A hora do Intervalo na Hora dos Trabalhos Mediúnicos

phylosofiamano.blogspot.com

phylosofiamano.blogspot.com

Muita paz a todos, como estão?

O assunto dessa semana será referente a algumas dúvidas que recebi aos intervalos que ocorrem durante os trabalhos de Umbanda, alguns centros, separam a abertura dos trabalhos com um pequeno intervalo ou até mesmo durante a mudança de uma linha para a outra, eu mesmo já presenciei vários locais que realizam esse tipo de trabalho.

Vamos lá para a minha humilde opinião, é bom deixar claro, caros leitores, que a minha opinião não reflete a verdade absoluta, o que eu gosto de fazer, é dar mais de um ponto de vista para que possam refletir em suas casas e achar qual é o melhor caminho, a minha intenção não é ser conclusivo para ninguém, apenas demonstrar mais um ponto de vista, mais uma opinião para que possam ter referências e alcançar um denominar comum.

Vocês não tem idéia do que eu ouvi sobre posts de drogas, mas é como eu digo, cada um tem sua opinião e como diz o ditado popular, se droga fosse bom, teria outro nome e não drogas, não é mesmo?

Todos aqui já sabem que eu sou adepto a uma total concentração antes dos trabalhos, nunca participei de assuntos dispersos, não que eu seja antissocial, pelo contrário, gosto muito de conversar, mas antes do trabalho mediúnico eu costumava ficar ali, quieto no meu canto, meditando, refletindo e buscando aspirações do Cosmico para a realização de um bom trabalho.

Acho que para tudo na vida, devemos focar, focar e focar, dentro dos trabalhos mediúnicos, fracassos e erros não são uma opção, para isso, tento minimizar qualquer probabilidade de problema.

Eu particularmente não gosto de fumar, e mesmo se eu fumasse, não fumaria antes da gira, muita gente gosta do famoso cafezinho também, eu já prefiro manter total jejum, em muitas escrituras e rituais, o jejum ainda é a forma mais adequada de purificação do corpo.  Eu sei que às vezes sou meio extremista, mas acredito que quanto maior for a sua doação, maior será o seu resultado.

Baseado nesse preambulo, eu particularmente não sou contra os intervalos, às vezeso desgaste é muito grande quando se trata de trabalhos mais densos ou até mesmo cura, até hoje, confesso não saber qual dos dois demandam mais do medium, ambos necessitam incessantemente de fluídos e isso desgasta totalmente o campo mediúnico do medium, aí é onde entra a questão:

Não sou contra intervalos, mas sou totalmente contra o que é realizado no intervalo, em todos os centros que eu fui, os mediuns se dispersam, eu já vi sacerdote saindo pra fofocar, fumar, contar piadas e todos os filhos na corrente no mesmo embalo, aí meus queridos, é onde eu sou TOTALMENTE CONTRA!

Você se reúne na Santa Paz de Oxalá para prestar a caridade e serviços espirituais,  você tem total concentração na abertura e aí vamos parar, é sabido que qualquer interrupção pode sim, prejudicar sua firmeza e acima de tudo, compromete enfaticamente os trabalhos mediúnicos.

Um desses centros que visitei no ano passado, o sacerdote ingeriu um pouco de bebida alcóolica porque precisava de combustível para os próximos trabalhos

Gostaria de repetir e imaginem essa repetição de forma incessante e infinita, não sou o dono da verdade não, mas baseado em tudo o que eu estudei, e estudo muito sobre diversas liturgias, filosofias e religiões, ainda conto com o privilégio, com a Graça de Deus, muito obrigado, de ter essa facilidade de comunicação com os mentores, e uma coisa é fato, se até no outro plano existem discordâncias de liturgia, quem dirá no Plano Material?

São argumentos que já coloquei durante o blog, entre em sintonia com seus mentores, eles e somente eles poderão te indicar o que é correto e incorreto para a forma de trabalho deles.

Deve haver entidades que são coniventes com esse tipo de ritual, não sou contra esse tipo de pensamento, do mesmo jeito que haviam exús em outro centro que tinham que dar tapas no peito dos filhos para “limparem”, exús que cospiam na mão dos mediuns para selarem promessas, então, se existem espíritos coniventes com esse tipo de atitude, existirão espíritos coniventes com esse tipo de ritual.

Eu, sinceramente, gosto de buscar pessoas melhores do que eu, para eu aprender e evoluir, no plano espiritual, eu penso da mesma forma, obviamente também cedo minha matéria para ajudar espíritos em evolução, já trabalhei com exus totalmente diferentes da minha forma de pensar, mas se foi autorizado pela Espiritualidade, que venha na minha matéria e pratique o bem.

O que eu vejo,  são muitas pessoas SANTIFICANDO os mentores e esquecem que também são espíritos em evolução e existem, de fato, os mais e menos evoluídos dentro da Egrégora e que também, cabe a nós, ajudá-los e evoluir. Como eu sempre disse, acho que a melhor forma de relacionamento com eles é de amizade e respeito e não de louvor e adoração.

Eu acho que deve haver uma sintonia, um relacionamento saudável, você aprende com eles e eles aprendem com você.

Sem mais delongas, em meu ponto de vista, sinceramente, eu não acho recomendável esse tipo de intervalo, acho que a mente fica dispersa, vc ingere certos elementos irrecomendáveis na incorporação  e com isso, fica aquela cacofonia improdutiva que só pode interferir de forma negativa no trabalho mediúnico.

