Linha em Terra. Muitos confundem a Linha do Oriente com a Linha dos Ciganos, os Ciganos podem até fazer parte dessa corrente, até atuam, mas não tem como vibração primária a Força dessa Corrente.

A linha do Oriente primeiramente não incorpora, existem alguns mentores orientais que até podem vir MUITO RARAMENTE dentro dos terreiros, mas sua melhor e maior forma de trabalho é fora da matéria.

É uma falange composta por mestres, gurus, espíritos que tiveram todos os ensinamentos desde o Antigo Egito, Babilônia, alguns muito antes de encarnarem na Terra, já vinham com o propósito de trazer paz e luz à humanidade.

É uma falange composta por verdadeiros Magos, Exímios curandeiros, conhecedores dos mistérios do universo, verdadeiros mestres da humanidade. Justamente por possuírem tamanha evolução, conhecimento, não necessitam mais do trabalho psicofônico, ou seja, incorporação.

Estão muito presentes nos bastidores dos trabalhos umbandistas, mas em todo o meu tempo de Umbanda, nunca os vi incorporados.

Em muitas literaturas classificaram em falanges, em chefes de legião, infelizmente, a única vez que tive contato com um deles, que se autodenominou Tarkh-ahjn (Não lembro como se escreve direito [risos]) veio para dar alguns ensinamentos, ele veio uma vez em minha matéria também, ficou por volta de dois minutos e me disseram que suei em bicas, minha camisa ficou totalmente molhada me obrigando a trocá-la durante o trabalho. Isso pra mim foi prova o suficiente que ainda estou muito longe de ter a devida vibração para trabalhar com essa linha, e com certeza, mais milhares de irmãos.

Fala muito baixa, português perfeito, o que é outra coisa que eu penso muito, pra que virá um Mentor do Oriente falando japonês? Chinês? Ele tem que vir com o idioma do local que ele vem trazer sua mensagem. Eu acho interessante quando chega um mentor que sai falando em italiano, inglês e todo mundo dizendo: “Nossa, como esse médium trabalha bem!”.

Se fosse assim, poderia fingir muito bem um cigano utilizado o idioma espanhol do qual eu conheço razoavelmente bem. Mas não é o escopo do post.

A Linha do Oriente na verdade são mentores da Grande Fraternidade Branca, Os Mestres dos Sete Raios e mais uma Grande Legião de Espíritos Sábios e Evoluídos que atendem a todas as Egrégoras do Globo Terrestre. São os verdadeiros Mentores dos Espíritos da Caridade e seus Braços alcançam as mais variadas liturgias, seja o Esoterismo, a Gnose, o Kardecismo, a Umbanda, os Centros Holísticos.

Desculpe se decepcionei aos caros leitores se esperavam um relato sobre mentores que incorporam, levitam, fazem chover, utilizem tele cinese, mesmo que consigam, não será possível em nossa matéria porque somos condicionados a uma cultura de limitação de nossa própria consciência.

Um fato importante é não confundir os ciganos com a Linha do Oriente, isso é importante.

Essa Linha do Oriente não existe oferenda, mas podemos cultuá-los com certos elementos dentro do centro, como pirâmides, cristais, determinados incensos, trabalho com velas, entre outros elementos muito utilizados no esoterismo.

A Linha do Oriente é a Linha de Maior Alcance dentro do Panteão Umbandista, trabalham fortemente com a Vibração dos Orixás por serem Espíritos mais puros e com grande quantidade de Luz. Mas esses, por sua vez, em algum momento de sua vida espiritual, encarnaram, há estudos, que eventualmente encarnam para trazer sua Luz à humanidade.