Realmente eu não gosto desses intervalores, parece que perde o foco e direção do trabalho, eu sou a favor de uma gira completa e coesa, sem intervalos, sem tempo para fumar ou tomar cafezinho, acho que espiritualidade é coisa séria e local de bater papo é após os trabalhos, onde já praticamos com sucesso nossa missão e galgamos mais alguns centímetros da escala evolutiva

Alguém aqui acha legal ir bêbado pro trabalho? Chegar de ressaca no trabalho? Alguém aqui acha prudente dormir durante o expediente? Para mim é a mesma forma, o trabalho mediúnico é mais importante que um trabalho remunerado, então devemos nos atentar e nos propor a exercer ali a função que nos foi ordenada, sem interrupções, sem intervalos e sem conversas.

Como eu disse, salvo os casos, por exemplo, um medium de cura, dependendo do trabalho ou até mesmo de limpeza, dependendo de quantas pessoas ali precisarem, é IMPERATIVO um descanso, mas isso não significa que devemos ter intervalos que ocasionam brincadeiras e outras coisas desnecessárias.

Essa é minha opinião, aguardo comentários e me desculpem se irritei alguém, mas como eu disse, é um blog onde expresso minha opinião e convicções.

Paz Profunda.

Neófito da Luz.

Utilização da Maconha em Trabalhos Mediúnicos

Imagem

Aranuam a todos.

Como estou em uma fase bem diferente da minha vida, e o número de e-mails e perguntas vem aumentando de forma exponencial, decidi escolher as perguntas realizadas com maior frequencia, sendo assim, posso atingir um maior número de pessoas com as respostas, a dúvida de um, com certeza, pode ser a dúvida de vários.

E alguns e-mails me deparei com uma situação extremamente peculiar, do qual alguns centros do RJ liberam a utilização da maconha para as entidades trabalharem. Nem preciso mencionar tamanha confusão em minha cabeça ao ler essas dúvidas e saber que as mesmas podem ser até comuns.

Eu confesso que para redigir esse post, não busquei nenhuma inspiração, aliás, com a correria que eu ando tendo, tá meio complicado me dedicar duas, três horas para isso. Mas focando o post e debatendo com uma irmã que tenho total apreço, vamos lá:

Já é sabido que maconha é considerado droga, assim como o cigarro e as bebidas alcoolicas, só sofre o preconceito da sociedade justamente pelo fato de não ser legalizada e consequentemente nenhuma empresa ganhar dinheiro com isso.

Eu sou totalmente contra maconha, aliás, sou totalmente contra qualquer tipo de psicotrópico, assim como não sou muito fã de cigarro e bebidas alcoolicas dentro dos terreiros, mas acho que dentro de um limite normal, pode ser aceitável.

Sobre a entidade solicitar maconha, é imperativo verificar se essa entidade está realmente firme, pois as entidades possuem grande conhecimento e com isso, grande poder afim de realizar seus trabalhos sem necessitar de artifícios telúricos, densos, além do mais, expor seu medium a uma situação complicada que é a utilização da maconha.

Aliado a esses fatores, fica aquele cheiro insuportável que só a maconha pode oferecer, deixando muitas das pessoas do ambiente constrangidas.

Minha opinião, primeiramente, se for realmente uma entidade solicitando esse artifício, cabe a nós a convencermos de tentar utilizar outro tipo de solução para o trabalho que a mesma está realizando, seja mesmo um charuto, trabalho com fundanga ou até mesmo a mistura de outras ervas.

É sabido que os indios utilizavam a maconha em seus ritos de transcedentalismo, mas eram outros tempos, outras épocas e que hoje a entidade tem pleno conhecimento e poder de utilizar de outros meios para praticar a caridade e consequentemente a entidade não necessita estar em estado alfa para realizar o seu trabalho dentro do terreiro.

Em suma, eu sou totalmente contra e não recomendo a utilização de tais artifícios para a realização dos trabalhos dentro dos terreiros, porque se continuar assim, logo menos espíritos da linha de malandros solicitarão cocaínas, mentanfetaminas e outras drogas psicotrópicas.

Importante salientar que a longo prazo, faz tanto mal quanto cigarro e outras drogas e algo que é fato, essa história que a entidade leva todo o mal causado pelo cigarro ou pela bebida, é ilusão, sempre, sempre ficará uma sequela em sua matéria de quaisquer substâncias utilizadas durante o trabalho mediúnico.

Já vi bons médiuns, aliás, excelentes mediuns terem pequenos problemas pulmonares ou outros sintomas causados pelo fumo e os mesmos, só utilizavam durante os trabalhos, eu mesmo, nunca fumei, só dentro do terreiro que uma entidade ou outra solicitava o cachimbo para realização dos trabalhos.

Importante salientar também que o fumacê, além de ser muito bom em certos trabalhos, atua como efeito “placebo” na cabeça do consulente.

A Umbanda como Bengala

Bengala

Axé queridos irmãos de fé.

Esse será mais um post com caráter observatório que presenciei durante a minha peregrinação dentro da religião.

A dependência demasiada de alguns irmãos de fé, principalmente alguns mediuns dos mentores para tomarem decisões em suas vidas.

Já é evidente e já deixei claro a minha atual desconfiança com a comunicação de muitos mediuns para com o seu mentor, e isso não me isenta, porque às vezes eu mesmo entro em parafuso se estou ou não, “incorporado”.

O grande problema é que a falta de conhecimento de muitos mediuns aliada a uma comunicação inapropriada gera uma consequência terrível, o medium infelizmente vai falar o que quer para aquele consulente que deposita toda sua fé e esperança naquela entidade. Quantas vezes já presenciei você notar que ali não tem entidade nenhuma, e a pessoa depositar toda sua fé, confidenciar seus segredos, pedir conselhos e quem sabe, saber alguma coisinha que está por vir…

Deixa eu dar minha breve e modesta opinião sobre o assunto: Acredito sim que existem certas tendências no seu destino, acredito piamente que você deve ter algo traçado, destinado a fazer, mas a realização vai depender unica e exclusivamente da sua força de vontade. Tem muitos mediuns que para qualquer coisinha que for fazer, sempre tem que consultar a entidade, vira praticament eum dependente químico, não anda com suas próprias pernas.

Quantas vezes presenciei apenas o ano passado, você sentir, porque minha gente, quem é medium sente, que aquela entidade que você está conversando é praticamente o medium mistificando, seja inconsciente ou conscientemente.

Para esses que mistificam de forma inconsciente, precisam de estudo, de doutrina, quem sabe o tempo ensina, a dedicação ensina, muitos mediuns até entendo que estão lá com ótimo coração, dedicados, empenhados em praticar a caridade, mas no primeiro foco da entidade, já soltam o seu corpo e deixa a “comunicação” falha, suscetível a interferências do próprio medium.

E quando você vai fazer a consulta com a entidade, você ouve mais perguntas que respostas? Ou a entidade começa a falar coisas que nem acontece na sua vida, aquela entidade que fica “adivinhando” as coisas?

Ser medium é extremamente difícil, principalmente dentro da Umbanda, nem todo dia você está bem, nem todo dia a comunicação está perfeita, e nesses dias, seu moral é totalmente degradado, porque uma pessoa mais esperta, percebe na hora que ali não tem praticamente nada do que o próprio medium, graças a essas circunstâncias, muita gente não crê no poder da mediunidade e na existência dos mentores.

Mas voltando ao escopo do assunto, me entristece e até me assusta muitas pessoas contando com esses mediuns para decidirem suas vidas, em um momento de desespero, não conseguimos perceber se ali é o medium ou o mentor porque estamos tão tristes e desesperados para resolver nossos problemas que não nos atentamos aos sinais, aí a suposta entidade concede um conselho errado, a vida da pessoa piora e onde fica a culpa? Na Umbanda.

Ou quando ocorre do guia começar a dar conselhos genéricos e superficiais:

Cuidado com seus amigos… Olha, tem gente com inveja de você, para de sair mais de noite porque está previsto acontecer um assalto… Enfim, são tantos que eu precisaria de vários posts…

Outra coisa que eu acho muito engraçado, é o guia se engrandecendo pelos seus feitos, relembrando as pessoas quando falou isso ou aquilo e aconteceu, para isso eu dou uma simples denominação: Vaidade do Medium!

Já vi pessoas saírem chorando de uma consulta onde era perceptível que não havia NADA ali, só um medium se fazendo de baiano e já de fogo, cambaleando, é lamentável… Para os fracos, ocorre o placebo mental, ouve da entidade que nem é entidade que não vai dar certo, você já energiza toda aquela negatividade  e frustração então a tendência de dar errado é muito maior!

Enfim, o objetivo do post é confiar primeiramente em vocês e na intuição, eu percebi que muitos que leem esse blog não são mediuns, tem muitos simpatizantes e trouxeram-me casos bem parecidos, sobre coisas que as entidades falam, como são genéricas as informações, enfim…

Uma das piores é o mentor olhar pra sua cara e perguntar se você é medium, e não aconteceu comigo apenas uma vez não, aí eu me pergunto, ou eu realmente mistifiquei todos esses anos ou misticando está o medium que está me atendendo…

Uma vez falei com um mentor que possuía um hábito chamado rinotilexomania, ou seja, o vulgo tirar “catota do nariz”. Gente… Pelo amor de Deus né?

Então, como eu disse no ultimo post, estou muito mais focado em depender de mim do que depender de uma consulta, uma irmã veio me trazer um caso que se ela não fizesse um trabalho em até 21 dias, certos espíritos iriam tirar a vida dela, e que a entidade disse isso, duas entidades do mesmo medium. Eu não sou um exímio conhecedor da Espiritualidade, agora uma entidade ter o poder de tirar uma vida em troca de uma mera entrega, vulgo despacho?

Eu ando recebendo muito mais e-mails de assistentes e consulentes do que mediuns, e quando eu acho que já vi de tudo, surge algo para me surpreender.

Senhores, somente uma coisa pra nos livrar de todos esses males: Estudo! É o medium se empenhar em estudar, limpar seu corpo e espírito para que a comunicação possa sair de forma adequada, é o que eu digo, existem iogues e monges que meditam horas e horas por dia e não consegue um transe inconsciente, quem dirá e nós Umbandistas que vivenciamos isso semanalmente, alguns quinzenalmente e assim por diante? A mediunidade consciente é muito COMUM atualmente, é a mais COMUM, então temos obrigação de honrar nosso compromisso de medium para com a espiritualidade e para com nossos mentores afim de levar adiante a bandeira da prática do amor e da caridade, ultimamente a Umbanda vem servindo para levar a bandeira da dúvida e indignação e isso tem que mudar.

E acima de tudo, confiar em nossos próprios intintos, intuição e nossa comunicação, afim de não sofrer frustrações e desilusões com o que nos foi contado.

Confesso que não tive muito tempo de revisar, depois eu vou dar uma relida e corrigir alguns erros de concordância, mas como prometi que ia postar rápido, segue aí o blog que eu havia conversando com alguns irmãos através do e-mail.

Desculpem se esse ano estou mais ácido, menos polido, é que minha indignação está atingindo o ápice! Rs

Neófito da Luz.

Umbanda no Fim dos Tempos?

Saudações Fraternais queridos irmãos.

Recebi alguns e-mails perguntando o porque do meu sumiço repentino. Posso enumerar diversos fatores que contribuíram para isso mas para aqueles que aspiram a Luz Maior, não é desculpa. Quem quer arruma um jeito, quem não quer, arruma uma desculpa. Logo, nada justifica o meu sumiço repentino. Me desculpem.

Precisei sim, me afastar, rever alguns conceitos, estudar um pouco mais a Doutrina, visitar mais casas, e sim, confesso que a minha decepção pelos adeptos da religião fica cada dia mais evidente. Cada dia que passa, quero menos depender de mediuns e sim, depender unica e exclusivamente de mim e dos meus mentores.

Existe um termo muito comentado dizendo “Não sou dono da verdade”, o que eu discordo, eu sou DONO sim da MINHA verdade e da minha concepção de vida, eu sou DONO da verdade que me faz bem, da verdade que me causa alegria, felicidade que me engrandece, sim, eu sou DONO de uma das VERDADES, a que me faz feliz e se adequa ao meu modo de vida.

Visitando algumas casas, pude verificar o indizível desleixo de muitos sacerdotes, inclusive a sujeira do lugar, seja física ou espiritual, mediuns sem doutrina que ficam degladiando-se em toda a corrente, machucando outros mediuns, derrubando atabaques. Infelizmente é incrível quando a religião realmente se adequa à massa, fica submersa a uma ignomínia infinita.

Sim, estou decepcionado com toda a vaidade que presencio dentro dos centros que visitei, um “mentor” querendo aparecer mais do que o outro, um medium recebendo quatro, cinco caboclos em um mesmo trabalho, um baiano que só toma bebida refinada, outra entidade dizendo que só fuma cubano.

Sim, estou indignado com a hipocrisia, com o ego, com a vaidade presente e preponderante nos terreiros, tenho saudades dos preto-velhos que se nao tinha o seu fumo para acender o cachimbo, usavam de qualquer outro artifício para causar o “fumacê”, saudade dos caboclos que não exigiam Heineken ou Serra Malte, e sim, um suco para que pudessem completar sua mandinga, saudades dos exús, que não precisavam ostentar suas capas de cetim aveludado, que podiam fazer qualquer trabalho com Marafo e não “Red Label”. Saudades dos exús que trabalhavam de forma eficiente com um cigarro “Derby” e não charuto cubano importado aromático.

É minha gente… É o antropomorfismo hediondo e ignorante prevalecendo nos terreiros, é a falta de doutrina, de estudo e o oportunismo exacerbado de muitos sacerdores e até mesmo mediuns que se aproveitam da ignorância dos que ali, desesperadamente adentram a procura de socorro.

Ultimamente o que eu ando reparando de guias “chiques”, que só tomam coisas de primeira, que exigem a sua roupa para trabalhar, que a roupa tem que ser de tecido fino, desculpem-me, se for pra depender de guias que ainda infla mais o meu ego, que não me ensina o valor da simplicidade e sim do status, ignoro e aprendo pelos meus próprios passos.

Simplicidade e Humildade não são questionáveis, qualquer imbecil sabe o que é e se essa guerra de vaidades dentro do terreiro é correta, sim, prefiro uma boa literatura a seguir exemplos tão vis.

Isso porque nem vou querer entrar no detalhe daquele show gastronomico, vamos encher a barriga do Orixá para ter o meu pedido realizado… Não consigo limitar a linha entre o fanatismo e a ignorancia, infelizmente!

O maior dos problemas da Umbanda, indubitavelmente é a MISTIFICAÇÃO, seja consciente ou inconsciente.

Sei que serei criticado duramente com esse post, mas não me importo, não vivo disso, e tenho plena consciência do amor pelos meus mentores e pela seriedade que sempre levei a religião, ao contrário de muitos, não procurei desde cedo por cobrança, e sim por curiosidade e amor, a bandeira da prática da caridade, o altruísmo incondicional e o amor recíproco entre terrícolas e habitantes de outro plano.

O que infelizmente presencio hoje é um arsenal de mediuns despreparados,  com a comunicação, ou como queiram dizer, incoporação, em um estado deficiente, dando consultas, utilizando elementos de baixa vibração para trabalhar com magia, presencio “mentores” dando consulta e dizendo coisas infundáveis, desagradáveis, mentores que possuem os mesmos erros do seu próprio medium. Um guia de luz denunciando quem é que enviou a demanda, delatando familiares… Que guia de luz é esse que ao invés de solucionar o problema prefere disseminar a discórdia, a vingança e o ódio delatando quem foi o emissor da demanda? Será que eu que sou tão ignorante a ponto de discordar disso ou tem alguma coisa errada?

Me pergunto exaustivamente, onde iremos parar? Muitos vão dizer: A Espiritualidade sabe o que faz e nós em nossa limitada ignorância não devemos questionar. Sim, é a mesma desculpa que outros fanáticos de outras doutrinas utilizam para o que não podem explicar ou que suas mentes trevosas não podem conceber.

Eu realmente fico triste de como a religião mudou em 15 anos, tenho inveja daqueles que a conheceram ainda antes que eu e puderam sim, presenciar essa maravilhosa doutrina em toda sua essência, sinto imensurável tristeza e me questiono de forma exacerbada:  Onde Vamos Parar???

É medium falando: Eu tenho um pé de Dança maravilhoso, o meu guia dança que é uma beleza, sem falar em mediuns que utilizam suas pombagiras de forma demasiadamente vulgar porque não possuem a coragem de se assumirem e aceitar quem são.

Cada vez que mais adeptos adentram à religião, menos preparados estão os sacerdotes e mais banalizada fica a religião.

Importante salientar que não estou dizendo que existem casas sérias, em nome de Deus, rogo que existam, existem casas que o axé ainda é forte, que existe estudo, existe preparo, existe direção, mas são poucas, quase raras. Visitei dezenas de terreiros esse ano que passou, e posso falar com propriedade, de uns 50 visitados, 2 em minha concepção eu digo, vale a pena explorar a corrente. Obvio que desses dois, capaz de entrar e começar a fazer parte da corrente, muito “podre” será exposto, como um deles mesmo, o sacerdote dormia com os ogans.

Saudades daquela Umbanda simples, de mediuns dedicados, daquele guia que falava e você poderia SEGUIR COM FÉ que dava certo, saudades daquelas mandigas de onde o consulente voltava pra agradecer, saudades daquela simplicidade e eficiência que havia na Umbanda.

Sinceramente, eu em minha limitada existência desconheço os desígnios da Espiritualidade, mas sou de uma filosofia deísta, Deus existe, mas outras forças atuam em nosso plano, e acho pura hipocrisia deixar essa responsabilidade para a espiritualidade, não acredito em um Deus interferente, porque senão o que seria do Livre Arbítrio?

Penso eu que a Espiritualidade está assistindo com Tristeza o futuro de tal maravilhosa religião, sem poder interferir de forma eficaz, porque o Livre Arbítrio é Sagrado, então cada um colherá o que plantou, mas até aí, o que será da Imagem da Religião?

Profundamente chateado com tudo o que eu vi, presenciei, tenho certeza que para muitos o que falei é normal, é aceitável, mas para mim que questiono e reflito sobre tudo, se for procurar bem mesmo e com calma, vão perceber que está tudo errado!

Saudações

Neófito da Luz

Breve Diálogo Sobre Incorporação – Parte II

Senhores, como eu havia dito, não revisei de forma apropriada o texto e para quem já leu, é estressante ler tudo novamente, então vou repetir alguns assuntos aqui brevemente para prosseguir com os demais.

Nome do Guia

Conforme mencionado, são muito relativos os nomes das entidades bem como o tempo em que elas se identificam se apresentam. Eu aconselho a muitos médiuns não procurarem muito sobre nomes de entidades na internet bem como suas áreas de atuação, formas de trabalho, entre outros fatores, porque infelizmente podemos ter admiração por algum, aquela vontade de querer trabalhar com ele misturar no processo anímico e na hora que sua entidade, de fato, der o nome, você pode se confundir e atrapalhar a comunicação nesse momento.

Sempre de extrema importância manterem-se distantes desse tipo de informação.

Outro fator importante é o fato de que para massagear nosso ego, o que é muito comum, queremos ter caboclos de penas até o chão, com um penacho de grande espessura como um rabo de pavão, é importante ignorar tudo isso, o meu mentor-chefe chama-se Urubatão da Guia, o mesmo não é cacique e sim pajé, e para estar na frente de outras entidades minhas que são caciques, é sinal que o nível hierárquico no outro plano, pouco importa. O Caboclo do Sol que é outro caboclo que eu servi, também nunca o vi com penacho até o chão e graças a Deus nunca deixou ninguém na mão.

Não adita ter um guia de grande Luz, de Grande Poder se o recipiente da qual ele deve trabalhar é ruim, o Sr. Tranca-Ruas costuma me dar um exemplo do copo, ele pega um copo de 500ml e um de 100ml, porém, ele deixa o de 100ml mais cheio, qual copo ao ser derrubado vai espalhar mais água no chão?

Outros também afirmam que só confiam no nome da entidade quando a mesma dá o ponto! Isso também é relativo, às vezes a entidade dá o nome na casa do qual o filho trabalha, mas não é afim com a energia da casa, então não tem o porquê dele “carimbar” com sua energia espiritual, o seu portal de evocação dentro da casa. E outra, esse negócio de ponto da entidade é muito relativo, hoje em dia é muito difícil achar um sacerdote apto a ler o ponto e confirmá-lo.

Conheço uma médium há oito anos, já presenciei excelentes trabalhos de seu marinheiro e sua caboclo e nunca, nunca deixaram o ponto e somente a cabocla se apresentou, Sra. Jurema Caçadora, mas também, nunca deixou seu ponto em lugar nenhum.

Outra coisa muito interessante para nossas mentes curiosas é ver a imagem de nossas entidades, tentem não se apegar a isso, porque quando a entidade se mostrar a você, E TODOS SÃO CAPAZES DISSO, você não a confunda com a imagem que você associou a ela em casa de imagens.

História do Guia.

Uma outra coisa que é muito comentado é a história do guia. Se o mesmo foi príncipe ou carrasco, se o mesmo foi benfeitor ou malfeitor. Obvio que é muito interessante sabermos a história daqueles que trabalhamos juntos, daqueles que estão em nossa convivência, mas nada melhor que eles mesmos lhe contar. Existe a história da falange, mas mesmo dentro da falange do Pena Branca, os guias possuem sua individualidade, seu próprio ciclo reencarnatório, sua personalidade, sua característica, então é muito melhor saber a história da sua entidade.  Um caso é o Zé Pelintra, eu já vi vários Zés e claro, tem o padrão brincalhão característico da linha, mas cada um tem a sua experiência, sua vivência e forma de trabalho, mesmo porque nenhum médium é igual e é ignorância negarmos que temos também parte da responsabilidade na comunicação.

Quantidade de Guias.

Só para concluir de fato o assunto, se a pessoa é filha de Iansã e Obaluaie, por exemplo, obviamente o forte da linha desse filho não será caboclo, e sim preto-velhos, boiadeiros e até exus. Ele pode ter dois caboclos e dez exus sem nenhum problema, claro, nem todos trabalharão com você, mas ficarão próximos e auxiliarão as entidades de trabalho em outras tarefas.

A quantidade de guias varia de acordo com a linha do médium, um filho de Oxóssi, consequentemente terão mais caboclos.

Não é um tema que precisamos estressar sobre o assunto, há médiuns que no longo de sua vida trabalha com cinco, seis caboclos e outros apenas com um ou dois. Vai depender da missão da entidade, dependerá também do patamar vibratório do qual ela está incluída, às vezes é a missão dela te acompanhar até metade da sua vida, te ajudar a amadurecer em certos aspectos ou abrir caminho para entidades de maior luz ou até mesmo ela evoluiu o suficiente para galgar novos degraus.

O que eu não gosto em muitos sacerdotes é delimitar e limitar seus médiuns pode ocorrer do médium não ser um médium padrão e o coitado já fica todo inseguro achando que é da cabeça dele.

Também tem uma lenda sobre não ter caboclos da linha de Pena Branca, Pena Verde, Pena Azul e afins repetidos. Quem cuidou muito de mim e trabalhou muito comigo foi o Sr. Pena Branca, infelizmente nunca mais o senti e comecei a sentir a presença de outro caboclo, eu vi inteiramente o cocar do caboclo e era todo Verde e uma amiga minha também o viu, logo, Sr. Pena Verde começou a estar mais ao meu lado. Já até veio algumas vezes.

É importante frisar, a pessoa pode trabalhar com um preto-velho, mas ter oito exus, a quantidade não é específica.

O Guia de Firmeza.

Todos médiuns tem o guia de firmeza, é aquele que nos sentimos mais a vontade para trabalhar e o melhor, é aquele que vem mais firme, que tem maior sintonia com nossa vibração, é aquele que chega com maior facilidade em nossa matéria e toma conta, a pessoa pode ter mais de um, obviamente e isso vai se tornando notório no decorrer do seu trabalho mediúnico. Isso independe de qual linha, isso é extremamente pessoal ao médium, tem médium que é o baiano, outros o caboclo, no meu caso, um dos meus guias de firmeza é o cigano Ramirez. É aquele guia que você se sente a vontade em trabalhar e não tem medo nenhum quando ele começa a falar, porque sabe que é aquele que faz e acontece. É importante salientar que isso não quer dizer que é porque o guia é poderoso, mas sim é o guia que você tem maior afinidade, geralmente é afinidade psíquica e vibratória.

Todos os médiuns possuem os seus guias de maior confiança, aqueles que você deixa trabalhar livremente. Também tem o fato do próprio médium se sentir bem em trabalhar com a entidade porque ela causa alegria aos filhos e assistência, quando a entidade é muito carismática, fazemos questão de trabalhar com ela porque também nos sentimos bem. É uma das graças da mediunidade consciente e semiconsciente, você também participa das atitudes de sua própria entidade.

Também tem o fator de alguns médiuns trabalharem bem com determinada linha, que eu exemplificarei no próximo assunto.

Função da Linha do Médium.

Como digo, nenhum médium é igual, os médiuns possuem predisposições mediúnicas e energéticas, existem os médiuns de cura, os médiuns de limpeza, os médiuns de consulta, os médiuns videntes, claro que podemos ter uma mistura de um ou outro, mas nenhum é 100% em todos os aspectos. Eu já percebi que meus guias trabalham muito bem com cura e cirurgia espiritual, mesmo porque, eu sou médium de cura, então tenho uma predisposição energética para que possam fazer bem o seu trabalho. Nunca presenciei guias meus fazendo mandinga com elementos, por exemplo, talvez não seja meu forte esse tipo de magia, mas também gostam muito de falar, muitas pessoas procuravam as entidades para conversar. No meu caso, eu sendo um médium de cura e de consulta, consequentemente a minha linha tende mais a esse lado, seja o caboclo, o baiano, o marinheiro, o cigano são guias com conhecimento de cura e consulta.

Existem os médiuns de limpeza, que quebram a demanda, consequentemente a função dos seus guias será mais propícia a isso.

Também tem aqueles médiuns que trabalham muito bem com qualquer exu que possam vir em sua matéria, seu guia de firmeza é o exu, como tem pessoas que são com preto-velhos, tem médiuns que para qualquer problema, é o preto-velho que assume e são com eles que esse médium trabalha muito bem. Independente de qual preto-velho, esse médium pode ter dois ou três preto-velhos muito firmes e dependendo do grau, podem vir sim em outras linhas para auxiliar em um determinado problema. Há sacerdotes que não admitem linhas cruzadas, ou seja, linha de caboclos e vir um preto-velho, já há casas que dependendo da situação, deixam com o que o médium trabalhe com o seu guia de firmeza. Vai depender única e exclusivamente da doutrina do centro.

A grande sacada é perceber a forma que seus guias trabalham para ter a devida certeza de qual é sua especialidade, suas funções e ir de cabeça nelas.

Meu irmão já é um médium que tem muitos exus, fazem trabalhos extremamente densos e telúricos, depois de um trabalho pesado, ele fica muito bem, fica tranquilo, quando certas entidades minhas trabalham com isso, eu absorvo um pouco e não fico tão bem. Claro que é algo que eu posso evoluir e aprender, mas não é a “minha praia”.

Então meus queridos, vocês possuem funções predeterminadas dentro do terreiro, tem médium que é uma PAREDE, é blindado, são os que podem ficar na porteira protegendo a casa, tem os de transporte, que possuem grande facilidade em dar passagens a eguns e outros espíritos que atrapalham de certa forma a vida de alguém, apesar de eu, ser totalmente contra o processo de desobsessão.

Comunicação.

Algo que eu ouço muito no blog é: Como você consegue ouvir? Como você consegue ver? Como eu faço isso?

Mais uma vez eu digo, todos os procedimentos eu compartilhei no “Firmeza de Cabeça”, todos os médiuns, claro, alguns precisam de maior dedicação e outros menos, mas todos nós, mediadores do plano espiritual e terrestre podemos sim, ouvir, vê-los, senti-los.

No caso da vidência, ela se dá de forma gradativa, primeiramente é esboçada uma pequena imagem em sua cabeça, e isso podem durar meses ou anos, você vê fragmentos em seu consciente, é como se imaginassem e na verdade não é imaginação, é o despertar da consciência espiritual que está se fazendo presente.

Você começa a “imaginar” como é o guia, começa a vir informações em sua cabeça e através dessas informações, você começa a projetar a imagem, gradativamente isso vai evoluindo até você conseguir vê-lo materializado em sua frente.

Repito, tem pessoas que já possuem essa predisposição, já nasce com isso nativo, mas nada impede que possamos aprender, evoluir e adquirir essa faculdade, todos nós somos animados pela mesma energia, a Energia Divina, então, em essência, somos TODOS IGUAIS, ou como diz um site que eu gosto muito, SOMOS TODOS UM.

O mesmo ocorre para a audição, para o olfato.

Toda faculdade para ser evoluída depende única e exclusivamente de nossa dedicação, claro, vida noturna, bebidas e mulheres, conforme falei no primeiro post desse ano, degrada e atrasa totalmente suas faculdades mediúnicas, é muita energia que você tem que lidar e prejudica totalmente a sua vibração com a Energia Cósmica, por isso, sempre bom andarmos na linha.

Eu ainda estou em desenvolvimento, sinto saudades do Neófito de 2010 que tinha resposta pra tudo, hoje as coisas estão mais difíceis, mas se já cheguei a um certo ponto, posso chegar novamente, assim como todos nós.

Namastê.

Neófito da Luz.

Breve Diálogo sobre Incorporação

Namastê amados irmãos.

Depois de algumas semanas de trabalho intenso, falta de tempo para revisar e compilar os textos e questões que me enviaram, aqui estou eu.

Depois de ter deixado meu e-mail no blog, recebi diversas perguntas sobre Umbanda, e calculando com um pouco de exatidão, 95% se resumiu em incorporação e liturgia. Baseado em diversas questões que foram bem parecidas, realizei um compilado aqui para expor a minha opinião sobre o assunto.

Vale salientar que eu irei expor minha opinião baseado em quase 15 anos de Umbanda, estudos e experiências, segundo o tempo de alguns irmãos, ainda estou engatinhando, tem irmãos com 25, 30 anos de experiência.

O grande incômodo dos mediuns é o nível de consciência.

Eu até hoje não conheci nenhum medium inconsciente, como já disse em alguns posts, todos os que me disseram ser, tive provas extremamente contrárias a isso, mesmo porque em termos de estudos filosóficos, místicos e esotéricos é praticamente impossível nos dias de hoje estarmos inconscientes, volto ao exemplo de iogues e outros místicos que podem meditar até por 12h e afirmam que sua mente objetiva ainda ficam em nosso plano, em nosso mundo, imagine nós, que temos apenas algumas horas semanais de dedicação ao centro.

Recebi um e-mail relativamente ofensivo que sobre o texto “Firmeza de Cabeça” onde afirmam que eu ensino a dar ekê (Gíria do candomblé para fingir uma incorporação), até respeito a opinião do irmão que me criticou, mas é muito fácil ser inconsciente no candomblé, o adepto só recebe o orixá, que só sabe vir pra dançar e falar algo útil que é bom, NADA! Muito fácil se dizer inconsciente no candomblé onde o orixá só precisa ter o famoso “pé-de-dança” que enche os olhos e o estômago mas não cala as aflições daqueles que ali adentram. Já conheci mediuns conscientes que curaram e até falaram o que o consulente precisavam ouvir, ou seja, ENFATIZO, mais vale o seu desprendimento na comunicação, na psicofonia (incorporação) do que o seu grau de consciência. Desistam de procurar o impossível, muitos mediuns perdem totalmente seu tempo procurando serem inconscientes e esquecem de estudar e trabalhar com o que tem. Na faculdade ouvi algo que eu nunca me esqueço, uma história que cabe muito bem com o que eu direi aqui:

“Na órbita espacial, era imprescindível escrever as rotas, o diário de bordo, entre outras coisas, os americanos investiram boa quantia de dinheiro para inventar uma caneta que escrevesse mesmo na ausência da gravidade, os russos, por sua vez, levaram lápis, onde o mesmo conseguiu cumprir o objetivo que era a escrita!”

Ou seja, meus irmãos, se o objetivo é a caridade, vamos procurar meios para isso e não desgastar centenas de horas focando algo que demandaria trabalho e poderia ser mais utilmente empregado na prática do bem e da caridade.

Repito, conheço mediuns conscientes que fizeram um excelente trabalho, que deram uma excelente consulta, a grande sacada é esquecermos de qualquer problema, focarmos apenas no nosso objetivo dentro do terreiro, a prática do bem e da caridade, cabe somente ao pai julgar e a nós ajudar, como disse muito bem Pai Guiné.

É claro, seria maravilhoso, incorporar, sumir, dormir, apagar e o guia trabalhar normalmente ajudando sem nossa intervenção e quando acordássemos, tudo resolvido, mas infelizmente não é assim e há algumas razões para isso. Eu mesmo já presencei muitas coisas maravilhosas, com os “olhos” deles e isso é muito gratificante, já coloquei em um post no “Exú na Linha de Cura”.

O Guia não fala, não fuma, não bebe

No começo vemos tudo mesmo quando os guias não estão de olhos fechados, raramente falam, só gesticulam com a cabeça e gradativamente vão falando, vão trabalhando, no começo, raramente pedem bebidas ou fumos, dispensam qualquer oferecimento dos cambones, isso é totalmente natural.

Como um irmão disse: Meu guia parece inválido, não faz nada, às vezes nem anda.

Isso é muito bom, é um grande respeito que o mesmo tem para com você, ainda está se conectando ao seu corpo, vibrando na mesma ressonância que você, não abrir os olhos, também é o caso do próprio medium sentir vergonha em achar que está fingindo, isso é um mecanismo de defesa inerente ao todos os que estão desenvolvendo, mas é importante salientar que ALI já existe uma energia, mesmo que pouca, já existe uma energia e essa energia deve ser respeitada como a de um medium de 50 anos… A energia está ali, mesmo que incompleta, precisamos ser bons recepientes para que possamos captar com maior poder essa energia que nos anima, que nos irradia.

O caso de dispensar fumos e bebidas é justamente o mesmo princípio, a entidade ainda não está firme em sua matéria, ou seja, qualquer dano que possa ser causado pelo fumo e bebida afetará diretamente a sua matéria. Como forma de respeito e mecanisno de defesa, a entidade também veta a utilização desses elementos.

Em suma, você verá mesmo, o seu guia ficará calado, às vezes ele vai andar de um lado para o outro ou às vezes ficará parado, depende da forma que ele sincroniza e dispersa a energia, isso vai depender unica e exclusivamente do axé que você e suas entidades trazem. No meu caso, meus guias raramente sentavam e ficavam de um lado para o outro, no caso do meu irmão, ficavam parados e geralmente próximos à porteira.

Existem sim alguns padrões pre-estabelecidos, mas é importante salientar que nem todos os mediuns são iguais, assim como seus orixás e guias.

O desenvolvimento é uma experiência extremamente particular e deve ser vivenciada com calma, sempre interessante contar com a intuição e seguir alguns conselhos do “Firmeza de Cabeça”

Nome do Guia

Às vezes demoram dar os nomes, podem vir de uma forma e gradativamente vão mudando, vão encontrando melhores formas de posicionar e sincronizar os nossos chakras, com o tempo podem mudando a voz, o sotaque e assim vão evoluindo no sincronismo entre espírito e matéria.

Os caboclos e boiadeiros também podem mudar a forma de chegar, mudando os brados ou até mesmo a postura de chegada e saudação ao altar, tudo no Universo evolui e nossa incorporação não foge à regra. O Sol nasce pra todos, ninguém fica sem brilhar, assim é a mediunidade se mantivermos total dedicação.

Não sou nenhuma excessão, hoje consigo ouvir, sentir e até ver não com tanta facilidade, mas consigo, isso é fruto de dedicação e empenho, sejam sinceros de coração e confiem em suas intuições.

Alguns guias demoram anos para dar os nomes, outros meses, outros semanas, também é muito relativo, conheço mediuns que já trabalham com certas entidades há 3, 4 anos e ainda não deram o nome.

Como eu digo e já seguindo a Teoria de um grande Cientista chamado Einstein: Tudo é Relativo!

O meu mentor-chefe demorou quase 10 anos para se apresentar, vinha raramente, quando vinha, fazia seu trabalho e ia embora, o meu guardião-chefe seguiu o mesmo padrão e depois confirmei o nome dele nos buzios do babalaô da época.

Quantidade de Guias

Outro tema extremamente estressado nos questionamentos, muito se ouve dizer que cada um tem sete guias, eu já discordo um pouco dessa afirmação, dependendo dos orixás que você traz, significa que você tem um certo tipo de Axé e consequentemente uma missão, tem pessoas que trabalham com o mesmo caboclo a vida toda, raramente chegando a incorporar o segundo. Outros mediuns trabalham muito bem com um ou dois caboclos dependendo do trabalho e outros também trabalham com um terceiro que raramente dá o sinal de vida. O mesmo acontece com outras entidades, já vi mediuns muito firmes trabalhandio até com o quarto caboclo, obviamente não ocorre um rodízio, são entidades que chegam uma ou duas vezes ao ano. Mas é importante salientar aqui que não há regras, um sacerdote que eu conheci, trabalhou até com cinco baianos no decorrer da vida dele. Isso vai dependendo muito do tipo de missão que você veio prestar no plano terrestre, o Cosmico designa as entidades certas para isso. Tem pessoas que tem missão de abrir uma casa, possuem até oito ou nove exús, que descem, dão o nome para firmeza e para construção da tronqueira e não precisam mais dar a comunicação em nossa matéria.

Para não ficar muito extenso, vou dividir em mais posts.

Desculpem-me a demora, criança pequena, excesso de trabalho e relacionamento me ocupam grande tempo! Rs

Ainda não revisei como gostaria, mas precisei “despachar” logo o texto pelos pedidos!

Aranauam

Neófito da Luz